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Síndrome do irmão mais velho

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MAIS INGNORANTE DO QUE UM JUMENTO

- Números 22.21-35 - Introdução - A história do profeta Balaão é muito interessante. Uma jumenta falou com Balaão e o inusitado é que Balaão também falou com a jumenta.

- Os jumentos se entendem... Balaão não era jumento, era servo de Deus, era um profeta de Deus, e até reconhecido por todos, porque lemos no finalzinho do v.6: “por que sei que a quem tu abençoar será abençoado e, quem tu amaldiçoa, será amaldiçoado”. Portanto, Balaão era poderoso profeta de Deus...

- Mas ele vinha agindo com ignorância, errando toda hora, como um jumento!

Por exemplo, o v.4-6 contam de Balaque, rei de Moabe, quer era um povo inimigo de Israel. O rei Balaque queria contratar Balaão para amaldiçoar Israel. Junto com a mensagem, Balaque mandou uma quantia de dinheiro para pagar as maldições.

Primeiro erro de Balaão, ele recebeu a mensagem... segundo erro: quando Balaão viu o dinheiro, ele disse: “Eu vou pensar”. No v.7 está escrito: “Fiquem aqui esta noite, e amanhã eu contarei a vocês o que o Senhor me disser”.

Ora, não tinha nem o que negociar... Balaão agiu estupidamente, e uma pessoa assim, com esse comportamento, na gíria se diz que ela é um jumento... o que Balaão fez foi uma jumentice!

Agora, esse fato sobrenatural ocorrido, era um alerta de Deus sobre o caminho errado em que Balaão estava andando e da sua completa falta de visão espiritual.

1 – A FALTA DE VISÃO ESPIRITUAL LEVA AO DESCONTROLE EMOCIONAL

v.6, Ouvindo a proposta do rei Balaque, Balaão ficou cego espiritualmente... perdeu a noção das coisas e até foi consultar a Deus sobre o que o Senhor pensava! - Deus disse pra ele, v.12: “Deus disse a Balaão: – Não vá com eles, nem amaldiçoe o povo de Israel, pois é um povo abençoado”. Salmo 91 diz: “Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação, nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda”.

- Deus vendo a completa falta de visão espiritual dele, por fim, o permitiu ir, lemos no v.20, sob a recomendação de que fizesse apenas o que Deus dissesse.

E Balaão foi, mas não foi feliz. - Aconteceu de um anjo de Deus se colocar no caminho, e Balaão não viu nada, estava mesmo cego espiritualmente... quem viu, foi a jumenta, parecendo até mais espiritual que ele. Balaão se descontrolou, pegou uma vara e passou a bater com força no animal.

Irmão, você se descontrola com freqüência? Você se ira facilmente?

Pv 14.17 diz que “Quem se zanga facilmente faz coisas tolas”.

2- A FALTA DE VISÃO ESPIRITUAL NOS LEVA NÃO APENAS AO DESCONTROLE EMOCIONAL, MAS TAMBÉM À INGRATIDÃO

Lemos isto no v.30: Nessa conversa da jumenta com o profeta, vemos que ela reclama da ingratidão de Balaão e do seu tratamento grosseiro e violento. - Mas Balaão, cego espiritualmente, mantém o seu coração duro e ingrato... ele está tão cego, tão tapado espiritualmente, que nem percebeu que era a jumenta que estava falando com ele.

3- A FALTA DE VISÃO ESPIRITUAL LEVA À MORTE

Os v.31-33: Veja só: O profeta Balaão escapou da morte pelo menos três vezes seguidas, e graças a visão da sua jumenta, porque ele mesmo não estava enxergando o perigo. Balaão não conseguia ver o Anjo do Senhor com uma espada na mão, pronta para matá-lo! A jumenta viu e se desviou.

Na Bíblia encontramos o relato de muitas outras pessoas cegas espirituais e até mesmo uma cidade inteira (como Jerusalém, que não enxergou o Messias: Mt 23:37-39).

A desobediência a Deus (o pecado) cega mesmo qualquer pessoa e leva o pecador à morte, não apenas física, mas também espiritual (Rm 6:23).
Conclusão

Balaão era um profeta de Deus... mas as ofertas de Balaque pareceram mais vantajosas para ele e ele perdeu a visão espiritual.

E com a perda da visão espiritual, Balaão se tornou emocionalmente descontrolado. Se tornou ingrato e também sofreu risco de morte várias vezes.

Para não cairmos nesse erro, precisamos ser mais dependentes de Deus. Quem está com Deus, dependente dEle, não tem maldição que consiga atingi-lo, não tem feitiçaria que o alcance!

Deus disse: “Balaão, você não poderá amaldiçoar esse povo, nem se quisesse, porque é um povo abençoado”! a pergunta é: Irmão, será que você tem tido visão espiritual para enxergar isso?

ANDADANDO ENTRE OS ESPINHOS

Cântico dos Cânticos 2.1-2

Desde os primeiros séculos da era cristã, a história de Salomão e sua amada é interpretada como uma alegoria sobre Jesus e a igreja. Ele é o Lírio dos Vales e ela também é comparada a um lírio.

