A grande Comissão



- Referência: Mateus 28.18-20
I. A COMPETÊNCIA DO COMISSIONADOR – v. 18
AUTORIDADE = versão atualizada  -  PODER = versão corrigida
Exemplo: O CAMINHÃO (PODER) E O GUARDA (AUTORIDADE).
Esta declaração mostra que quem dá a ordem tem credencial e competência para fazê-lo. Isto tem duas implicações:
1. É condição básica de êxito sabermos que o nosso Deus é o maior = É esta certeza inabalável que nos dará as condições de enfrentar o inimigo e as circunstâncias adversas, sem temer e sem vacilar.
2. Qualquer ordem dada pela autoridade máxima do universo exige atenção e respeito total = Ao proferir uma ordem Jesus quer ser obedecido de forma certa e completa.

II. A ESSÊNCIA DA COMISSÃO – v. 19
Fazer discípulos é a ordem
Jesus não mandou fazer fãs = Quem precisa de fãs é Roberto Carlos, Gal Costa
Jesus não mandou fazer admiradores = ator e jogador de futebol é que precisa de administrador.
Jesus não mandou apenas evangelizar e ganhar almas, abandonando os bebês.
Jesus não mandou apenas recrutar crentes e encher as igrejas de pessoas = Jesus não quer apenas crentes e convertidos.
JESUS QUER SEGUIDORES, DISCÍPULOS! - Ser discípulo implica:
1) Aborrecer – Lc 14.26 = O discípulo é alguém que coloca seu relacionamento com Jesus acima de todos os demais relacionamentos.
2) Levar a cruz – Lc 14.27 = O maior significado da cruz é a morte.
3) Renunciar tudo – Lc 14.33 = Renúncia completa e entrega sem reservas.

III. O ALCANCE DA COMISSÃO – v. 19
Todas as nações = todas as ETNIAS
O coração de Deus pulsa pelo mundo todo. Deus disse a Abrão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra.”
Em Ap 5.9 diz-nos que Deus comprou com o sangue do Seu Filho os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.
Jesus quer discípulos em cada etnia.
A leitura errada de Atos 1.8 = Não primeiro aqui, depois lá. Mas tanto quanto = concomitante.

IV. AS IMPLICAÇÕES DA COMISSÃO
1. Envolve a integração dos novos convertidos = A igreja é importante. Não existe crente isolado, como não há membro fora da corpo. Tem gente que diz que não prega igreja, pois eu prego.
2. Envolve ensino aos neófitos = Há três coisas a destacar:
2.1. Ensinar o que Jesus mandou = Não achiologia, modismos, tradição de homens – At 20:17-26 = todo o conselho de Deus.
2.2. Todas as coisas = Não apenas as mais agradáveis. Gostamos de falar sobre o amor de Deus. Não há folhetos evangelísticos sobre a IRA DE DEUS.
2.3. A guardar = Não apenas ter na cabeça, mas obedecer – o discípulo é aquele que obedece. Hoje as pessoas querem conhecer, mas não obedecem. “Vós sois meus discípulos se fazeis o que eu vos mando.”

V. MOTIVOS PARA CUMPRIR A COMISSÃO
1. O poder de Jesus à nossa disposição – v. 18 =
Se Jesus tem TODO poder e autoridade não sobrou nada para o diabo.
O diabo é astuto, ardiloso, sagaz = Mas só Jesus é PODEROSO.
O poder do diabo foi tirado = Cl 2 = despojado, oco, vazio.
O diabo não manda nem no inferno = Ap 1 = As chaves do inferno não estão nas mãos do diabo, mas nas mãos de Jesus. Toda a suprema grandeza do seu poder está à nossa disposição (Ef 1.19). Estamos assentados com Cristo acima de todo principado e potestade.
2. A presença de Jesus – v. 20 = Se Jesus está conosco somos maioria absoluta.
3. A ordem de Jesus – v. 19 = Se Ele mandou, cabe-nos obedecer.

Síndrome do irmão mais velho


Referência: Lucas 15.25-32

INTRODUÇÃO : 1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro
a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.
b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.
c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.

2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa.
O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.
O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.
O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.

3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda assim estar perdido. (Síndrome do irmão mais velho)
Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.
Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.
Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.

I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS
Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.
Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.
Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.

II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA.
Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.
Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.

III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE.
Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.
Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.
Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.
Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.

IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA.
1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30
Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.
Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.
2. Sente-se injustiçado pelo pai
Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.
Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.
3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30
Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.
A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.
Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.
4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21
A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.
A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.
5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão
Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai. Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).

V. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31
- Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;
Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.
Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode ver a face do Rei.
Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.
Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.

CONCLUSÃO: O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).
O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.
Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.
Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!

A verdade sobre a origem da igreja local árvore da vida e seu fundador o chinês Watchman Nee e sua doutrina

A verdade sobre a origem da igreja local árvore da vida e seu fundador o chinês Watchman Nee e sua doutrina

Quando se pergunta a um membro da Igreja local ÁRVORE DA VIDA que tem como fundador não Cristo mas o oriental Watchman Nee ,qual o nome da sua "denominação", a resposta que se obtém é a de que:“A Igreja Local não é uma denominação. É tão ofensivo indagar o nome da Igreja Local como se esse fosse o da sua denominação, que chegam a afirmar: As igrejas locais não têm nome. O único nome que ostentamos e honrarmos é o nome do Senhor Jesus. (...) O termo ‘igreja local’ não é um nome. (...) Imprimir as palavras ‘igreja local’ com letras maiúsculas é um erro sério, pois isto dá a impressão de que o nome é ‘igreja local’ ". Embora se esforcem para dar a impressão de Igreja Local não é um nome denominacional e afirmem que "a igreja local é um grupo de crentes que são os membros vivos de Cristo", que não pertencem a nenhuma denominação, não podem negar que possuem registro de pessoa jurídica, como qualquer denominação ou Instituição religiosa; tanto é que declaram: "no que diz respeito às questões financeiras, as igrejas locais estão legalmente registradas com relação ao governo". Quando não podem fugir do assédio sobre a que igreja pertencem, respondem vagamente, dando o nome da cidade onde se localiza, dizendo: “A igreja que está em São Paulo" ou "a igreja que está em Santos" e, se são interrogados sobre o porquê da ausência de nome denominacional, a resposta que se obtém é que as denominações são divisões e causam divisões, só devendo existir em cada cidade uma igreja com o nome da própria cidade, e que todo o cristão verdadeiro deve unir-se a essa igreja local com o nome da cidade.”Se alguém se mudar, por exemplo, de São Paulo para Belo Horizonte, não precisa se preocupar quanto a que igreja deva ir ensinam os líderes da Igreja Local: "Você irá á igreja daquela cidade, à igreja local." E se alguém entrar, por exemplo, numa Igreja Batista. Presbiteriana, Metodista, Assembléia de Deus, Comunidade Evangélica da Paz, que estará fazendo? Nada mais do que estar entrando numa divisão ???”

Leiamos o que ensinam:

"Se você entrar em qualquer outra coisa afora a igreja local daquela cidade, entrará numa divisão." Assim, os líderes recomendam aos membros da Igreja Local não se misturar com os crentes denominacionais, mas manterem um tipo de lealdade absoluta à sua igreja, e determinam: "Hoje em dia há principalmente dois tipos de crentes: um são as denominações, incluindo a Igreja Católica Romana, e o outro é composto daqueles que estão fora das divisões (leia-se denominações) e sobre a base correta" (O parêntese é nosso). O seguinte é dito de quem discorda desse ensino: "Não tente ser neutro. Não procure reconciliar as denominações com a igreja local. Você nunca conseguirá reconciliá-los. Você consegue reconciliar branco com preto? Sim, mas serão cinza; nem preto e nem branco."

"Se você entrar em qualquer outra coisa afora a igreja local daquela cidade, entrará numa divisão"

Pescando em aquário alheio

A expressão "pescar em aquário alheio" é usada freqüentemente para indicar membros de determinadas igrejas que não evangelizam os descrentes. Preocupam-se muito com os crentes denominacionais ou evangélicos. Essa é a estratégia de trabalho de evangelização adotada pela Igreja Local, e para se apresentarem com evangélicos e procurarem a unidade da Igreja de Cristo, que no seu entender só esta na Igreja Local, afirmam:

"Damos boas-vindas a todos os verdadeiros crentes e buscamos comunhão com eles como nossos irmãos e irmãs em Cristo."

Como se vê, uma afirmação simpática e atraente:

"damos boas-vindas a todos os verdadeiros crentes e buscamos comunhão com eles como nossos irmãos e irmãs em Cristo’. É sincera essa declaração ou é usada como subterfúgio para ganhar a amizade de crentes desavisados do verdadeiro objetivo da Igreja Local? Essa colocação se assemelha aos convites radiofônicos do conhecido pregador das multidões, Davi Miranda, quando, a plenos pulmões, em seus programas radiofônicos "A Voz ela Libertação" anuncia: "Meus irmãos evangélicos! Meus irmãos espíritas! Meus irmãos católicos..." "Tudo com o propósito de trazer pessoas para a Igreja Pentecostal Deus é Amor. que, sem dúvida não aceita que espíritas, católicos e mesmo evangélicos não sejam Seus irmãos na fé, e pensem como ele, mas vale para atraí-los. De modo igual procede a Igreja local. Afirmam seus membros que querem ser nossos irmãos, mas não passa isso de uma estratégia para atrair crentes para as igrejas locais. Assim, com essa farsa, penetram nas igrejas evangélicas para vender sua literatura, de autoria de Witness Lee, seu fundador e líder mundial, afixam, com permissão de pastores desavisados, em murais de templos, propaganda alusiva à Editora Arvore da Vida ou de seu Jornal Árvore da Vida. Percorrem o Brasil inteiro em seus ônibus com bibliotecas ambulantes conhecidos como "Expo livro Árvore da Vida". Se o pastor de uma outra eventual igreja evangélica informar sua igreja dos verdadeiros propósitos dos expositores dos livros da Editora Arvore da Vida ou se ensinar sobre os erros doutrinários proclamados por esse grupo, logo será tido como inimigo, perseguidor, podendo até mesmo ser levado à juízo secular como difamador (1 Coríntios 6,1).

