A internet e seus perigos  
Privar um adolescente de ter ou usar a internet é comprar briga feia!!! É incrível a facilidade com que dominam essa monstruosa tecnologia. Mas quem já tirou tempo para conversar abertamente com eles sobre os riscos? Creio que é urgente, e já passou da hora de usarmos o espaço dessa coluna “MENSAGEM PASTORAL” para passar instruções adequadas sobre o assunto. Como vimos em nosso retiro, o vento de Deus estar soprando para esse lado, ou seja, nos dizendo: vigia com a TV e a NET. A tão falada Web, ou www, tem uma abrangência gigantesca, e devidos cuidados devem ser tomados no seu manuseio. A sigla WWW abrevia a expressão "World Wide Web", que pode ser traduzida como "A Grande Rede Mundial", que é um sistema de informações organizado de maneira a englobar todos os outros sistemas de informação disponíveis, na Internet.
Sua idéia básica é criar um mundo de informações sem fronteiras, e é aí que mora o perigo! Informações precisam ser examinadas, provadas e selecionadas. As informações são veiculadas numa velocidade impressionante, e desconhecendo qualquer limite, de tempo, cultura, moral e valores éticos. Com uma facilidade tremenda e na velocidade da luz, um adolescente, ou qualquer outra pessoa, pode passear pelo mundo das drogas, da pornografia, da promiscuidade, e do satanismo. Pode ouvir vozes demoníacas, assistir rituais macabros ao vivo, cenas de sexo explícito e sexo animal, além de participar de jogos nefandos que estimulam a frieza para matar, e insinuam a existência de fantasmas, espíritos reencarnados, e demônios "melhorados". Todas essas coisas, num mundo de informações sem freio, sem fronteiras, sem limites. Não é à toa que a Bíblia chama o Diabo de “sedutor de todo o mundo" (Ap 12:9), e ele está interessado nesse negócio!
"Mas eu entro apenas em sites evangélicos, irmão", diriam os nossos jovens. Mas a grande rede apela para os nossos sentidos, e para a nossa curiosidade, e é próprio do adolescente explorar o máximo dos limites. Ele quer ir o mais longe possível. Bilhões de informações sedutoras aparecem de repente diante da tela, e o sonho está a um click da sua realidade, entretanto existem venenos mortais escondidos em embalagens inocentes.
O mínimo que podemos fazer é informar nossos adolescentes sobre as feras escondidas nessa floresta virtual, a qual age com efeitos especiais.
Há o efeito bumerangue: tudo que vai, volta. Tudo que você acessa, voltará em forma de ofertas tentadoras para que haja uma reincidência, e essa é mais uma artimanha bem elaborada do inimigo. É mesmo uma rede, uma armadilha, para pegar os descuidados!!! Há o efeito Denorex: tem muita coisa que parece ser, mas não é. Parece inocente, mas não é. Pessoas se apresentam como sendo boas, e até evangélicas, mas estão procurando o caminho do pecado. Cuidado com as aparências, querido adolescente! Há o efeito Big Brother: faz você pensar que vai dar só uma espiadinha, e o mantém lá por horas, quase que hipnotizado no mundo virtual. Há o efeito J.K.: você é seduzido, cai, e depois Junta os Kakos. Isso ocorre porque é impossível mensurar o poder de sedução da Web. A própria palavra de Deus adverte: “Filho meu, se os pecadores querem te seduzir, não o consintas.” Pv 1:10.
Há o efeito ressaca: no outro dia você está inútil, cansado, passado, pois passou a madrugada inteira, dominado pela senhora www. Isso tem levado muitos adolescentes, e até pais de família, a se ausentarem da Ceia do Senhor ou da Escola Dominical, por não terem disposição física para dedicar à manhã ao Senhor, pois suas energias e o seu tempo foram gastos na net. Vale lembrar que todo esse potencial tecnológico pode ser usado também para a glória de Deus, para mantermos comunhão com os irmãos, para aprender a palavra de Deus, para evangelizarmos, para ler instruções espirituais, para reforçar vínculos de amizades sinceras, para nos comunicar com familiares distantes, para nos inteirar das necessidades dos missionários, para consolar os que choram, e por que não dizer, até para nos divertir com coisas lícitas e inofensivas. Pode ser usada para aprender línguas, teologia, e uma infinidade de conhecimentos que poderão ser aproveitados para a obra de Deus. Sem dúvida esse é o lado bom de tanta tecnologia! Mas é o internauta cristão quem faz a escolha. Agora é a sua vez de decidir com que finalidade vai usar esse recurso fantástico! Querido adolescente, aqui vai um conselho final: Tenha a humildade de rever seus hábitos cibernéticos. Peça a alguém espiritual para monitorar seu uso da internet, e use-a para seu crescimento como pessoa e como cristão. Evite brincar com o desconhecido. Não se deixe seduzir pelas ilusões desse mundo.
“Portanto, quer comais, quer bebais, ou navegais na internet, fazei tudo para a glória de Deus.” (I Co 10:31).
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