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As quatro propostas de Faraó


- Êxodo 8:25,28, 10:8-11, 24
Quando Deus apareceu a Moisés no Monte Horebe, deu-lhe uma missão quase impossível: “Vem agora, pois, e Eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito”.
E tendo aceitado aquela missão, Moisés enfrentou a astúcia do soberano do Egito, que não tinha nenhuma vontade de deixar o povo ir. 
Por quatro vezes Faraó tentou enganar Moisés, mas não logrou êxito.

1.       A primeira proposta (Êxodo 8:25)
“Então chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.”
A proposta do rei do Egito pode ser colocada dessa forma: Vocês para adorar ao Deus de vocês, contanto que permaneçam no Egito.
O rei estava propondo que eles adorassem com liberdade, mas que permanecessem aceitando a condição de escravos.
Lembremos que o Egito tem o simbolismo da velha vida. Da vida sem Cristo, no pecado.
Sacrifício no Egito significa querer ter uma vida de adoração sem transformação, sem renúncia e abnegação por amor a Deus.
A proposta é: Adorem a Deus sem mudança de vida. Adorem, porem permaneçam no Egito – “Na velha vida que tinham sem Deus”.
Deus não aceitaria um sacrifício na terra da escravidão. O Egito simboliza o mundo. Deus recebe a adoração daqueles que rompem com o Egito.  
A mensagem de Deus é: Arrependei-vos e convertei-vos dos maus caminhos.
O Egito é a terra da escravidão e o Faraó simboliza satanás, e Moisés, o libertador, uma figura do Cristo. Moisés recusou a proposta de Faraó e não houve acordo. Sai pra fora para adorar!

2.       A segunda proposta (Êxodo 8:28)
“Disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor, vosso Deus, no deserto; somente que indo, não vá longe; orai também por mim”.  – A proposta da filosofia de vida cristã em parceria com o pecado.
Por trás daquela proposta escondia outra armadilha: a de sacrificar perto do Egito, não radicalizar, “crente Raimundo”.
Esta segunda proposta é equivalente a dizer sacrifiquem ao Deus de vocês, mas fiquem por perto, não se afastem da influência do Egito.
Isto significava coxear entre dois caminhos. Morar na divisa do Egito era tão perigoso quanto estar no Egito.
Quem aceita Jesus, mas não rompe com as velhas amizades ou com as antigas influencias que nos afastam tenha dificuldades na caminhada com Cristo. Ficar sob a influência do Egito é como estar na situação da semente entre os espinhos, que não frutificou porque foi sufocada.

3.       A terceira proposta (Êxodo 10: 8-11)
Vocês podem ir adorar o SENHOR, seu Deus. Mas eu quero saber quem é que vai. 9 Moisés respondeu: —Iremos todos nós, com as nossas crianças e os nossos velhos. Levaremos os nossos filhos e filhas, as nossas ovelhas e cabras e o nosso gado, pois temos de dar uma festa em honra de Deus, o SENHOR. 10 Então o rei disse: —Pois que o SENHOR vá com vocês! Mas não vou deixar que vocês levem as suas mulheres e os seus filhos! 11 Não! Somente os homens podem ir adorar ao SENHOR, se é isso o que vocês querem. E Arão e Moisés foram expulsos da presença do rei.
A proposta é: vá mas deixe para trás as suas famílias.
Esta proposta mostra a intenção do adversário em impedir que toda a família sirva ao Senhor, e seja assim usada para dificultar a caminhada daquele que já foi liberto. - Oremos por nossas famílias, especialmente por nossas crianças e não as deixemos para traz. Lembremos da declaração de Josué: “Eu e a milha casa serviremos ao Senhor”

4.       A quarta proposta de Faraó. (Êxodo 10. 24) – E Faraó chamou Moisés e propôs: “Ide e servi ao Senhor, as crianças também podem ir, mas vão ficar as ovelhas e as vacas”.
Esta proposta é estratégica. Faraó está dizendo: adorem ao Deus de vocês, mas deixem, seus bens sob minha influência.
Muitos sofrem deste mal nos dias de hoje. Dizem ser de Deus, mas seus bens estão sob a influência do mal, não servem pra adoração.
Um povo sem vacas, sem ovelhas, sem bens, não teria o que ofertar, o sacrifício ficaria comprometido, afetaria o psicológico e assim a adoração, também ficaria comprometida. Seja os nossos bens pra honra do Senhor! Provérbios 3:9-10

Conclusão

Faraó mandou chamar a Moisés pela última vez, na calada da noite, e disse: Levantai, e saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, e servi ao Senhor, como tendes dito. Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide e abençoai-me também a mim. “E os egípcios apertavam o povo, apressando-se para lançá-los fora da terra com receio de serem todos mortos pelo Deus de Israel. E fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios vasos de prata, vasos de ouro e vestes. E saíram em vitória, livres e prósperos.

