"EU FAÇO O QUE POSSO, O QUE NÃO POSSO... PACIÊNCIA...".



- 2º Crônicas - 12 - 10 : 0 INTRODUÇÃO: O episódio talvez não seja conhecido, mas nos deixa grande lição. Roboão era filho do rei Salomão (sucessor). Um fato narrado nas Escrituras Sagradas define com precisão o caráter de Roboão. Seu pai Salomão afligiu o povo com altos impostos, seus conselheiros, anciãos, pediram clemência. Mas ele preferiu os conselhos de seus amigos de infância. Ele foi cruel:" se meu pai vos afligiu com açoites, eu vos afligirei com escorpiões, o meu dedo mínimo pesará mais do que a mão de meu pai..." E desse modo o reino de Israel foi dividido em RN e RS. Na divisão do reino, o rei perdeu tudo o que era precioso da casa de Deus. E entre os objetos de grande valor que perdeu, achava-se os "escudos de ouro da Casa Real". Os escudos eram para saudar o rei ao entrar e sair de sua casa. Judá era uma nação teocrática. O rei era o representante de Deus. Os escudos de ouro refulgiam a glória do Senhor naqueles momentos significativos e de grandes bênçãos. O rei Roboão não tinha mais os escudos de ouro, na divisão do reino levaram para o outro reino. Mais ele não perdeu tempo, pois os escudos de ouro eram peças importantes no reino. Era símbolo dos reflexos divinos. Pois Roboão desejando os escudos de ouro, mandou fazer escudos de bronze. Aplicou aquela velha filosofia: "EU FAÇO O QUE POSSO, O QUE NÃO POSSO... PACIÊNCIA...". Mas a ordem de Deus era que os escudos fossem de ouro. Naturalmente racionou: "Não tenho ouro, vai bronze mesmo". Muitos, infelizmente usam esta filosofia para, em sua ignorância, tentarem remediar, remendar, fazer um enredo de vida devocional e espiritual, porém ninguém é capaz de enganar a Deus.
 
I – em lugar do ouro de uma culto verdadeiro e racional, preferem colocar o bronze da liturgia: se preocupam com a multiplicação dos elementos da liturgia nos cultos, a organização visual e esquecem da organização invisível, trocam a adoração pela apresentação, o altar vira palco, o louvor apenas música, a unção é confundida com a criatividade malabarista de alguém.
II – SUBSTITUEM O OURO DA ORAÇÃO PELO BRONZE DE PALAVRAS REPETITIVAS DITAS EM CURTOS MOMENTOS DE RITUAIS: Não reservam tempo para orar. Querem testemunhar de Cristo, mas não oram. Intimamente aprovamos os mandamentos do Senhor a respeito da oração, mas a deixamos de lado. Limitamo-nos a repetir as poucas palavras antes das refeições e durante programados na igreja.

III – SUBSTITUIMOS O OURO DA COMUNHÃO PELO BRONZE DO SOCIAL: Não é sem propósito que a igreja dos nossos dias parecem mais um clube de amigos dispostos a passar a mão na cabeça uns dos outros para justificarem negligências e falta de compromissos com Deus e com o seu Reino, preservando-se e recusando corrigir e serem corrigidos no curso de suas vidas como participantes da comunidade cristã. E tal amizade termina em cumplicidade em detrimento do Reino.

IV - EM LUGAR DO OURO SO SERVIÇO PRETENDEM O BRONZE DAS FANTASIAS: Isto é, trabalhos fáceis, que não custam grandes esforços. Com isso largamos à armadura de Deus em meio à batalha, e nos contentamos com qualquer resultado. Há muito crentes irresponsáveis no serviço do Senhor. O bronze do comodismo em vez do ouro do serviço ao Senhor. Estamos dispostos a madrugarmos em busca do dinheiro, estamos dispostos a caminhar quilômetros pra baixa a barriga e melhorar a estética de nosso cormo, porém as vesses com carro na garagem, gasolina no tanque, saúde no corpo deixamos de vir ao culto por uma pequena librina estar a cair, a noite não está pra culto. Criamos uma fantasia de que somos servos de Deus.

V – EM LUGAR DO OURO DA FIDELIDADE NOS DIZIMOS E NAS OFERTAS, ABRAÇAMOS O BRONZE DA DESCULPAS: Para quem não quer dizimar há muitas desculpas: "o dízimo é lei do A T.; eu estou no N.T.; só darei quando sentir no meu coração (o diabo nunca vai deixar você sentir este prazer); se eu der? onde a igreja vai aplicar?". O ouro da adoração é trocado pelo bronze das desculpas e muitas almas gemendo nas trevas, indo para o inferno e você prendendo e roubando o dinheiro de Deus! Muito sangue vai cair sobre seus ombros no Dia do Senhor!
 
VI – EM LUGAR DO OURO DE UMA VIDA DEVOCIONAL PIEDOSA NOS ACOMODAMOS AO BRONZE DE UMA VIDA RELIGIOSA MEDÍOCRE. A religião é o ritual, a obrigação, as cerimônias e tem a ver com o que os outros veem em nós, a devoção é nosso culto racional, nossa adoração sincera, nosso sacrifício vivo e santo, nosso culto interno e tem a ver com o que Deus ver em nós e como nós o vemos.  
CONCLUSÃO - Não pense como Roboão, Fuja desta filosofia que "EU FAÇO O QUE POSSO, O QUE NÃO POSSO... PACIÊNCIA...". Dê para Deus o ouro de sua vida. Precisamos comprar de Deus ouro e vestiduras brancas, para enriquecer nosso coração.
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