Ataque frontal contra as denominações

Enquanto isso, tiram a máscara de querer congregar-se com os evangélicos e declaram:

‘Visto que a ‘Mãe das Prostituições’ é a Igreja Apóstata, as prostitutas, suas filhas, devem ser todas as diferentes facções e grupos do cristianismo que mantêm até certo ponto o ensina¬mento e as práticas e tradições da Igreja Roma¬na apóstata." (Apocalipse - Versão Restauração, p. 28 1a. edição/agosto de l987). Ora, se a igreja Católica é tida como a "Mãe das Prostituições", as "filhas prostitutas" são as igrejas evangélicas ou denominacionais. Perguntamos: Como manter um clima de cordialidade e respeito mútuo com tal gen¬te? "Andarão dois juntos, se não estiverem ele acordo?" (Amós 3,3 )

Sendo mais incisivos, escrevem:

"O Catolicismo romano e o protestantismo, assim como o judaísmo, estão todos nessa categoria, tornando-se uma organização de Satanás, como seu instrumento para danificar a economia de Deus." (Apocalipse - Versão Restauração, p. 28 1a. edição/agosto de l987).

Heresias de perdição

São as igrejas evangélicas organizações de Satanás? Pedro, na segunda carta cap.2,1 declara:

"E também houve entre o povo falsos profetas, conto entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos, repentina perdição.”

Vejamos algumas das "doutrinas da enganação e de perdição" ensinadas pela Igreja Local:

1)- "Por isso, o homem tem não só a vida e natureza de Satanás, mas também o próprio Satanás como tal espírito maligno operando dentro de si." ( Onde está este ensino na bíblia e na tradição dos apóstolos e da Igreja primitiva ?).

2)- "Agora, todos eles estão em nós. Adão, o ego, está na nossa alma; Satanás, o diabo, está em nosso corpo; e Deus, o Deus Triúno, está em nosso espírito." ( Onde está este ensino na bíblia e na tradição dos apóstolos e da Igreja primitiva ?).

3)- "Quando Deus Se encarnou como homem, o tipo de homem com que Ele Se vestiu era um homem corrompido por Satanás. O homem, na época da Sua encarnação, já não era mais um homem puro, mas um homem arruinado, corrompido por Satanás.

REBATENDO A HERESIA:

Têm os cristãos habitando dentro deles a Satanás? Não diz a Bíblia: ‘ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1 Coríntios 6:19). Se o corpo do cristão é o templo do Espírito Santo, como pode ao mesmo tempo ser habitação de Satanás? Tal ensino portanto é herético, mas, declarar que o próprio Jesus estava na mesma situação que nós quando tomou corpo humano, chega às raias da blasfêmia, isto não é sustentado pelas escrituras que nos revelam claramente:"Quem é esse homem que se encarnou. senão Jesus Cristo?! É o que lemos em João 1,1 -14: "No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, habitou entre nós, e vimos a sua glória como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."Não era Jesus "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores"? (Hebreus 7,26) Assim, este ‘Jesus" pregado pela Igreja Local não é o Jesus que conhecemos na Bíblia, mas "outro Jesus", um Jesus" corrompido. arruinado por Satanás . Não se pode dar outra designação a esse ensino senão: ‘heresia de perdição". Destes, afastem-se !!!

Alertamos todos os Cristãos a que não se deixem enganar pelos membros da Igreja Local. Infelizmente, pelo uso que tal grupo faz do nome de Watchman Nee, muitos pelo prurido de escutar novidades, têem se afastado da verdadeira doutrina da Salvação milenar e apostólica e ingressado no movimento de Witness Lee, acreditando que desta vez encontraram a "verdade"; contudo, tais pessoas, na verdade, buscam no movimento a satisfação de suas necessidades humanas básicas. Falta-lhes, porém, um compromisso serio com o Senhor Jesus; uma entrega total a Ele,testemunhada com palavras e obras que é a Verdade plena. Disse o apóstolo Paulo que a verdade está em Jesus" (Efésios 4,21).

A IGREJA LOCAL ARVORE DA VIDA É UMA SEITA

O escritor J. Cabral aponta em seu livro "Religiões, Seitas e Heresias" que uma das peculiaridades das seitas religiosas é o exclusivismo que caracteriza os grupos. Vêem os adeptos de uma seita na pessoa do seu fundador um tipo de pessoa carismática que recebeu uma revelação especial de Deus e assim tornou-se o porta-voz exclusivo dessa vontade divina para os homens. Nenhuma pessoa, até a chegada desse líder, conseguiu interpretar a Bíblia de modo correto. E uma visão nova desconhecida de todos e recebida diretamente de Deus ("Religiões, Seitas e Heresias". J. Cabral. Universal Produções-Indústrias e Comércio, 3a. Edição, p. 18).Essa é a característica da igreja denominada como Igreja sem nome ou Igreja Local. O fundador Witness Lee não poupa o reconhecimento dessa singularidade religiosa com que só poucos foram agraciados. Witness Lee assim declara:

Essas palavras não são meramente um ensinamento, mas um forte testemunho do que tenho praticado e experienciado por mais de cinqüenta anos. Fui capturado por esta visão... Precisamos ter esta visão, e precisamos estar prontos para pagar o preço, até mesmo o preço de nossa vida, por ela ("A Visão da Igreja". Witness Lee. Editora Árvore da Vida, 1991, p. 12).

Afirma Witness Lee que uma pessoa fora da Igreja Local não pode entender o livro do Apocalipse, pois o livro não foi escrito para indivíduos, mas para a Igreja Local que ele fundou:

Se estivermos fora das igrejas locais, não teremos posição ou condição para recebermos o livro de Apocalipse, pois este não foi escrito para cristãos individuais. Foi escrito para as igrejas locais, apesar do Senhor ter chamado crentes individuais para ouvi-lo. Precisamos estar na igreja local; então estaremos qualificados com a posição e a condição para aceitarmos este livro e ouvirmos o que o Senhor Espírito diz às Suas igrejas ("A Expressão Prática da Igreja." Witness Lee. Editora Arvore da Vida, Ia. Edição - 1989, p. 12).

A Igreja Local adota o mesmo argumento usado pelo fundador do mormonismo. Joseph Smith Jr. alegou que lhe foi revelado pelo Senhor Jesus em 1820, quando estava com a idade de 15 anos, e foi orar na floresta e Jesus lhe apareceu para lhe responder uma pergunta intrigante que ele fazia a si mesmo: Qual a Igreja verdadeira?

Queria ele se filiar a uma, mas não tinha certeza de qual delas era a verdadeira. Numa visão Jesus lhe apareceu proibindo-o de filiar-se a qualquer igreja porque todas estavam erradas: seus credos eram uma abominação e os seus líderes eram corruptos. Justificou assim Joseph Smith a fundação da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em 6 de abril de 1830, nos Estados Unidos. Isso é repetido freqüentemente pelos mórmons que aceitam piamente a visão do seu fundador ("Doutrina e Convênios" -"Escritos de Joseph Smith". Publicado por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pp. 50-60).

A Igreja Local usa do mesmo artifício do mormonismo, a diferença é que enquanto a Igreja Local fala do localismo da igreja, o mormonismo fala da restauração pelo nome da igreja.No entanto, frequentemente os membros da Igreja Local utilizam a palavra restauração para afirmar que com o surgimento da Igreja Local, a igreja foi restaurada na terra:

A restauração de Deus não começou no século vinte. Embora seja difícil fixar uma data exata para o seu início, é conveniente estabelecê-la na época da Reforma. A restauração passou por muitos estágios desde a Reforma, passando por uma restauração parcial da vida da igreja na Boêmia, sob a liderança de Zinzendorf prosseguindo para a revelação de muitas verdades preciosas da Bíblia por intermédio dos Irmãos de Plymouth e depois continuando até a genuína experiência da vida interior. Agora ela atingiu o seu estágio atual com, o estabelecimento das genuínas igrejas locais como a expressão do corpo de Cristo ("O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais", Editora Fonte da Vida, p. 5).

Admitir que as igrejas locais de Watchman Nee sejam as genuínas igrejas de Jesus Cristo implica reconhecer que todas as demais são falsas. É incrível que pessoas que se servem da Bíblia para mostrar que suas doutrinas se baseiam na autoridade da mesma consigam, ao mesmo tempo, negar a continuidade da Igreja fundada por Jesus no dia de Pentecostes (At 2,37-44).

Jesus prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua verdadeira Igreja fundada sobre Pedro e seus legítimos sucessores (Mt 16,18). Será que não lhe foi possível manter a integridade da sua Igreja e que a Igreja por Ele fundada veio a apostatar, precisando ser restaurada por Witness Lee? Não prometeu Jesus estar conosco todos os dias até à consumação dos séculos (Mt 28,20)? Como aceitar essa declaração de Witness Lee em afirmar que com o estabelecimento das genuínas igrejas locais a igreja foi restaurada na terra?

Isso é realmente uma característica do sectarismo - a exclusividade da revelação dada supostamente pelo Senhor Jesus ao líder fundador.

A Igreja Local de Witness Lee estabelece assim a sua própria doutrina:

1) Denominacionalismo é pecado em detrimento do crescimento espiritual. A igreja precisa ser unificada: Na vida da igreja, posicionamo-nos pela unidade única do corpo de Cristo...Cremos que a oração do Senhor em João 17 será respondida na terra e que, quando formos aperfeiçoados em unidade, o mundo crera e saberá que o Pai enviou o Filho ("O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais", Editora Fonte da Vida, p. 12).

2) Só pode existir uma igreja em cada cidade e a Igreja Local é independente de todas as igrejas.

3) Os crentes devem quebrar sua lealdade às suas igrejas e estabelecer uma igreja local.

4)- Não procure reconciliar as denominações com a igreja local. Você nunca conseguirá reconciliá-Ias. ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição - 1989, p. 98).