QUEM ESTAR NO ALTO DA FIGUEIRA?

Lucas 19: 1-10 - De um lado, há pessoas que se acham tão boas que nem imaginam que precisam de salvação; de outro lado, há pessoas tão assumidamente más que ninguém acredita que podem ser salvas, nem eles mesmas. Nesta história, o amor de Deus em Cristo Jesus alcança o coração de Zaqueu em duas  POSIÇÕES:

1.       QUANDO ELE ESTAVA LÁ NO ALTO - Muitas pessoas têm “subido em árvores” para ver Jesus. Mas, o quê isso significa?  Zaqueu não subiu naquela árvore para ser discípulo de Jesus, não! Os discípulos andavam ao lado de Jesus. Ele pretendia apenas dar uma olhadela "por cima" para matar a curiosidade e poder fazer um juízo (ainda que superficial) do Mestre. É o que muitos têm feito: Vão uma única vez a uma igreja evangélica, geralmente a convite de um amigo ou parente, dão uma "olhadela por cima", matam a curiosidade e, milagrosamente, de uma hora pra outra, se tornam "doutores" no assunto, com uma lista das coisas de que não gostaram "na igreja dos crentes"(como se o culto "dos crentes" devesse ter a preocupação de agradá-los). Não se aprofundam no assunto.
QUEM ESTAR NO ALTO DA FIGUEIRA?

  • a)      O alto da Figueira é o lugar onde estar os que não tem compromisso com a caminhada, com o discipulado.
  • b)      O alto da Figueira é o lugar de quem quer ser apenas espectador, dos que não pisa no chão da igreja.
  • c)       O alto da Figueira é o lugar dos que querem ser alto, porem há realidade os impõe limites, sonhadores.
  • d)      No alto da figueira estar os que pensam que são e não são. (os salto alto, os peito de pombo)


Tornam-se orgulhosos e presunçosos. Mas, o amor de Deus alcançou Zaqueu no alto daquela árvore, e Jesus lhe disse: ZAQUEU, DESÇE DEPRESSA! ANTES QUE O ORGULHO INVADA SEU CORAÇÃO.
Não importa quão alto uma pessoa pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.

2. QUANDO ELE ESTAVA POR BAIXO - Lá na árvore Zaqueu estava “por cima”, era “o tal”. Rico, isolado, intocável. Quase um rei.
Mas, na intimidade de sua casa a história era outra. Quando botava a cabeça no travesseiro, Zaqueu sabia que era um ladrãozinho sem-vergonha, odiado e desprezado por seu próprio povo. Um solitário e miserável pecador. 

Quase sempre é assim, em público bancamos o tal, mas, na intimidade do nosso coração sabemos exatamente quem somos.

Mas, o amor de Deus alcançou Zaqueu no mais profundo abismo em que sua alma se encontrava, e Jesus lhe disse: CONVIDE-ME A ENTRAR EM SUA CASA! NÃO HÁ PECADOR TÃO PECADOR QUE MEU AMOR NÃO POSSA ALCANÇAR.
Jesus queria se encontrar com Zaqueu em sua intimidade, trabalhar o vazio do seu coração e a falta de expressão da sua existência.

Quando Jesus entrou em sua casa, acabou-se a farsa, Zaqueu se levantou, admitiu publicamente seus pecados e se propôs a fazer um imenso concerto em sua vida. QUANDO JESUS ENTRA ACABA-SE A FARSA. A verdade vem à tona. Não importa quão por baixo uma pessoa pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.

CONCLUSÃO: Não importa quão ALTO ou quão POR BAIXO uma pessoa está ou pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.


REFUGIANDO-SE NO ZIMBRO


- "Elias, foi sentar-se embaixo de um pé de zimbro e pediu a morte" I Rs 19:4
É difícil entender como alguém de relacionamento tão íntimo com Deus, cheio do Espírito Santo, chegue a tal situação. Elias, não foi o primeiro, e não será o único. Por todos os dias, desfrutamos de misericórdia e fidelidade Divina, porém, quando as tribulações nos chegam, a falibilidade humana tende a esquecer da infalibilidade de Deus. Elias estava desanimado, angustiado e cheio de dúvidas: Ameaçado de morte, foge da terrível Jezabel e refugia-se no deserto, embaixo de um pé de zimbro, pedindo a morte. 