1 – O lugar onde a igreja está plantada... O lugar onde você está plantado

“Como um lírio entre os espinhos”. - O lírio entre os espinhos nos dá a idéia de uma situação incômoda e de sofrimento.

Talvez você esteja em angústias, sendo confrontado com os seus valores antigos do velho homem, ou sendo levado a renunciar os deleites da alma, a crucificar a carne... você é como lírio entre os espinhos.

2 – Reações ao sofrimento

Algumas reações comuns são: fugir, abandonar o caminho, livrar-se do incômodo. Porém, um lírio não foge. Planta não foge. Se for retirada do próprio lugar de forma indevida, poderá murchar e morrer.

Muitas pessoas abandonam o lar, o emprego, a escola, a igreja, fugindo dos incômodos, dos espinhos... mas isso não é bom.

3 – Em tudo há um propósito

O nosso Pai tem controle sobre todas as coisas e você está colocado entre espinhos por um propósito e por uma direção de Deus. Crente não sofre a toa, se ele tiver que ler uma crus é porque a glória lhe espera no fim do caminho. Cumpra a sua missão, persevere. Veja o que Deus disse a Daniel: “mas o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas” (Daniel 11.32b). Diz o salmo 92.13,14 – “Os que estão plantados na Casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes”.

4 – O lírio é muito diferente dos espinhos - Mostre a diferença onde você estiver.

Mostre a beleza cristã, o contraste em relação à vida do ímpio – “...vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve” (Malaquias 3.17,18).

5 – O lírio tem perfume - Lírio tem perfume, espinho não tem.

“Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem” 2 Coríntios 2.15.

Exale o bom perfume de Cristo em seu modo de viver, modo de falar, de relacionar com os outros mesmo que eles sejam parte dos espinhos.

Conclusão: Tiago nos instrui que as tentações, desafios, dificuldades vem para o nosso crescimento e fortalecimento. 2 - Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, 3 -sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. 4 -Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. (Tiago 1.2-4).

Veja o que diz: Eclesiastes 7.8: “Melhor é o fim das coisa do que o seu começo.”

O que é o Jubileu? Lv. 25:8-34

A Chegada do Jubileu do ano em que nossa Igreja completa 50 anos de história coloca em evidência a importância teológica e devocional do tema das Dívidas. Muito mais do que uma questão periférica e ocasional, a questão das Dívidas está no cerne da proposta do Jubileu, mas está também no cerne do novo relacionamento que Cristo veio estabelecer e propor, tanto assim que ele colocou esta questão na "Oração dominical" que ensinou aos discípulos, síntese prática de todo o seu Evangelho. Por isto, o Jubileu pode, sim, se tornar um precioso momento de "Nova Evangelização", na medida em que for assumida, de maneira adequada, a questão das Dívidas na sua celebração. 1- Se olhamos em que consiste a proposta bíblica do Jubileu, percebemos que ela se volta, por inteiro, para a situação real vivida pelo povo de Deus, propondo a libertação dos jugos acumulados sobre ele. As propostas concretas do Jubileu, pelas quais ele acontece, são: o perdão das dívidas (Dt.15,1-10), a libertação dos escravos (Dt.15,12-14), o repouso das terras aráveis e recuperação das propriedades (Lv.25,1-12). São distorções que vão se acumulando ao longo dos anos, e que necessitam, periodicamente, de uma retificação radical. É isto que o Jubileu propõe. Para efetivar a retificação de distorções acumuladas, encontra-se a inspiração e a motivação também num acúmulo de significado religioso, contido no sentido bíblico do "sétimo dia" dedicado ao Senhor, e que resultava no descanso para o homem. O Jubileu, afinal, resulta da multiplicação, por sete, de sete anos, que se inspira no sétimo dia, que é o Dia do Senhor. Vale a pena perguntar-nos sobre a direção que está tomando a celebração do Jubileu, Deus nos chama para dedicarmos a Ele os dias desse tempo. 2- Na proposta bíblica do Jubileu, o "perdão das dívidas" constitui o seu núcleo central. Pois na verdade, as diversas opressões acumuladas são expressões de dívidas, que tomam formas de escravidão, de expropriação das propriedades, de exploração da natureza. É o sistema produtor de dívidas que deve ser desmontado e neutralizado. Desta maneira se realiza, eficazmente, o "perdão" das dívidas “pecados”. Deus nos chama para perdoar e sermos perdoados. 3- A dimensão evangelizadora do "perdão". O sentido amplo e atualizado do "perdão das dívidas", visando recriar as condições de vida aliviada para todos, se constitui numa "boa notícia", que vem ao encontro das expectativas de todas as pessoas. Daí o potencial evangelizador. Deus nos chama para darmos as boas novas. Conclusão: "Pois, se perdoardes... o Pai vos perdoará... mas se não perdoardes... o vosso Pai também não vos perdoará" (Mt 6,14-15). Quem sabe, para o ano 2010, com a reflexão de nosso Jubileu, possamos resgatar também a própria palavra "dívidas" no Pai-nosso, e assim podermos orar juntos a oração que o Senhor nos ensinou não só com as mesmas palavras, mas com os mesmos sentimentos de perdão mútuo e de unidade refeita.
Deus Abençoe: Pr. Joel Medeiros