5)- Hoje em dia há principalmente dois tipos de crentes: uns são as denominações, incluindo a Igreja Católica Romana, e o outro é composto daqueles que estão fora das divisões e sobre a base correta ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Árvore da Vida. Ia' Edição - 1989, p. 128).

6)- O catolicismo romano e o protestantismo, assim como o judaísmo, estão todos nessa categoria, tornando-se uma organização de Satanás, como seu instrumento para danificar a economia de Deus ("Apocalipse - Versão Restauração", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. \. Edição - 1987, p. 28).

7)- Visto que a Mãe das Prostitutas é a igreja apóstata, as prostitutas, suas filhas, devem ser todas as diferentes facções e grupos no cristianismo que mantêm, até certo ponto, o ensinamento, as práticas e as tradições da Igreja Romana apóstata. A pura vida da Igreja não possui nenhum mal transmitido da Igreja apóstata ("Apocalipse - Versão Restauração", Witness Lee. Editora Fonte da Vida, 1a. edição - 1987, p. 107).

A ORIGEM DA SEITA E DE SEU FUNDADOR:

Witness Lee nasceu em 1905 em Chefoo, região da China. Teve influências cristãs e budistas até que fez sua decisão por Cristo em 1925. Como todo movimento protestante sectário e separatista:Em 1927, Witness Lee começou a estudar a revista publicada por Watchman Nee e começou a pregar para esse movimento. Watchman Nee era membro da Igreja dos Irmãos de Plymouth e depois se separou e criou seu próprio grupo denominado o Pequeno Rebanho. Por vários anos, Lee presidiu o Pequeno Rebanho em Chefoo, até que foi convidado a se dirigir para Xangai para ajudar Nee no trabalho e isso durou até 1946. Depois que Nee foi preso, algumas diferenças de doutrinas e práticas entre Lee e outros dirigentes do Pequeno Rebanho contribuíram para a separação do grupo.

Assim, Lee criou o seu próprio grupo em 1950, levando consigo muitos membros do Pequeno Rebanho e foi trabalhar em Taiwan e Filipinas. Em 1962, Lee fundou a primeira igreja em Los Angeles, EUA.

CONCLUSÃO INEGÁVEL:

Embora Witness Lee repudie abertamente as denominações, afirmando que elas são divisões do corpo de Cristo, não pode negar, historicamente, que a Igreja Local é uma divisão de duas outras denominações.Mesmo sem essa ocorrência, ele não pode negar essa condição ao declarar: No que diz respeito às questões financeiras, as igrejas locais estão legalmente registradas com relação ao governo, como entidades religiosas que não visam lucro ("O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais", Editora Fonte da Vida, p. 17).

Essa não é situação legal de todas as denominações de estarem registradas com relação ao governo como entidades religiosas? Isso não faz da Igreja Local uma denominação igual às demais? A Igreja Local é o resultado de uma segunda divisão de uma denominação. Era conhecida originalmente como Irmãos de Plymouth, surgidos na História em 1828.

Ironicamente, Witness Lee escreveu:

Toda denominação foi estabelecida por algum mestre. A história da igreja mostra que sempre que e onde quer que houvesse um grande mestre, lá houve uma divisão ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Árvore da Vida, 1ª edição - 1989, p. 182). É exatamente isso que ele fez.

Localismo da Igreja árvore da vida:

A Igreja Local alega freqüentemente que a sua igreja está alicerçada numa base correta. A expressão base correta da igreja quer dizer que num município só poder haver uma igreja que represente o corpo de Cristo ou a sua igreja. Quando indagados: Qual o nome da sua igreja? Respondem:

As igrejas locais não têm um nome. 0 único nome que ostentamos e honramos éo nome do Senhor Jesus Cristo. Tomar qualquer outro nome é insultá-lo. O termo igreja local não é um nome; é uma descrição da natureza e expressão locais da igreja, isto é, a igreja numa localidade. Imprimir as palavras 'igreja local' com letras maiúsculas é um erro sério, pois isto dá a impressão que o nome é 'igreja local'. ("O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais." Editora Fonte da Vida Ltda., p. 13). A jurisdição de uma Igreja local deve abranger a cidade toda na qual a Igreja está; não deve ser maior nem menor que o limite da cidade. Todos, os crentes dentro daquele limite devem constituir a Igreja Local única naquela cidade ("Apocalipse — Versão Restauração", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. \. edição - 1987, p. 16).Lee quer nos levar a crer que a igreja só é representada em um ajuntamento em qualquer localidade. Em outras palavras, desde que haja uma Igreja Local em qualquer lugar, não pode existir outra igual.

Não Aceitam Críticas ( Gozam de uma falsa infalibilidade não dada ao seu fundador, mas a Pedro):

Apresentar os erros doutrinários ou prevenir as denominações contra a forma de agir da Igreja Local junto às denominações é classificado pela Igreja Local como perseguição religiosa. Quando outras igrejas discordam dos seus ensinos e práticas, seus líderes recorrem aos tribunais seculares. A Igreja Local tem vários processos nos Estados Unidos, China, Alemanha e no Brasil (Instituto Cristão de Pesquisas e ABEC- Associação Brasileira de Editores Cristãos) recorreram aos tribunais reivindicando direitos postergados.

A Igreja Local declara:

Não importa se você é ou não religioso, pois desde que você persiga a igreja, você é parte do dragão ou pelo menos um com ele. Os judeus antigos pensaram que estavam lutando por Deus, mas não perceberam que estavam lutando com o dragão para perseguir o povo de Deus, e para acusar dano e estorvar a economia de Deus ("Estudo - Vida de Apocalipse", Witness Lee. Editora Arvore da Vida. Volume 2, 1988, p. 393).

A exemplo disto - O Jornal Batista, de 16 de setembro de 1990, trouxe uma advertência contra a Igreja Local mostrando sua intromissão entre os evangélicos na venda de sua literatura produzida pela Editora Arvore da Vida. Essa editora é a que edita os livros e outras literaturas produzidas para a Igreja Local. O artigo trazia o título A Seita Que surgiu Para Minar as Denominações. Dizia o artigo:

Esse grupo, denominado por alguns como Igreja Local, penetra em nossas igrejas, pregando diversas distorções teológicas e eclesiásticas como: 'Cristo e o diabo, tornando-se um na cruz, Deus como um ator', a necessidade de destruirmos as denominações e suas estruturas, a não necessidade de líderes (pastores), a não entrega de dízimos, e outras heresias ("O Jornal Batista", Carlos Henrique Soares. 16-09-1990. p. 4). Foi repelido e a Editora Árvore da Vida ameaçou processar o Jornal Batista se não permitisse o direito de resposta no próprio jornal. Na edição de 30 de dezembro de 1990, na página 4, o Jornal Batista se viu obrigado a publicar a defesa deles- A defesa foi redigida nos seguintes termos: A Editora Árvore da Vida e os membros das igrejas que praticam a visão da unanimidade do corpo de Cristo em cada cidade vêm sendo vítimas de uma onda de calúnias e ataques irresponsáveis e mentirosos desde o segundo semestre do ano ("O Jornal Batista." Autor do texto: Editora Árvore da Vida. 30-12-1990, p. 4).

Só porque o pastor batista fez um alerta no seu jornal se viu obrigado a ceder espaço para direito de resposta que apresentava estarem eles sendo: vítimas de calúnias e ataques irresponsáveis e mentirosas.

O Conceito da IGREJA LOCAL Sobre as Denominações

Ensinam que ir a qualquer denominação quando se visita uma cidade é entrar numa divisão porque para encontrar a igreja restaurada deve ir-se à igreja que está nesse município: Se você se mudar de São Paulo para Belo Horizonte, não precisa se preocupar quanto a qual igreja você irá. É tão claro. Você irá à igreja naquela cidade, à igreja local. Não irá a uma igreja chamada pelo nome de alguma rua, mas à igreja local naquela cidade; não à igreja de alguma casa ou de alguma universidade, mas daquela cidade. Se você entrar em qualquer outra coisa afora a igreja local daquela cidade, entrará numa divisão; se entrar na igreja daquela cidade, entrará na unidade ("A Visão da Igreja", Witness Lee, Editora Árvore da Vida Ltda., pp.10-11).

Proselitismo Entre as Denominações

Por um lado, como vimos, há uma exortação para os membros da Igreja Local se manterem separados das demais denominações. Para não se misturarem.

Por outro lado, na tentativa de conquistarem novos membros entre as denominações, infiltram-se entre elas, declarando que somos todos irmãos e que devemos manter essa unidade: Damos boas vindas a todos os verdadeiros crentes e buscamos comunhão com eles como nossos irmãos e irmãs em Cristo ("O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais." Editora Fonte da Vida, p. 1).

"Não ensinam que os membros das Igrejas Locais não devem ser neutros e que a mistura de preto com branco resulta em cinza? Como manter essa pretendida unidade se não for com o intuito de se introduzirem em nossas igrejas denominacionais para aliciarem pessoas?

Ensinos, Doutrinas e Práticas Religiosas

O Uso da Bíblia - Assim Crê a Igreja Local:

Cremos que a Bíblia é a completa revelação divina verbalmente inspirada pelo Espírito Santo ("O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas locais." Editora Fonte da Vida Ltda., p. 3).

