Josué 6.20, 27; 7.4-5
Introdução: A linha divisória entre uma grande vitória e um grande fracasso é
muito fina... essa linha é tecida através de pequenos detalhes. Vemos isto
muito claramente nesse livro de Josué, quando o povo de Israel estava sendo
conduzido por ele até à terra prometida, Canaã.
- Um mesmo povo, sob a liderança de um mesmo homem e servindo ao
mesmo Deus, passou, num curto espaço de tempo, por duas experiências
absolutamente opostas: a vitória de Jericó e o vexame de Ai.
- O que lemos no (Js 6.1), mostra que Jericó era uma das cidades
mais protegidas da época. A cidade de Jericó possuía uma muralha à sua volta,
uma muralha tão alta e larga, que dava para as pessoas morarem em cima dessa
muralha... como era o caso de Raabe, que morava numa casa construída na muralha
da cidade (Js 2.15).
- Pois bem, os muros desta grande cidade, tombaram ao som do
shofar e do grito, à uma voz, dos israelitas. Foi uma conquista espetacular,
algo sobrenatural, fazendo com que os povos da região, tremessem pelo poder de
Deus.
Lemos isto no v.20: "Quando soaram as trombetas o povo gritou. Ao som das
trombetas e do forte grito, o muro caiu. Cada um atacou do lugar onde estava, e
tomaram a cidade" ...conquistaram a cidade, ou como mostra o v.21,
"consagraram a cidade ao Senhor". Que vitória!
- Agora, havia um próximo desafio à frente, lemos em Js 7.2: o próximo desafio
seria a conquista de Ai. Então, Josué enviou homens para espionar essa cidade.
- O v.3 mostra que os homens voltaram e apresentaram o relatório para Josué.
Eles disseram: "Não é preciso que todos avancem contra Ai. Envie uns dois
ou três mil homens para ataca-la. Não canse todo o exército, pois eles são
poucos".
Josué ouviu o conselho dos seus espiões, que não se cansasse todo o povo na
batalha, porque uns dois ou três mil homens seria mais que suficiente...
- O v.4 registra que foram enviados cerca de três mil homens, mas também
registra que esses três mil foram postos em fuga pelo povo de Ai... no v.5,
lemos que dos três mil, 36 não voltaram, porque foram mortos... e os que não
foram, foram todos perseguidos e feridos durante a fuga. Que vexame!
Mas o que impressiona é que este vexame ocorre logo depois de uma grande
vitória, logo depois da conquista de Jericó: logo após a grande conquista, um
terrível fracasso... logo depois da vitória, o vexame! Por que o quadro mudou
tão radicalmente? Que fatores determinaram a vitória do povo de Deus, num momento, e a
derrota no outro?
Quando olhamos para os movimentos que envolveram esses dois episódios, notamos
que houve pequenos detalhes que produziram resultados diferentes... E
esses pequenos detalhes podem nos ensinar muito sobre como permanecer em
conquista naquilo que estamos investindo hoje. - Houve fatores que nortearam o
povo de Deus diante do desafio de Jericó, mas que faltaram diante do desafio de
Ai.
1º SEJA DEPENDENTE DE DEUS E EXPRESSE ISTO PELA BUSCA EM ORAÇÃO - Veja Js 5.14: Antes de Jericó,
encontramos Josué orando... Josué está tendo experiências com Deus... Josué
está recebendo estratégias sobrenaturais... no v.15, vemos Josué tirando as
sandálias dos pés pela santidade de seus momentos devocionais.
- Agora, diante da cidade de Ai (no cap 7), não há oração, apenas ação... Não
encontramos, nem Josué nem sua equipe, buscando ao Senhor.
- Nos v.2 e 3, apenas os encontramos fazendo contas, analisando a situação numa
perspectiva absolutamente natural, absolutamente humana, e assim agem.
- Então, podemos constatar que lá em Jericó, o resultado foi tremendo, um
milagre de Deus, algo sobrenatural aconteceu... mas, agora em Ai, o que
aconteceu foi um tremendo vexame... Boris Casoy diria "foi uma
vergonha!"
