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O BARRO E O OLEIRO


O BARRO E O OLEIRO - Isaías 64.8 

Introdução: Uma das áreas mais enfatizadas no Novo Testamento é a área da consagração. Há necessidade de crescermos nesta área para sermos agradáveis e úteis para Deus. Quero falar do elemento básico na constituição do ser humano – o barro. A partir do barro, vamos fazer algumas analogias que cabem como luva nessa questão da nossa consagração ao Senhor.
Nesse texto de Isaías, podemos ver que somos como barro nas mãos do Senhor. Então, consideremos:

1 - O Barro Não Tem Valor - Destituído de importância, o barro não é objeto de disputas (não se faz guerras entre as nações por causa do barro. Petróleo, sim. Ouro, sim. Mas barro?).
- É desse material que somos feitos! Logo, por que termos nossas vaidades pessoais, achando, diante de Deus e dos outros, que somos muita coisa?
- Deus fez a todos nós do pó da terra... mas alguns pensam que foram feitos de porcelana. Calma, irmão, você é de barro!

2. O Barro É Frágil - Diferente do ferro ou do bronze, o barro se espatifa à-toa. Assim são os nossos projetos, nossos planos, nossos feitos... nossa vida inteira é frágil como barro.
- Na década de 80 havia uma canção popular, que dizia: "Eu sou como o cristal bonito, Que se quebra quando cai". (é verdade! Somos frágeis). Mas, irmãos, a nossa fragilidade, no entanto, é a oportunidade de Deus trabalhar em nós.
- Deus quer trabalhar em nós, porém, Ele não trabalha com gente cheia de orgulho, que fica dizendo: “eu sou ótimo!”.
- Para Deus moldar a nossa vida, dar-nos forma abençoada, precisamos aceitar o fato que somos "fracos", frágeis, que sem Deus não somos nada, para que, então, o poder de Deus venha sobre nós.

3. O Barro Não Tem Querer - Nesse mesmo livro de Isaías, o Senhor questiona:
"...porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes?", (Is 45.9). Seria absurdo admitir um oleiro consultando o barro sobre a forma que este deveria receber.
- Deus ensinou uma preciosa lição para Jeremias, quando mandou que ele fosse à oficina do oleiro e o visse trabalhando com o barro. Jeremias, escreveu sobre isto, contando o seguinte:
“Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu", (Jr 18.1-4).
- Note que o oleiro estava construindo um vaso que quebrou em suas mãos. Então, tornou a fazer do mesmo barro outro vaso "segundo bem lhe pareceu". Vaso em processo de construção e na mão do oleiro, pode se quebrar que é refeito. Exceto o do cp. 19 que é o vaso de feira, pronto, feito, esse não tem conserto.  
- Nós temos que entender, que ao barro não resta outra opção, senão render-se à vontade soberana do oleiro que o manipula. Barro não faz birra. Barro não berra. Barro não tem querer! - Devemos ser assim nas mãos de Deus!
- Isaías, quando ouviu a voz do Senhor, que perguntava:
“...A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, ele disse: “eis-me aqui, envia-me a mim", (Is 6.8). 
- Maria, quando foi escolhida para ficar grávida, quando estava comprometida em casamento com José, ela disse:
"Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra", (Lc 1.38).
- E Paulo, ele perguntou a Deus o que deveria fazer, e Deus disse pra ele: "Levanta-te, entra em Damasco, pois ali te dirão acerca de tudo o que te é ordenado fazer", (At 22.10).

- Barro não tem querer, aceita a forma que o oleiro dá. Assim se passa conosco, porém, quando nos submetemos inteiramente ao Senhor, somos abençoados!

4. O Barro É a Matéria-Prima do Artista - É o artista quem tira o barro da mediocridade. É nas mãos do artista que o barro vira arte, e passa até a ser admirado, exibido em galerias e fica valendo uma fortuna! Não há artista como Deus e Ele tem muitos tesouros para colocar em nós! Porém, Deus só fará isso se nós O permitirmos!
- Muitos filhos de Deus deixam de ser abençoados, porque permanecem com seus corações endurecidos à ação de Deus em suas vidas. Deixe-se moldar pelas mãos do Artista mais perfeito: o Senhor, nosso Deus. Ele transformará o barro da sua vida numa obra de arte preciosa.

Conclusão: Nós vimos que como barro nas mãos de Deus: 
- Não temos o valor que atribuímos a nós mesmos. Só teremos o devido valor quando permitirmos Deus trabalhar em nós; 
- Somos frágeis. Para sermos fortes, nós dependemos de Deus; 
- E com Deus, não podemos ter vontade própria, mas devemos nos render à vontade dEle; 
- E em, contrapartida, devemos ser a matéria prima nas mãos de Deus.

Portanto, vamos nos render ao Senhor hoje... vamos permitir que Ele dê nova forma à nossa vida... que nos TRANSFORME em pessoas de grande valor! 