Para a Igreja Local é coisa secundária entendermos o que lemos das Escrituras Sagradas. Declara:

“Tudo depende da liberação do espírito ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Árvore da Vida, 1989, p. 146). A LETRA MATA - Todos precisamos liberar o espírito. A letra mata, mas o Espírito dá vida. 'A letra significa doutrinas, formas, estas coisas são letras. Qualquer coisa além do Espírito é um tipo de letra, e essa mata ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee, Árvore da Vida, 1989, p. 145). Esqueça sobre ler, pesquisar, entender e aprender a Palavra... Todavia a idéia que muitos de nós temos a respeito da Bíblia, é que ela é uma espécie de ensino, um livro cheio de doutrinas. Desse modo chegamos à Palavra com a intenção de entendermos e sabermos alguma coisa... Não devemos ir à Bíblia para aprender e entender somente. ("Orar-Lendo a Palavra", Witness Lee. Editora Árvore da Vida Ltda., pp. 5,11-12). Simplesmente pegue a Palavra de Deus e ore lendo alguns versículos de manhã e à noite. Não há necessidade de você exercitar a sua mente para tirar dela algum proveito e não é necessário que reflita sobre o que leu. Por exemplo, ao orar - ler Gálatas 2.19 (leia-se v. 20), apenas olhe para a página impressa que diz: 'Estou crucificado com Cristo'. Então com os olhos na Palavra e orando do fundo de seu interior diga: 'Glória ao Senhor, Eu estou crucificado com Cristo'. Amém! Eu estou, Oh, Senhor! Estou crucificado'. Louvado seja o Senhor! 'Crucificado com Cristo', Amém! Aleluia! 'Estou crucificado com Cristo.' Contudo, Amém! 'Eu vivo', O, Senhor! Eu vivo Aleluia! Aleluia!, 'Não eu, mas Cristo etc. ...Aí talvez, você abra em João 10.10 e leia: 'eu vim para que tenham vida'. Então com os seus olhos ainda na Bíblia você pode orar Eu vim, Amém! Eu vim. Aleluia! Eu vim para que tenham vida'. Louvado seja o Senhor! 'para que tenham vida'. Aleluia! 'Vida Amém! 'Vida 'Ó, Senhor! Vida ("Orar-Lendo a Palavra", Witness Lee. Editora Arvore da Vida, pp.10-12).

REBATENDO AS HERESIAS DO ENSINO DA IGREJA LOCAL:

Sem dúvida que a declaração de fé de crer na Bíblia é aceita por todas as denominações evangélicas. Nenhuma nega o que a Igreja Local afirma sobre a Bíblia. Mas o problema não é esse. O problema é a importância que seus adeptos dão ao entendimento quando se lê ou se estuda a Bíblia.Ora, ter uma Bíblia e recomendar que devemos lê-la sem procurar entender o que lemos é perda de tempo ???O modo correto de lermos a Bíblia é procurarmos entender o que lemos.

Na Parábola do Semeador, Jesus ilustrou a importância de entendermos o que lemos, dizendo: Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta (Mt 13.23). Mas o que ouve a Palavra e não a entende foi comparado à semente que caiu à beira do caminho e que as aves do céu comeram e ficou infrutífera: Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho (Mt 13.19).

Filipe, quando foi enviado a pregar o Evangelho ao eunuco, ouviu que ele lia o livro do profeta Isaías: E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse (At 8,30-31). O eunuco queria ler, mas também queria entender o que estava escrito. E assim deve ser com todos os leitores da Bíblia.Quando oramos também, precisamos ser específicos na nossa oração e não falarmos palavras desconexas, sem sentido. E necessário orarmos com o espírito, mas orarmos também com o entendimento: Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento (1 Cor 14,15).

Esse método da igreja local árvore da vida contribui para que seus ensinos sejam aceitos sem discussão, sem qualquer espírito de crítica, e sejam preferidos a quaisquer outros ensinos, inclusive a Bíblia.

Cântico Mântrico?

Paralelamente a essa prática de orar-lendo a Palavra, existe um tipo de cântico repetitivo à semelhança de um mantra oriental. Palavras-chave devem ser repetidas muitas vezes ao dia para o que Witness Lee declara ser uma liberação do espírito (um tipo de êxtase espiritual) e assim evitar a tentação. Os dizeres das palavras que devem ser repetidos são assim indicados: Ó SENHOR, AMÉM, ALELUIA! Amamos dizer quatro palavras:

'Ó Senhor, Amém, Aleluia! Nos versículos de Apocalipse, vimos Amém' e Aleluia'. Onde então podemos encontrar 'Ó Senhor'? Isso está em Salmos. Em muitas páginas de Salmos é muito fácil achar "Ó Senhor". Portanto, essas quatro palavras não são algo que inventamos, e sim algo que descobrimos na Palavra ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Árvore da Vida. 1\ Edição - 1989, p. 157).

Sabemos que mantra é o uso repetitivo de certas palavras ou frases com entonação característica e que, segundo crêem os supersticiosos que disto se servem, libera determinado poder. A prática do mantra é encontrada freqüentemente entre os budistas e os hindus para entrar em estado de consciência alterada, inclusive para desfrutar um êxtase. Um mantra muito conhecido é usado pelos adeptos do Movimento Hare Krishna.A Igreja Local usa termos como: sinta, teste, toque, beba, coma, libere o espírito etc. para provar o conhecimento de Deus e viver em santidade. E uma teologia conhecida como a Teologia do Emocionalismo, subjetiva (Jr 17.9). É baseada em experiências emotivas.

O misticismo domina toda a sua teologia. Os membros são orientados a não questionar o que lhes é ensinado, desde que assim fazendo estão procedendo como os pagãos. Todos os estudos são exatamente harmonizados como Witness Lee ensina. Lee orienta a fechar a mente quando nos aproximamos da Bíblia. A Bíblia condena essa posição (At 17,11; 2 Tm 2,15; 3,5.15-17).

O Valor das Doutrinas - Assim Crê a Igreja Local:

“Posso dizer uma palavra franca, honesta e amorosa para esses queridos? Esqueçam-se da doutrina e olhem para vocês mesmos! Quem e o que é você"? Pouco importa se a doutrina é correta ou não. O que importa é o que vocês são. Por anos a fio vocês têm se preocupado com a doutrina, mas houve alguma mudança em vocês?... ("Estudo-Vida de Apocalipse." Vol. 2 (mens. 24 a 46). Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1ª Edição -1988,362).Ensinamentos bons, certos, BÍBLICOS e até mesmo ensinamentos espirituais têm sido usados pelo inimigo como um substituto para o próprio Cristo. Muitos grupos de cristãos não se fundamentam em Cristo, mas em seus ensinamentos ("A Estratégia de Satanás Contra a Igreja", Witness Lee. Editora Arvore da Vida Ltda., p. 6) .

Com isso, os membros da Igreja Local devem apenas liberar o espírito e se deixar guiar pelos ensinos do seu líder fundador sem poder discernir se são corretos ou não:

“Estar no espírito não é uma questão de certo ou errado;precisamos aprender a andar no espírito e nos despojarmos de tudo o que somos e temos. Assim, quando formos às reuniões da igreja, devemos ser ousados para funcionar. Não devemos pensar demais, mas simplesmente funcionar liberando o nosso espírito afim de expressarmos o Senhor. Desta maneira, cresceremos em nossa função e seremos mais e mais fortes, mais e mais ricos ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição - 1989, p. 144).

Ora, se somos aconselhados a não usarmos nosso entendimento quando lemos ou ouvimos a Bíblia, não podemos discernir se o que ouvimos e lermos está correto. Por isso, Paulo recomendou muito cuidado com a doutrina de Deus, para não aceitarmos o ensino diabólico ou de homens. Paulo acentua a importância da doutrina de Deus. Disse ele:

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Per severa nestas coisas;porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (1 Tm 4.16). Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, E soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas (1 Tm 6.3-4). Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus (2Tm 1.13).

“Admoestando-nos para o surgimento de falsos mestres para os nossos dias, Paulo adverte: Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas (2 Tm 4.3-4).

A DOUTRINA DO BATISMO REGENERACIONAL NA IGREJA LOCAL:

A doutrina do batismo regeneracional está baseada em:

Jo 3,5: "Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus..."

Tt 3,5: "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo..."

Segundo este ensino da igreja local, o batismo tem o poder de regenerar os que se lhe submetem. Assim crê a Igreja Local:

Tal palavra indica claramente que para ser regenerado e entrar no reino de Deus, é preciso nascer, não só do Espírito, mas também da água. Por isso, o batismo é uma condição para a regeneração e a entrada no reino de Deus ("Lições da Verdade - Nível Um", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição 1987, p. 92).

Assim como a fé é uma condição da salvação, também o batismo. ("Lição da Verdade - Nível Um", Witness Lee. Editora Ponte da Vida- Edição 19B7, p. 93).

A água é não só o símbolo do batismo, mas também o meio da salvação ("Lições da Verdade - Nível Um", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição 1987, p. 86).

Batizar as pessoas é tão importante quanto lhes pregar o evangelho ("Lições da Verdade Nível Um", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição 1987, p. 79).

Tipologia do Bode Emissário - Assim Crê a Igreja Local:

O ensinamento sobre o dia da expiação por Witness Lee diz exatamente o que pregam os adventistas por meio de Ellen Gould White. Interpreta ele que o bode emissário tipifica Satanás sobre quem os pecados dos crentes serão finalmente colocados.

Segundo a doutrina da igreja local é satanás e não Cristo se torna aquele que carrega os pecados dos Cristãos:

“Quando Deus fez com que o Senhor Jesus levasse os nossos pecados na cruz para sofrer o julgamento e a punição de Deus em nosso lugar, Ele também fez com que todos os nossos pecados fossem postos sobre Satanás, afim de que este arcasse com eles para sempre. Isso é revelado em tipologia na expiação registrada em Levítico 16. Quando o sumo sacerdote fazia expiação pelos filhos de Israel, ele tomava dois bodes e os apresentava diante de Deus. Um era para Deus e devia ser morto para fazer expiação pelos filhos de Israel, enquanto que o outro era por Azazel', isto é, para Satanás, para levar os pecados dos filhos de Israel (Lv 16.7-10,15-22 - IBB, Imprensa Bíblica Brasileira) ("Lições da Verdade — Nível Um", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição de 1987, p. 126). Deus pôs todos os nossos pecados sobre o Senhor Jesus afim de que os levasse todos, para sofrer a punição de D eus por nós e cancelasse a acusação contra nós diante Dele. Ele então deu todos os nossos pecados de volta a Satanás afim de que ele mesmo os carregasse. Deus, assim, pode perdoar-nos dos nossos pecados e fazer com que eles nos abandonem ("Lições da Verdade - Nível Um", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição de 1987, p. 127).