Porque Elias foi para debaixo do pé de zimbro?
a) Perseguição (Jezabel o ameaçou de morte).
b) Pressão (Jezabel prometeu que em 24 horas Elias estaria morto).
c) Desanimo. (Elias parece ver que todo o seu trabalho foi em vão).
d) Solidão (Elias pensou que estava sozinho).

Ele preferia ser morto por Deus, a ser entregue a uma ímpia. Elias havia presenciado a morte, de muitos profetas, não esperava, contudo, que sua vez chegaria. Afinal, ele era amigo de Deus, com muitas promessas a serem realizadas. Isto já aconteceu com você? Acreditou firmemente nas promessas Divinas e de repente viu tudo conspirar contra? Deus, havia se esquecido de Elias? Haverá Deus, de se esquecer de mim e de você? Dos que O buscam e confiam em Sua providência?

Eu já estive como Elias. Foi quando escrevi o artigo: "Pastores que tem pés de bois". Estive, em um momento de grande angústia, vi uma porção preciosa de minha vida desmoronar. Parecia o fim. Não cheguei a pedir a morte, mas, era como se houvesse morrido. Me refugiei no "zimbro", A Palavra de Deus. (O fruto do Zimbro leva 3 anos para amadurecer, é conservante para carnes e aromatizante, como o é a palavra de Deus) As mensagens, que ministro, passam primeiramente por mim. Deus, me fala, me anima, me conforta, me corrige e me sinto na obrigação de fazer o mesmo. Porque sei, que outras vidas serão edificadas. Embaixo do "zimbro", recebo Água e Pão. Me fortaleço para prosseguir, confiante de que Deus está comigo.

Hoje, ao reler o artigo que escrevi a três anos atrás, vejo como Deus me foi fiel. Converteu o mau começo. Tornou tudo novo e melhor! Maravilhoso É O Senhor! Grande em poder e misericórdia! Elias caminhou solitário por um dia em direção ao deserto, sem comida nem água, em silêncio, sequer tinha forças para falar. Ao encontrar a sombra, contemplou a aridez do solo, o céu, sem nuvens, e erguendo sua voz, orou, a Deus. Não era a oração que Deus, queria ouvir, mas que Deus, sabia ser possível e previsível a todo e qualquer homem limitado e oprimido.

Satanás ataca-nos em nossos momentos de fraqueza. Foi assim com Jesus no deserto. Jesus teve fome, o inimigo lhe ofereceu pão. Ele se apresenta como a solução mais rápida e fácil. Foi assim com Elias: "Pede a morte você não precisa mais viver” essa voz, "martelava" na cabeça do profeta, assim como martelou na de Moisés, Jonas e Jô exatamente quando se acharam em grande aperto, eles, também pediram a morte. Ao nos sentirmos derrotados o inimigo quer tirar vantagens.

Graças a Deus porque estamos debaixo do Zimbro lá o anjo vem e nos alimenta.

Quando você estiver caminhando para o deserto, lembre-se, refugie-se no zimbro: "E deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis então que o anjo o tocou e lhe disse: levanta-te come" I Rs 19:5. Elias estava tão desanimado que comeu bebeu, mas dormiu novamente, isto pode acontecer conosco. Elias recebeu o Rhema de Deus. Deus falando especificamente para Ele. Uma palavra viva, tão viva que moveu o céu, um anjo, visível lhe animando, e Elias tornou a dormir. E pela segunda vez ouviu: "Levanta e come, te será muito longo o caminho" I Rs 19:7. O caminho foi realmente longo, o profeta, caminhou por quarenta dias no deserto, fortalecido por Deus.

Talvez, Elias desejasse comer e dormir para sempre, mas é impossível permanecer inerte quando Deus nos fala fazendo-nos saber que está conosco. Quando Deus fala tudo se transforma. Quando Ele diz: "Não temas, pois Eu estou contigo" Is 43:5, é impossível não se levantar. O profeta seguiu, porém, após os quarenta dias, tornou a se sentir fraco. Se refugiou em uma caverna, e Deus, novamente o falou através de uma brisa "mansa e delicada" Sal. 23. (algas tranquilas e pastos verdejantes). Elias estava obstinado em desistir, Deus, porém, não desistiu de Elias. Ele nunca desiste de nós. Por isso, "saia da caverna". Não se intimide pelas ameaças do inimigo. Coma e beba no "zimbro" e não desista.

"Senhor, mataram todos os profetas e só eu fiquei e buscam minha vida para matar-me" I Rs 19:14. Elias estava certo de que era o único naquela situação. Deus pacientemente o manda retornar, diz para ele ungir Eliseu como profeta para substituí-lo, por fim, revela a Elias que existiam mais sete mil homens (profetas), na mesma situação dele: ameaçados de morte, fugindo de Jezabel. Não somos os únicos a passar por tribulações, existem milhares de vidas em situação igual ou pior que a nossa.