O que você é pipoca ou piruá? :

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, intragáveis. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo nem sempre é sinal de manifestação de Poder de Deus. Na bíblia, em muitas vezes quando se menciona o fogo é para ilustra a tribulação, a angústia, a contrariedade. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Mateus 7:19 ”, “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 1 Coríntios 3:13 ”.  O fogo é quando a vida nos lança numa situação de dor que nunca imaginamos. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, o rico que fica pobre, ser traído por que você confia. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos, tristeza angustiante. Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso diminui também a possibilidade da grande transformação. Há pessoa que fogem do fogo dos problemas, não querem sofrer, porém sem fogo será sempre milho. Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente pensa que há sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: Bum! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, com que ela mesma nunca havia sonhado. Piruá  é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são as duras cascas pelas quais não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria nem alimentar ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. Quando Deus quer nos passar pelo gogo não há que possa  fugir, por mais que se tente. A pergunta pertinente ao tempo da prova do fogo é: você o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá fechado na casca dura que não aceita se transformar?



Discurso do Pr. Joel na Câmara Municipal de Parnamirim


Agradeço a vice presidente desta casa  Lucinha Thiago pela confiança e cumprimento os vereadores e a todas as autoridades presentes Quisera vos cumprimentar um a um, e de cada um declinar o nome e as realizações. O tempo, porém, me impede de fazê-lo. Por isso eu vos peço permissão para mencionar apenas a Ex.ma  Sra. Vereadora Elienai  Cartaxo, proponente desta homenagem, hora presidente desta secção, O Ex.mo Sr. Vereador da Cidade do Natal Bispo Francisco de Assis, O Ex.mo Sr. Vice Prefeito da Cidade de J. Câmara Francisco de Assis Rodrigues de MeloSrs. Pastores e colegas,  Cumprimento também a todos os presentes, e com todos me rejubilo, por podermos viver hoje esse momento histórico para nossa Igreja.
A vida, algumas vezes, coloca homens justos, bons e operosos entre malfeitores. Foi o que aconteceu com Jesus, no alto do calvário, colocado entre ladrões. Agora, passados dois milênios, a humanidade ainda se reúne para celebrar a vida e as obras do justo. A vida dos malfeitores, porém, não é celebrada por ninguém. O tempo separa o joio do trigo. Os bons são em número muito maior dos que os maus. E hoje estamos aqui para celebrar não os maus, mas os bons. Homens bons e mulheres generosas que construíram ao longo desses 80 anos a boa reputação da Igreja de Cristo no Brasil.
Essa lição me ocorreu nessa manhã, quando pensava na vida e nas obras dos homens e mulheres que estão aqui hoje, para receberem o galardão concedido pelo Poder Legislativo municipal de Parnamirim, o reconhecimento em forma de homenagem, de que a Igreja de Cristo no Brasil tem em sua história e em suas realizações contribuído para o bem de nossa comunidade.
A Igreja de Cristo é uma instituição genuinamente nordestina nascida em Mossoró RN em 1932, porém a aridez do sertão e as limitações de seus pioneiros, em sua maioria homens do campo desprovidos de recursos financeiros e até acadêmicos, não a impediram que se espalhasse pelos demais estados da federação e que se tornasse marcante na construção de um patrimônio doutrinário, moral e espiritual no contexto evangélico brasileiro. Nossa Igreja hoje estar pregando o Evangelho em quase todos os estados da federação, somos milhares de membros estima-se mais de 40 mil, superação, persistência e fé faz parte de nossa vigência.
A Igreja de Cristo ao longo de sua história, por conhecer as dificuldades de quem vive na aridez do sertão, se destacou na região oeste do nosso estado com um trabalho social em parceria com a diaconia  e visão mundial, instituições filantrópicas sem fins lucrativos, em projetos de perfurações de poços artesanais e organizações de centros sociais com intuito de incentivar o espírito cooperativo comunitário, beneficiando centenas de famílias no alto e médio oeste do nosso Estado.
Grandes homens e grandes mulheres atraem nossa atenção. Não apenas por suas realizações, mas também pela modéstia que cultivam. Isaac Newton nos deu um exemplo disso. Homenageado por seus grandes feitos na matemática e na física, certa vez disse que, se pudera enxergar mais longe, não fora por mérito próprio, mas sim, porque pudera subir nos ombros de gigantes que o precedera.
Nossos gigantes foram muitos não dar pra mencionar o nome de todos aqui, apenas os primeiros, Manuel Higino de Sousa, Estáquio Lopes, João Vicente de Queirós, entre outros, bem como os que ainda estão vivos, Pr. Antônio Olimpio Dantas, Pr. Geraldo R. de Lima e os que aqui estão membros desta Igreja  vós sois esses gigantes de que falava Newton. Hoje, se vivemos o presente e se olhamos o futuro de uma posição mais privilegiada, é porque a ela vós nos elevastes com vossas obras, vossos exemplos, vossas vidas.
A bíblia nos ensina que nossas casas devem ser construídas sobre rochas e não sobre areia. Só assim elas resistirão às chuvas, às torrentes e aos ventos. Vós, senhoras e senhores homenageados, vós sois as nossas rochas. Vós sois os luminares de bom testemunho desta Igreja; sois os faróis que nos orientam. Vossas vidas, vossas obras, vossos exemplos, são a pedra fundamental do nosso passado e a pedra angular do nosso futuro. A homenagem que essa Casa vos presta hoje é uma conclamação para que nos inspiremos em vossa ética de vencer pelo trabalho, e em vosso exemplo de viver para o bem. Em nome da Igreja de Cristo em Parnamirim a qual represento, eu vos cumprimento. Mas, principalmente, eu vos agradeço por serdes quem sois: as rochas sobre as quais edificaremos nossos próximos 80 anos. Obrigado, Pr. Joel