Ora os israelitas em seu calendário religioso celebravam sete festas anualmente. A Festa dos Asmos, da Páscoa, de Pentecostes, das Trombetas, da Expiação e dos Tabernáculos (duas festas com o mesmo título). Uma das mais importantes era a Festa da Expiação e que está mencionada em Lv 16,29-34. Nesse dia solene, os pecados dos israelitas eram removidos deles na figura de dois bodes: um o bode expiatório, que era morto e o sangue era aspergido no propiciatório do lugar santo dos santos do tabernáculo e, posteriormente, o sumo sacerdote saía do lugar santíssimo e colocava as mãos sobre a cabeça do bode emissário e confessava os pecados do povo. Posteriormente, o bode emissário era conduzido ao deserto pela mão de um guia e lá deixado. Essa cerimônia do dia da Expiação representava as duas fases da obra vicária de Cristo:

1ª)- A morte de Cristo efetua plena redenção do pecado do povo, nisso representando a obra Salvadora e redentora de Cristo no calvário (Hb 9,11-12.24; 10,10-12).

2ª) - Ora, a segunda fase é da remoção jurídica da maldição devida pelos pecados para nunca mais alcançar de novo aqueles que os cometeram, que também é feita pela mesma obra redentora e sacrifical de Cristo, e não de satanás (Conf. Isaias 53,4-5).

As seguintes razões justificam esta interpretação:

a)-Os dois bodes de Lv 16,5-10 eram apresentados para expiação dos pecados dos israelitas e não só o bode expiatório.

b)-Em Levítico 16,22 se lê: Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode ao deserto.

c)- Essa expressão levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária se refere à obra de Cristo profetizada em Isaías 53,11: Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos,porque as iniqüidades deles levará sobre si.

d)- Sabemos que Jesus é aquele de, quem o profeta falava (Is 53,4-7, conforme interpretação que lemos em At 8,30-35).

E Jesus é o Cordeiro de Deus que leva os pecados do mundo (Jo 1,29).Podemos ver isso também em 1 Pedro 2,24.

A confusa doutrina da Trindade na doutrina da igreja local

Declaram que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos a mesma pessoa, bem como o mesmo Deus e também que cada um deles é um passo ou estágio sucessivo na revelação de Deus aos homens.

Veja a seguir o que eles dizem a este respeito:

Alguns vêem problema na palavra processado' e argumentam que é impossível que Deus seja processado porque Ele é eterno e imutável. Embora Deus seja eterno e imutável, contudo Ele passou por um processo ("Como Receber o Deus Triúno Processado", Witness Lee. Editora Fonte da Vida, p. 7). Assim as três Pessoas da Trindade tornam-Se os três passos sucessivos no processo da economia de Deus. Sem esses três estágios, a essência de Deus nunca poderia ser dispensada para dentro do homem ("A Economia de Deus", Witness Lee. Editora Árvore da vida. 1 . Edição - 1989, pp. 12-13).

Lee declara: João 1.1 nos diz que a Palavra era Deus, e João 1.14 que essa Palavra tornou-Se carne. Deus tornou-se carne, isto é, um homem, e, esse Homem é a corporificação de Deus. Ele ja não é mais misterioso; agora está corporificado porque Se tornou um homem. Temos de perguntar se esse homem-Deus é o Filho ou o Pai. Temos de dizer que Ele é o Filho com o Pai. Deus tornou-Se carne e esse Deus é o Filho com o Pai. Quando Deus Filho tornou-Se carne, Ele tornou-Se carne com Deus Pai. Deus Filho, com Deus Pai, tornaram-se carne. Provavelmente nos disseram no passado que quando o Filho veio nascer como um homem, Ele deixou o Pai no trono no céu, mas a Bíblia nos diz que quando o Filho veio, Ele veio com o Pai ("A Economia Divina",Witness Lee. Editora Fonte da Vida, p. 41).

João 6,46; 7,29 e 16,27 dizem-nos que quando o Filho veio do Pai, Ele veio com o Pai. Quando o Filho veio, não veio sozinho, não deixou o Pai nos céus. No dia em que Jesus estava na casa de Simão, o leproso, e Maria derramou o óleo precioso sobre Ele (Mt 26.6-7), Ele era o Filho com o Pai. Se fosse simplesmente o Filho e tivesse deixado o Pai nos céus quando veio, não seria a corporificação do Pai. Mas o Filho estava lá com o Pai como a corporificação do Pai, como a corporificação de Deus. Ele é o Filho, Ele é o Pai e Ele é Deus ("A Economia Divina", Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição - 1989, p. 41)

Num primeiro momento podemos classificar o ensino da Igreja Local sobre a natureza de Deus de modalístico estatístico:

Lee ensina que o Pai, Filho e o Espírito Santo são simultaneamente um o outro e ao mesmo tempo o Pai é o Filho e o Espírito Santo. Esse ensino também é historicamente conhecido como patripassianismo — O Pai padeceu na cruz como o Filho.

A Bíblia declara o que o Pai disse do Filho: E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo (Lc 3.22). Como fica se o Pai e o Filho são a mesma pessoa? Jesus e o Pai são um só Deus, não uma só pessoa. O Pai não veio com o Filho (Mt 5.16,48; 6.9; 10.32-33). Jesus declara ser uma pessoa distinta do Pai, embora esteja em unidade com Ele: E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou (Jo 8,16-18).

Ilustrando a sua forma de crer na Trindade, assim escreve Witness Lee:

0 Pai está ilustrado pela melancia inteira; o Filho, pelas fatias e, finalmente, o Espírito, pelo suco. Agora você vê este ponto: o Pai não é apenas o Pai, mas é também o Filho. E o Filho não é apenas o Filho, mas é também o Espírito ("A Economia de Deus", Witness Lee. Editora Árvore da Vida. Edição de 1989, p. 53).

Outra ilustração usada pelo mesmo escritor:

Alguns homens são de pouco propósito; por isso, sua aparência é sempre a mesma. Contudo, um homem cheio de propósito terá várias aparências. Se você pudesse visitá-lo em sua casa logo pela manhã, veria que ele é um pai ou um mando. Depois do café da manhã, talvez vá a uma universidade para ser um professor. A tarde, no hospital, é possível que o veja com um uniforme branco de médico. Em casa é um pai, na universidade é um professor, e no hospital é um médico. Por que ele é esses três tipos de pessoas? Porque ele é um homem que tem grandes propósitos. O pai em casa, o professor na universidade e o médico no hospital são três pessoas com um só nome ("A expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Árvore da Vida. l". Edição - 1989, p. 8).

Esse exemplo da Igreja Local é classificado como modalismo. O pai, o professor e o médico não são três pessoas distintas, senão uma só pessoa, com três modos de agir: como pai, como professor e como médico. Uma pessoa exercendo três modos de se revelar, o próprio Witness Lee declara isso: Porque ele é um homem que tem grandes propósitos.

Embora a Igreja Local se esforce em declarar que não é modalista e que crê na doutrina bíblica da Trindade, sua crença não é compatível com a doutrina ortodoxa da Santíssima Trindade.

O Credo Atanasiano aceito por toda Igreja primitiva declara:

E a fé católica [universal] é esta: "que adoremos um Deus em Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância:pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a do Espírito Santo; mas uma só a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a majestade."

Contrariando a doutrina ortodoxa, Witness Lee declara:

Alguns teólogos tradicionais nos dizem que as três pessoas na Trindade divina: o Pai, o Filho e o Espírito, não devem ser confundidas e devem ser mantidas claramente separadas o tempo todo. Mas a Bíblia ensina que Jesus, o Filho de Deus, tornou-se o Espírito ("A Economia Divina", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Edição de 1987, p. 71).

Para justificar sua teoria declara:

0 Credo de Nicéia, que foi formulado em 325 a.D., não é completo porque nada diz acerca dos sete Espíritos. Esse credo fala da deidade do Deus Triúno, a Trindade divina, de uma maneira geral, mas nada aborda de Apocalipse. Quando o Credo de Nicéia foi feito em 325 a.D., ainda havia desacordo sobre Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 João, 3 João, Judas e Apocalipse. Não foi antes de 397 a.D., no concilio que houve em Cartago, no norte da África, que Apocalipse, com os outros seis livros, foi reconhecido como parte do Novo Testamento. O Credo de Nicéia não é completo porque não aborda o livro de Apocalipse, o qual é a consumação final e máxima da revelação divina ("A Economia de Deus", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. f. Edição - 1987, p. 120).

Mostrando que crê diferentemente do que os verdadeiros Cristãos crêem, ainda declara:

Assim, as três Pessoas da Trindade tornam-Se os três passos sucessivos no processo da economia de Deus. Sem esses três estágios, a essência de Deus nunca poderia ser dispensada para dentro do homem ("A Economia de Deus", Witness Lee. Editora Árvore da Vida. l\ Edição -1989, pp. 12-13).

Essa definição de Witness Lee acerca de Deus é a chamada teoria do Deus Processado, e nunca o Deus Trino, conforme revelam as Sagradas Escrituras:

Na natureza do único e, eterno Deus, há três pessoas eternamente distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todas as três pessoas são o mesmo Deus, embora o Pai não seja nem o Filho nem o Espírito; o Filho não seja nem o Pai nem o Espírito; e o Espírito não seja o Pai nem o Filho. A distinção entre as três Pessoas da Trindade é observada na Bíblia, como passamos a expor:

Pai e Filho São Duas Pessoas Distintas:

a)- Como Duas Testemunhas:

Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Há outro que testifica de mim, e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro (Jo 5,31-32). E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou (Jo 8,16-18).

b)- O Que Envia e o Enviado:

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (Jo 3,17);Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei (Gl 4.4).

c)- Nas Saudações:

Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (1 Co 1.3);Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo epor Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos) (Gl 1.1);Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, sejam convosco na verdade e amor (2 Jo 3).

d) Outras Provas Bíblicas de Que Jesus Não É o Pai:

Em todo o tempo em que Jesus esteve na terra, o Pai esteve no céu: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16). Sede vós, pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus (Mt 5.48);Jesus disse que confessaria os homens que O confessassem diante do Pai: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus (Mt 10.32-33).