- Fica
para nós a primeira lição: se queremos grandes conquistas em Deus, precisamos
depender de Deus e manifestar essa dependência através da busca em oração, caso
contrário, até os desafios mais fáceis de se vencer (naturalmente falando)
poderão se transformar num vexame.
2º RECEBA UMA ESTRATÉGIA DE DEUS - Diante do desafio de conquistar
Jericó, Josué contava com uma estratégia, mas diante do desafio para tomar a
cidade de Ai, não havia estratégia. No cap 6, do v.2 ao 5, Deus entrega para
Josué uma estratégia na mão, um plano de ação... é uma estratégia louca aos
olhos humanos, é verdade - porque Deus mandou rodear a cidade por sete dias, em
silêncio, e no sétimo dia, rodeá-la sete vezes. Então os sacerdotes tocariam as
trombetas e todo o povo gritaria - mas essa era a estratégia de Deus! ...e se é
de Deus, irmão, por mais esquisito e estranho que seja, é abençoado!
- Portanto, Josué contava com um processo pré-determinado de ação... era seguir
a estratégia de Deus e comemorar a vitória... partir para o abraço!
- Agora, no cap 7, já para tomar a cidade de Ai, Josué não teve estratégia
alguma. No v.2, Josué simplesmente chamou três mil homens e lhes disse:
"Tomem a cidade!" Josué só esqueceu de dizer pra eles
"como"... Então o resultado foi catastrófico.
- Isso
deve nos levar a entender que, sempre que quisermos obter grandes resultados,
primeiro devemos ter um planejamento de como chegar lá (e de preferência, um
planejamento nascido no coração de Deus, por mais estranho que seja).
3º MANTENHA UM PADRÃO DE FIDELIDADE - Para um povo conquistador em
nome de Deus, santidade não pode ser uma opção, não pode ser um aparato
ocasional, mas uma condição. Lemos aqui em Js 7.20, que foi por causa do
pecado de um homem chamado Acã, que
escondeu coisas condenadas em sua tenda, que toda a nação de Israel amargou uma
grande derrota.
- Isso deve nos levar a uma profunda reflexão sobre nossa disposição de viver
uma vida santa diante do Senhor e de sermos vigia por nós mesmos e, pelo nosso
irmão, já que o pecado dele pode trazer prejuízo para nós também.
Então, nestes dias, quando buscamos avançar para novos níveis de conquista, é
absolutamente necessário que cuidemos do padrão de fidelidade e que, inclusive,
alcancemos novos patamares, para que o respaldo de Deus esteja conosco.
- 4º PRESERVAÇÃO DA UNIDADE DO POVO - O último fator determinante entre
o fracasso e o sucesso, entre o vexame e a vitória, foi a unidade do povo de
Deus. Em Jericó, todo o povo obedeceu e participou do desafio de conquistar
aquela cidade. Mas em Ai (Js 7.2), "apenas três mil" tentaram
fazer o que deveria ser responsabilidade de todos. Irmãos, assim é no
crescimento da igreja também.
Quando queremos o crescimento da igreja, precisamos do envolvimento total de
cada um em cada batalha.
Ou nos movemos nesse desafio como um só homem, ou vamos enfrentar baixas
inesperadas. Ninguém se der por dispensado dos projetos da igreja.
Conclusão: Dizem que o inteligente aprende com os seus próprios erros e
o sábio aprende com os erros dos outros.
Eis aqui, diante de nós, a maravilhosa oportunidade de aprender e avançar, numa
marcha de conquista, até vermos todos os nossos projetos realizados e o nome do
Senhor glorificado.
Mas não se esqueça: os detalhes definem o resultado!
Precisamos que você dependa de Deus e expresse isto pela busca em oração;
Precisamos que você caminhe na estratégia de Deus;
Precisamos que você mantenha um padrão de fidelidade;
Precisamos que você preserve a unidade da igreja.