Feliz Ano Novo de Crise?

Ao sentar-me para escrever a última mensagem pastoral de 2010, fiquei meditando no texto de II Reis 4.1-7 que comenta sobre aquela viúva que chega diante do profeta Eliseu com uma necessidade urgente: "Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. Agora acaba de chegar o credor para levar-me os meus dois filhos para serem escravos".
                Que situação! Olha, para uma mãe, ver a possibilidade de perder seus filhos como pagamento de dividas, era de todas as realidades, sem dúvida a mais cruel. Mas é, sobretudo em contextos de negritude que o avivamento do Senhor visita aqueles que são seus, isso é comprovado em toda a história.
                Como é de se esperar, Satanás trabalha melhor encoberto pela escuridão (Efésios 6.10), entretanto a dor é o espaço vivencial para o surgimento de uma fé capaz de romper com o comodismo e o marasmo de uma vida espiritual apagada e raquítica.
                Pode soar estranho, mas eu desejo para você em 2011 um ano de crises fenomenais! Um ano de vasilhas vazias para que o azeite do Senhor venha a ser derramado em provisão sobre a sua vida e de sua família! Só na vida sobrenatural do cristão é que se pode ver tão admirável fenômeno, a felicidade vir por intermédio da crise, sem vasilhas vazias não veremos o milagre do azeite. Interessante foi à pergunta que Eliseu fez à mulher: "Dize-me o que tens em tua casa.”
                Aproveito esse tempo para lhe fazer a mesma pergunta: o que você tem em sua casa? quais são os valores já revistos em 2010 que serão solidificados em 2011? Qual será a sua área de influência em 2011? Deus está chamando para si neste tempo um número interessante de pessoas famintas dele que estarão abalando as estruturas do inferno com um testemunho impactante. Eu creio que nossas igrejas viveram em 2010 um ano de estruturas arrebentadas, porém com o propósito de vivenciarem um tempo de reconstrução nunca antes imaginado!
                A ordem do profeta persiste: "vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas". A ordem é encher-se de Deus! O que tem impedido você meu querido, minha querida de encher-se de Deus? Talvez seja o fato de que no fundo, você admite que tem sonhado pouco, ansiado pouco, desejado pouco um derramar que de fato, mexa com as suas estruturas mais arraigadas, mais profundas.
Quando as vasilhas acabaram, o texto diz: "Então o azeite parou"! Oh! Senhor não nos permita tal desgraça, do seu azeite, sua presença transformadora encontrar o seu fim, justamente na nossa história, no nosso tempo, na nossa geração!
                A velhice chega quando as vasilhas se acabam! Mas, nós precisamos ser como o idoso relatado no salmo 92.12-15: "os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro no Líbano. Estão plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes, para proclamarem que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça".
Se essa verdade bíblica não for a sua realidade, infelizmente seu fim será como a poesia de Fernando Pessoa: "Fiz de mim o que não soube. E o que podia fazer de mim não o fiz. O dominó que vesti era errado. Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara, Estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido."
                Esse fim será triste! O primeiro não, será coberto da benção do Senhor. Feliz ano novo e que Deus em sua soberana graça visite sua vida e sua família com a benção da fidelidade!

Deus Abençoei: Pr. Joel Medeiros

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