O Senhor Jesus Cristo está hoje à destra do Pai: E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo,fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus (At 7.54-56);Deus Pai é Pai de Jesus e não Jesus é Pai de si mesmo: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1.3). Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, sejam convosco na verdade e amor (2 Jo 3);Jesus entregou o seu espírito a seu Pai e não a si próprio: E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou (Lc 23.46);

Jesus conhecia o Pai, mas não era o Pai: Assim como o Pai conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas (Jo 10.15);Jesus cita a lei sobre o testemunho de dois homens e faz analogia entre Ele e o Pai, como duas testemunhas: E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou (Jo 8.17-18) etc.

O Pai Não É o Espírito Santo

a) O Pai Envia o Espírito Santo

Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16);Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de Verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26).

b) O Espírito Santo Intercede Junto ao Pai

E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos (Rm 8.26-27).

Jesus Não É o Espírito Santo

a)- O Espírito Santo É Outro Consolador

Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16);Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo (1 Jo 2.1).

b)- O Espírito Santo Glorifica a Jesus

Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar ( Jo 16.14).

c)- O Espírito Santo Desceu Sobre Jesus no Momento do Batismo

E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele (Mt 3.16).

d)- Outras Provas Bíblicas de Que o Espírito Santo Não É Jesus.O Espírito Santo é um outro Consolador, procedente doPai e do Filho:

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre (Jo 14.16). Mas quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim (Jo 15.26);O Filho pode ser blasfemado e o pecador culpado disso encontra perdão. Mas, se o Espírito Santo for blasfemado, essa pessoa não encontra perdão. Isto prova haver duas Pessoas: Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro (Mt 12.31-32);

O Espírito Santo não veio falar de si mesmo ou glorificar a si mesmo, mas sim para glorificar a Jesus: Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (Jo 16.13-14);A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes foi a prova de que Jesus havia chegado ao céu, onde assentou-se à destra de Deus Pai: E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado (Jo 7.39). De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis (At 2.33);Jesus afirmou, mesmo depois da ressurreição, que Ele não era espírito. Portanto, Ele não podia ser nem o Pai (Jo 4.24) nem o Espírito Santo (Jo 14.16-17,26; 15.26; 16.7,15), pois esses são seres espirituais: Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho (Lc 24.39).

Alguns Versículos Utilizados para Justificar a doutrina da igreja local:

Eu e o Pai somos um (Jo 10,30). Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe"? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9). E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20.22). Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).

Analisando os Versículos Citados:

Eu e o Pai somos um (Jo 10,30). Nesse versículo, vemos a pluralidade na unidade, basta observar a expressão somos -pluralidade, um - unidade. Jesus não está dizendo que é a mesma pessoa do Pai, mas que Ele e o Pai são duas pessoas distintas, em unidade divina. Portanto João 10.30 deve ser entendido como uma declaração de Jesus da sua unicidade de natureza essencial com Deus, isto é, que Ele é essencialmente igual a Deus.

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9). Encontramos aqui uma reiteração da mesma substância da declaração do versículo 7 deste capítulo: Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; ejá desde agora o conheceis, e o tendes visto. Ver o Pai não consiste em meramente contemplar a sua presença corporal, mas em conhecê-lo. Fica subentendido que não ver o Pai, na pessoa de Jesus, é o mesmo que não conhecê-lo. O Filho é o único expositor do Pai aos homens (Mt 11.27; Jo 12.44-45; Cl 1.15; Hb 1.3; 1Tm 6.16).

E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (Jo 20,22).

O Senhor Jesus faz aqui uma doação preliminar do Espírito Santo, que era o símbolo da promessa e a garantia de que seria concretizada a vinda do Espírito Santo, quando o Senhor Jesus fosse glorificado (Jo 7.39). Essa vinda em seu total poder não poderia anteceder de forma alguma a ascensão de Jesus e a sua glorificação (Jo 16.7). Porém, o Senhor Jesus quis mostrar que essa pessoa divina viria (Jo 14.16-26), por isso concedeu aos seus discípulos algo simbólico do poder que haveriam de receber mais tarde em plena medida (Atos 2).

Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co 3.17).

Neste versículo, a expressão Senhor se refere a Cristo, identificando o Espírito Santo com a mesma natureza e divindade de Jesus, e não que Ele seja a mesma pessoa. Basta observar que no versículo seguinte, o apóstolo separa as pessoas: Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2 Co 3.18).

Devido a sua peculiar teoria a respeito da Trindade, a Igreja Local foi classificada num primeiro momento de grupo modalista.

O livrete "O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais", página 15, pergunta número 8, diz: Vocês têm uma visão " modalista" da Trindade? E a Igreja Local responde: Certamente que não! O modalismo é herético. Ao invés de ensinar que os Três da Deidade: o Pai, o Filho, e o Espírito, coexistem eternamente, o modalismo afirma que Eles são mera manifestação temporária da essência divina. Cremos, de acordo com a Bíblia, que Deus é essencialmente três em um e um em três. Certamente reconhecemos distinções eternas dentro da Deidade. Entretanto, a nossa ênfase com respeito à Trindade não está baseada na análise doutrinária da natureza de Deus, mas no dispensar do Deus Triúno para dentro de nós como nossa vida e nosso tudo. A nossa ortodoxia com respeito à Doutrina de Deus deve ser estabelecida em se o nosso ensinamento está ou não de acordo com apura Palavra de Deus. Quando a nossa crença acerca do Deus Triúno é fielmente considerada à luz da Escritura, ver-se-á que não cremos no modalismo, nem no triteísmo, mas na revelação do Deus Triúno segundo apura Palavra de Deus.

De acordo com essa declaração da Igreja Local, podemos considerar que a Igreja Local:

1) Não crê na doutrina bíblica e ortodoxa da Trindade, conforme as igrejas cristãs;

2) Utiliza o termo Trindade e Triúno com definição e significado diferente da ortodoxia cristã;

3) Sua definição da unidade divina é: ...o Pai é o Espírito, o Filho também é o Espírito, e o Espírito, é claro, é o Espírito. O Pai está no Filho, o Filho está no Espírito e o Espírito está em nós como apropria transmissão de Deus... ("A Economia de Deus", Witness Lee.a Editora Arvore da Vida. 1 . Edição - 1989, p. 19). Com essa declaração, fica claro que a Igreja Local confunde as pessoas na unidade divina, revelando sua crença modalista, embora negue. Basta analisar o exemplo da melancia dado por Witness Lee: O Pai está ilustrado pela melancia inteira; o Filho, pelas fatias e, finalmente, o Espírito, pelo suco. Agora você vê este ponto: o Pai não é apenas o Pai, mas é também o Filho. E o Filho não é apenas o Filho, mas é também o Espírito.

4) Por outro lado, declara crer nas três pessoas distintas da Trindade: Cremos, de acordo com a Bíblia, que Deus é essencialmente três em um e um em três. Certamente reconhecemos distinções eternas dentro da deidade;

Se de um lado ela declara crer nas três pessoas distintas, de outro nega as três pessoas. Esse entendimento contraditório inevitavelmente leva à teoria do Deus Processado: Assim, as três Pessoas da Trindade tornam-Se os três passos sucessivos no processo da economia de Deus. Sem esses três estágios, a essência de Deus nunca poderia ser dispensada para dentro do homem ("A Economia de Deus", Witness Lee. Editora Árvore da Vida. Edição-1989, pp. 12-13).

A teoria do Deus Processado ou Deus Triúno que tenta harmonizar o modalismo com o trinitarismo pode ser notada na declaração de Witness Lee:

Os três são distintos, mas não separados. Quando o Filho veio, o Pai veio com Ele. Quando o Espírito veio, o Filho e o Pai vieram (Jo 14.17-23). Não cremos no modalismo, uma heresia que diz que quando o Filho veio, o Pai deixou de existir, e então quando o Espírito veio, o Filho deixou de existir. Cremos que Deus é três-um, o Pai, o Filho e o Espírito como um Deus coexistindo e coinerindo de eternidade a eternidade ("A Revelação Básica nas Escrituras Sagradas", Witness Lee. 1 . Edição -1991. Editora Árvore da Vida, p. 24);

5) Essa teoria do Deus Processado não é a definição da doutrina da Trindade nem está de acordo com a pureza das Sagradas Escrituras.Distinção muito clara é feita entre as três Pessoas da Trindade: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém (2 Co 13.14). E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em que me comprazo (Mt 3.16-17). Assim: adoremos um Deus em Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a do Espírito Santo; mas uma só a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna à majestade.

Jesus e suas Naturezas Amalgamadas - Assim Crê e professa a doutrina da Igreja Local:

A Igreja Local ensina o amálgama da sua natureza divina com a natureza humana. Seria como se disséssemos que Jesus é 50% Deus e 50% homem, formando nova natureza misturada:

O princípio da encarnação é que em tudo Deus está amalgamado com o homem, e o homem está amalgamado com Deus ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição -1989, p. 147).

Podemos demonstrar esta relação mergulhando um lenço branco em tinta azul. A divindade do Pai podia ser originalmente comparada ao lenço branco. Este lenço, imerso em tinta azul, representa o Pai no Filho encarnando-Se na humanidade. A peça branca agora se tornou azul. Assim como o azul foi adicionado ao lenço, assim também a natureza humana foi adicionada à divina, e as naturezas antes eram separadas, agora se tornaram uma ("A Economia de Deus", Wit¬ness Lee. Editora Árvore da Vida. 1 . Edição -1989, pp. 13-14).

Através da Sua encarnação, Ele trouxe Dem para dentro do homem e amalgamou a essência divina de Deus com a humanidade. Em Cristo não há somente Deus, mas também o homem ("A Economia de Deus", a Witness Lee. Editora Arvore da Vida. 1 . Edição - 1989, p. 14).

Ora o tema cristologia no meio protestante tem sido motivo de muitas controvérsias

Algumas seitas negam a humanidade de Jesus afirmando que Ele tinha um corpo fluídico, aparente; outros negam sua divindade, alegando sei- Ele o arcanjo Miguel, antes de tomar a forma humana.

Se o ensino de Witness Lee fosse correto, teríamos de concluir que a natureza divina amalgamada à natureza humana faria com que essa nova natureza deixasse de ser inteiramente divina e sua natureza humana deixasse de ser inteiramente humana. Então Jesus não seria absolutamente Deus nem absolutamente homem, mas metade de cada um deles.

Jesus, antes de tomar a forma humana, era absolutamente Deus como lemos em João 1.1: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Vivia na condição de Deus: Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus (Fp 2.6). Na sua encarnação foi-lhe preparado um corpo humano: Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste (Hb 10.5). Paulo define a natureza divino-humana de Jesus, afirmando: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Ainda em Romanos 9.5 Paulo se refere a Jesus dizendo: Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém. É assim uma personalidade theantrópica (théos: Deus; ântropos: homem) como lemos em Is 7.14, comparado com Mt 1.23: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. Afirmamos, pois, que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem e uma só pessoa (1 Tm 2.5), não com naturezas amalgamadas ou misturadas.

A Deificação do Homem - Assim Crê a Igreja Local:

A Igreja Local reage quando é acusada de pregar a divindade do homem:

Vocês ensinam que o homem está evoluindo para Deus? Tal acusação, que tem sido feita contra nós, é totalmente falsa e sem fundamento. De acordo com a Bíblia, ensinamos que Deus está dispensando a Si mesmo para dentro do homem e que o crente está sendo transformado por e permeado com o elemento de Deus. O fato é que, como filhos de Deus, participamos da vida e natureza de Deus. Sim, o Deus Triúno está sendo trabalhado dentro de nós e nós estamos participando da Sua própria natureza, mas, definitivamente, não estamos evoluindo para a Deidade ("O Que Cremos e Praticamos nas Igrejas Locais." Editora Fonte da Vida Ltda., p. 16).

No entanto, não é isso que encontramos em suas declarações:

Ele não quer que você seja um homem bom, mas quer que você seja um homem-Deus. Você pode ser um 'homem bom, mas jamais poderá ser uma expressão de Deus se for meramente isso. Deus fez o homem à Sua própria imagem com o objetivo de que este 0 expresse. Ao nos tornarmos um homem-Deus, que é cheio Dele, nós 0 expressamos. Um homem-Deus é uma expressão de Deus ("A Economia Divina", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. 1 . Edição —1987, p. 17). Um cristão não é meramente um homem bom, mas um homem-Deus ("A Economia Divina", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. 1 . Edição - 1987, p. 19).

Explicando o que significa a expressão homem-Deus com relação a Jesus, assim definem: Ele (Jesus)possuía duas naturezas: a divina e a humana. Ele era o Deus completo e o homem perfeito, um homem-Deus ("A Economia Divina", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Ia. edição — 1987, p. 45). Jesus era um homem-Deus e nós devemos tornar-nos um homem-Deus. Sendo assim, temos a mesma natureza de Jesus e se Jesus era "Deus completo" nós igualmente nos tornamos um Deus completo.Isso se torna bem claro na seguinte declaração, quando somos o corpo vivo de Cristo em certo lugar realmente somos a casa de Deus e a coluna e base da verdade. Somos, então, o aumento, a expansão, da manifestação de Deus na carne. E novamente Deus Se manifestando na carne, mas de uma maneira mais ampla ("A Economia Divina", Witness Lee. Editora Fonte da Vida. Ia. Edição - 1987, p. 223)

Ora Witness Lee deixa claramente implícito que pensa que Deus vai aumentando. Esse ensino é impossível à luz de Malaquias 3.6 onde Deus declara: Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Paulo falou a certos mestres que confundem Deus como a sua criação em Romanos 1.20-23.Como vemos, a Igreja Local ensina, inequivocamente que a Igreja (o Corpo de Cristo) torna-se Deus e que Deus torna-se a Igreja. Cada vez que alguém é adicionado à Igreja, Deus tem de expandir-se. Para que não pai-1: dúvida sobre esse ensino deificador do homem, a Igreja Local torna claro que sua teoria do Deus Processado na verdade constitui uma quaternidade: O Pai está no Filho, o Filho está no Espírito, e o Espírito agora está no Corpo. Eles agora são quatro em um: o Pai, o Filho, o Espírito e o Corpo ("A Expressão Prática da Igreja", Witness Lee. Editora Árvore da Vida, \\ edição - 1989, p. 46).

Os mórmons tencionam se tornar deuses. É o ensino da exaltação do homem: o grande propósito dos mórmons. Esperam com a exaltação ganhar um planeta e se tornarem deuses. A Igreja Local, por sua vez não quer esperar para o futuro essa nova condição, mas proclama que já podemos ser homens-Deus.

A Bíblia nega essa condição de homem-Deus para o cristão e ensina mais que a pretensão de o homem se tornar igual a Deus partiu primeiro de Lúcifer que queria ser igual a Deus (Is 14.12-14; Ez 28.14-16). Insinuou ao homem no Éden essa mesma possibilidade (Gn 3.5) e levou nossos pais à queda (Rm 5.12).Somos filhos de Deus por adoção (Gl 4.4-6), diferentemente de Jesus que é Filho unigênito, isto é, da mesma natureza (espécie do Pai) do grego monógenes. O homem regenerado é chamado nova criatura (2 Co 5.17). Repetindo: éramos criaturas de Deus (Gn 1.27) e nos tornamos filhos de Deus por adoção quando recebemos a Jesus como Salvador e Senhor (Jo.1.12; 1 Jo 3.1-2).Não é isso o que ensina a Igreja Local.

RECAPITULANDO E RESUMINDO A DOUTRINA DA IGREJA LOCAL

Quanto à Igreja Local de Witness Lee (não gostam de ser chamados de Igreja Local e sim de "A Igreja dos Irmãos", a "Igreja que está em São Paulo", "A Igreja que está no Rio de Janeiro" etc.), não a recomendamos nem a endossamos devido aos seus desvios doutrinários do cristianismo ortodoxo histórico.

Eis algumas das razões:

1)- Um dos primeiros problemas se relaciona com a doutrina da Trindade. A Igreja Local ensina que "o Pai, o Filho e o Espírito Santo são a mesma pessoa e que cada um deles é um passo ou um estágio sucessivo da revelação de Deus aos homens", com está e um dos seus livros, A Economia de Deus pp. 12, 13, 1a. edição em português, setembro/89. Neste mesmo livro, p. 71, dizem que "Jesus o Filho de Deus se tornou o Espírito". Afirmam, ainda, que "o Filho é o Pai" (p.52). Num livreto de Witness Lee intitulado Como Receber o Deus Trino Processado, declara que "o Espírito que estamos recebendo é o Deus trino Processado", p.7. De acordo com o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, a palavra processo significa uma sucessão de estados e mudanças. Um Deus processado seria, então, um Deus que passa por alterações ou mudanças. Isso contraria Malaquias 3.6, onde está escrito: "Eu sou o Senhor e não mudo" e Tiago 1.17: "Nele não há mudança e nem sombra de variação". A posição da Igreja Local sobre a Trindade não está de acordo com a Bíblia e já foi condenada na igreja primitiva, recebendo vários nomes, como sabelianismo modal (as três pessoas da Trindade são diferentes manifestações de Deus e não de três pessoas distintas que são ao mesmo tempo uma em substância) e patripassionismo (doutrina segunda a qual foi o Pai quem se encarnou e morreu na cruz), um outro nome para o modalismo.

2)- Quanto à Bíblia Sagrada, a Igreja Local afirma que não é necessário pesquisar, entender ou aprender as Escrituras Sagradas. Usam uma prática chamada ‘Orar-Ler’ a Palavra. Orar-ler é tomar um texto da Bíblia, repetindo várias vezes suas palavras sem procurar entendê-lo, como está escrito no livreto Orar-Lendo a Palavra, de Witness Lee, p. 7). Tentam defender esta prática citando 2a.Coríntios 3.6, que diz: "A letra mata". Ora, a letra que mata, a qual se refere o apóstolo Paulo é a lei de Moisés. Isto é claramente visto no versículo 7 do mesmo capítulo, pois foi gravada com letras em pedras (veja Deuteronômio 4.13). O próprio Jesus condenou o uso de repetições nas orações como está em Mateus 6.7. Um outro exemplo do valor do exame da Palavra de Deus pode ser observado em Atos 17.11, quando Paulo chegou a Beréia. Diz o texto que "estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas escrituras se estas eram assim". Em Neemias 8.8, vemos novamente a importância de se ler e entender o texto bíblico: "E leram no livro, na Lei de Deus: e declarando, e explicando o sentido, faziam que lendo, se entendesse". Observe que o Senhor Jesus, depois da ressurreição, abriu o entendimento dos discípulos para entenderem as Escrituras (Lucas 24.45). Há muitas outras passagens que poderiam demonstrar o valor de se estudar a Palavra de Deus. Desta forma, a prática ensinada pela Igreja Local de orar-ler sem a necessidade de se entender o texto lido não encontra apoio nas Escrituras.

3)- No livro Lições da Verdade - Nível Um, de Witness Lee, p.126, está escrito: "Quando Deus nos perdoa dos nossos pecados, Ele não só cancela as acusações de pecado contra nós diante Dele e nos livra da penalidade da Sua justiça, mas também faz com que os pecados que cometemos se afastem de nós. Isso é porque quando Ele fez do Senhor Jesus uma oferta pelo pecado na cruz, ele pôs todos os nossos pecados sobre Ele a fim de que Ele os carregasse em Seu corpo por nós. (João 1.29, Isaías 63.6; 1a. Pedro 2.24). Além disso quando Deus fez com que o Senhor Jesus levasse os nossos pecados na cruz para sofrer o julgamento e a punição de Deus em nosso lugar, Ele também fez com que todos os nossos pecados fossem postos sobre Satanás, a fim de que este arcasse com eles para sempre. Isso é revelado em tipologia na expiação registrada em Levítico. 16. Quando o sumo sacerdote fazia expiação pelos filhos de Israel, ele tomava dois bodes e os apresentava diante de Deus. Um era para Deus e devia ser morto para fazer expiação pelos filhos de Israel, enquanto que o outro era ‘por Azazel", isto é para Satanás, para levar os pecados dos filhos de Israel" (Levítico 16. 7-10; 15.22 - IBB). A posição da Igreja Local (também defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia), em relação ao assunto acima não pode ser aceito à luz da Bíblia. Quando examinamos Levítico 15. 5 e 10, verificamos que o bode emissário também era apresentado para se fazer expiação com ele. Aqui cabe a pergunta: Satanás pode expiar pecados? A resposta à luz da Bíblia é Não! A Palavra de Deus é clara em afirmar que os nossos pecados foram colocados sobre Jesus e não sobre Satanás, como afirma a Bíblia em Isaías 53. 4, 5 e 1a. Pedro 2.24. O primeiro bode, chamado bode expiatório, era para a expiação de pecado, enquanto o segundo, chamado bode emissário, era para a remoção do pecado. Nota-se, então, que os dois bodes representavam os dois aspectos de uma única expiação de Cristo. Desta forma, os dois são símbolos de Cristo, nada tendo a ver com Satanás.

4)- No livro A Economia de Deus, Witness Lee declara nas páginas 189-191: "O próprio Satanás, como a natureza maligna e como a lei do pecado, habita em nós para corromper o nosso corpo". "Será que fomos impressionados com o fato de que todos os três seres: Adão, Satanás e Deus – estão em nós hoje? Somos bastante complicados. O homem Adão, está em nós; o diabo, Satanás, está em nós; e o Senhor da vida, o próprio Deus, está em nós. Portanto, nós nos tornamos um pequeno Jardim do Éden" "Adão, o ego, está na nossa alma: Satanás, o diabo, está em nosso corpo; e Deus, o Deus Trino, está em nosso espírito". Estas declarações não possuem base bíblicas que as sustente. Deve ser veementemente repelidas a idéia de que Satanás habita no corpo do Cristão. A Palavra de Deus é clara em afirmar que o nosso corpo é o templo do Espírito de Deus e que o Espírito Santo habita em nós. (1a. Coríntios 3.15; 2a. Coríntios 6.16). Veja ainda 1a. João 5.18: "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo puro e o maligno não lhe toca!" Há outras passagens bíblicas que poderiam ser citadas, indicando assim, mais um erro doutrinário da Igreja Local ao afirmar que Satanás pode habitar no corpo do cristão. Não existe também base bíblica para se afirmar que Adão habita em nossa alma. Toda essa confusão doutrinária deve ser rejeitada à luz da Bíblia (1a. Coríntios 14.33).

5)- São repugnantes as declarações da Igreja Local sobre a pessoa de João Batista, publicadas no jornal Árvore da Vida (órgão de divulgação do grupo), Ano 3 - Número 25, p. 6. Veja algumas, por favor: ‘João Batista é um exemplo de alguém que começou na linha da vida, na incumbência de Deus, mas que no fim se desviou.’ ‘Ele mesmo disse: "Convém que Ele (Jesus) cresça e que eu diminua.’ (João 3.30). Entretanto, em vez de diminuir, João cresceu. Ele gerou um discipulado. Certa vez, quando João encontrou Jesus, dois de seus discípulos seguiram-no, mas ele mesmo não foi.’. ‘No início ele foi totalmente contra os fariseus, chamando-os de raça de víboras, mas depois igualou-se a eles.’ ( Mat. 9.14). "João começou a perder totalmente a direção de Deus.". ‘Ele se orgulhou, até mesmo chegou a competir com Cristo; tinha seus próprios discípulos e andava no seu próprio caminho. Por isso o Senhor permitiu que sua cabeça fosse cortada.". A Igreja Local não está só na sua interpretação quanto a João Batista. A Igreja Unificada do Rev. Moon (conhecida como Seita Moon) também defende posições semelhantes no livro Princípio Divino que é o livro base da seita. Observe alguns exemplos: ‘Contudo, João não somente negou o testemunho de Jesus (João 1.21) por causa de sua ignorância da Vontade de Deus (Mateus, 11.19), mas também se desviou da direção da providência mesmo depois daquilo.’. (pag.121). ‘O povo escolhido de Israel e de modo especial João Batista, tinham sido ricamente abençoados com amor e ternura divina. Apesar disto, eles traíram Jesus...’ (p.. 122). ‘De fato, os evangelhos de Jesus deviam ter sido pregados pelo próprio João Batista. No entanto, por causa da ignorância, ele não pôde cumprir sua missão, e finalmente degradou sua vida, que devia ter sido devotada a Jesus..." (p.. 121). "Se João tivesse agido sabiamente , ele não teria se afastado de Jesus... mas infelizmente ele bloqueou o caminho para o povo judeu chegar a Jesus, como também o seu próprio caminho.’ (pag.123). "Aqui chegamos a compreender que o maior fator que conduziu à crucificação de Jesus foi a falha de João Batista.’ ( p.. 123). As afirmações da igreja Local e da Seita Moon sobre João Batista são absurdas e antibíblicas. A Bíblia afirma que João foi cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe (Lucas. 1.15), o que indica um processo contínuo através de toda a sua vida. Não se pode encontrar na narrativa bíblica um momento que indique que João Batista deixou de ser cheio do Espírito Santo. Em Mateus 11.2,3, João envia seus discípulos a Jesus para lhe perguntar: "- És tu aquele havia de vir ou esperamos outro?’. Alguns usam esta pergunta de João para fazer acusações contra ele, como as citadas acima. Ainda que houvesse alguma hesitação por parte do Batista, isto seria perfeitamente natural. Não era ele humano? Por acaso outros grandes homens na Bíblia não teriam também seus momentos de fraqueza? Veja o caso de Abraão, que mentiu (Gen.12.10-20); Moisés, que cometeu um assassinato (Atos 7.24); Davi, que adulterou e planejou o assassinato de Bete-Seba (II Samuel 11); e o profeta Elias, que depois de uma fantástica vitória no monte Carmelo contra os sacerdotes de Baal, quando Deus respondeu com fogo a sua oração, foi se refugiar numa caverna, amedrontado e desanimado (I Reis 18,19). Nem por isso, a maioria desses homens deixou de figurar na galeria dos heróis da fé em Hebreus 11! No Novo Testamento, temos o exemplo de Pedro, que conviveu com Jesus, expulsou demônios em Seu nome, viu muitos de seus milagres e, apesar de tudo isso, negou o Senhor (Mateus 26.70). Certamente João Batista estava passando por um teste de fé quando enviou seus discípulos a Jesus. Certamente, João Batista estava passando por um teste de fé quando enviou seus discípulos a Jesus. João foi executado não como um castigo de Deus, mas porque se coadunou com o pecado de Herodes. Teria sido muito mais cômodo para João ter-se calado e continuado a viver, do que pagar um preço alto pela sua chamada como um verdadeiro profeta de Deus. Ele não foi o único a morrer por suas convicções espirituais. A Bíblia relata em Hebreus 11 35,37, o sofrimento de homens e mulheres que pela fé foram torturados, passaram por escárnios, açoites e prisões... foram apedrejados, serrados, mortos ao fio da espada (uma possível referência a João Batista), andaram desamparados, aflitos, e maltratados, não porque haviam se desviados da fé, mas pelo contrário, porque amavam ao Senhor ao ponto de morrer por Ele (João 15.13). Veja ainda o caso de Estevão, (Atos 7.59), e Tiago (Atos12.2). Será que eles também tinham se desviado da fé e por isso Deus permitiu que fossem executados como afirma a Igreja Local a respeito de João Batista? Absolutamente NÃO!!! O próprio Jesus deu testemunho de João Batista ao afirmar em Mateus 11.11: "Entre os nascidos de mulher não apareceu alguém maior do que João Batista ; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.’ Jesus colocou João acima de Abraão, Moisés, Davi, Salomão, Elias ou qualquer outra personalidade do Antigo Testamento. Sobre a segunda parte do versículo, A Bíblia Anotada de Ryrie (Ed. Mundo Cristão ) esclarece: " - A grandeza de João Batista, na velha dispensação anterior à cruz, se desvanece em comparação com a elevada posição de que desfruta cada crente desde a crucificação de Jesus e a subsequente descida do Espírito."(pag.1199). A posição mais aceita à luz da Bíblia é que João enviou discípulos a Jesus para que eles mesmos tivessem certeza de quem era Jesus. Certamente João pressentindo sua morte, encaminharia agora os seus seguidores a Jesus. Ao responder ao João Batista, Jesus faz uma revisão de seu ministério, mostrando uma série de feitos notáveis como a ressurreição de mortos e a pregação do evangelho aos pobres. Desta forma, Jesus estava recordando-lhes que estas coisas tinham sido anunciadas nas Escrituras sobre o Messias (Isaías 35, 5,6; 61.1; Lucas 4..18,19. Portanto as acusações da Igreja Local e da seita Moon sobre João Batista são ridículas e absurdas.

6)- A Igreja Local não hesita em atacar as outras religiões (catolicismo romano, judaísmo e protestantismo), assumindo uma atitude exclusivista, algo que a maioria das seitas também faz. Chegam a dizer que o catolicismo romano, o protestantismo e o judaísmo formam uma organização de Satanás (Apocalipse - Versão Restauração, p. 28 1a. edição/agosto de l987). Além disso ser uma mentira, não deixa de ser ao mesmo tempo uma ofensa.

7)- Contrariando o ensinamento do apóstolo Paulo em I Cor. 6.19, a Igreja Local já levou vários irmãos em Cristo e organizações cristãs aos tribunais porque se opuseram aos seus ensinos. Isto não é de forma alguma uma atitude cristã. Apesar de tudo isso, ainda querem se misturar entre os evangélicos, como aconteceu no congresso de jovens Geração 90, em Brasília (janeiro/1990), quando montaram um stand para distribuir suas literaturas e o jornal Árvore da Vida. Como podem tentar misturar-se com aqueles que são classificados por eles como instrumentos de Satanás?

Fonte: Blog Beraká

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