A história de Elias teve um final feliz. Ele venceu em vida até ser arrebatado aos céus. Seus inimigos tiveram um fim trágico. Elias, com todas as suas falhas, foi agradável a Deus. Conosco, não é diferente. Deus nos ama. Mais do que nossa finita mente possa alcançar. Ele, não quer que desistamos, mas que nos refugiemos Nele. No "zimbro", onde Água e Comida nos fortalecerá rumo a vitória. Que as lições de Elias "homem sujeito ás mesmas paixões que nós" Tg 5:17, fale profundamente aos nossos corações, amém.

Lições de quatro leprosos sobre o Evangelho II Rs. 7. 3-11

O texto de II Reis mostra-nos um momento muito difícil. Uma grande fome estava assolando Samaria e para piorar a situação, o Exército Sírio cercou a cidade. A situação era desesperadora.

No meio dessa história, surgem 4 personagens improváveis. Improváveis, pois eram leprosos, e os leprosos nesse tempo eram pessoas que precisavam manter distância, existiam inclusive as cidades de refúgio, lugares afastados onde eles viviam isolados, quando entravam nas cidades vinham amarrados a sinos e gritando: “leproso” para que todos tivessem a oportunidade de manterem-se longe deles. Resumindo, eram excluídos do convívio social.

Mas esses quatro leprosos nos dar lições muito valiosas sobre o Evangelho.

1.     O Evangelho exige de nós uma saída de nosso comodismo.
O texto nos fala que esses homens estavam com fome, mas tranquilos, acomodados na porta das cidades.
Amados, nós temos a tendência de nos acomodarmos a tudo, até a coisas que de princípio nos são repulsivas. Desde um simples mau cheiro até situações de pecado, nos mais cedo ou mais tarde, acabamos nos acostumando e acomodando.
Infelizmente existem pessoas acomodadas com em seus pecados, aponto de não sentirem mais incômodo com tais práticas. Outros acomodados com situações vexatórias, desagradáveis, mas sem expressar nenhuma atitude. Outros ainda conformados com uma vida cristã medíocre, sem unção, sem frutos, sem o novo de Deus a cada dia.
Só que aqueles 4 homens chegaram a uma conclusão que eu e você precisamos chegar também. Eles disseram se nós ficarmos aqui, morreremos (vers. 3b). Essa é uma verdade a ser absorvida! Se continuarmos acomodados, acostumados com as situações que desagradam a Deus, vamos morrer!
Quantos casamentos, chamados, ministérios, sonhos, projetos mortos mediante nossa acomodação...
O Evangelho é para pessoas que decidem sair de suas zonas de conforto.

2.     O Evangelho nos traz riscos -
Outra conclusão que chegaram nossos quatro heróis leprosos é que indo ao encontro da comida poderiam morrer. Eles eram leprosos, não doidos... Consideravam os riscos.

Embora Evangelho signifique boas notícias, dentro delas, das boas notícias não havia o slogan “pare de sofrer” ou ainda “garantimos sombra e água fresca”. Veja a fala de Jesus em Lc. 21.12:
O Evangelho nos expõe sim a riscos, seja de ser visto como um alienado, atrasado, seja por nos impedir de sermos aceitos em alguns meios sociais, seja por nos colocar na alça de mira dos inimigos da cruz!

3.     O Evangelho é poder!
A cena descrita nos versos 6 e 7 é no mínimo hilária. O poderoso exército sírio ouve sons como de um grande exército com carros e cavalos, temem e fogem desesperadamente. No verso 8, o “poderoso exército” composto por quatro leprosos, quem sabe até sem algumas partes do corpo devido a lepra, invade o arraial sírio!

Paulo disse algo tremendo: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.” Rm. 1:16

4.     Evangelho é para ser compartilhado
Depois da entrada triunfal de nossos heróis, algo triste acontece... Por duas vezes o texto bíblico diz que eles escondem o que encontraram naquele local. Enquanto o povo padecia de fome, eles enchiam a barriga e escondiam o resto ignorando o desespero dos demais.

Nesse momento, vizinhos nossos estão famintos. Talvez não de pão, mas de esperança, de paz, de consolo, de força... E nós, domingo após domingo, comemos, comemos e ao sair do culto, escondemos tudo.

Cinco pilares da Igreja -

 Mateus 16.18
-Introdução: No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Catedral em Wittenberg 95 teses contra as os erros da igreja romana. Lutero estabeleceu cinco pontos de fé como base para a Igreja, conhecidos como cinco ‘sós’.
Quando foi pedido que Lutero se retratasse, ele disse: “A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio; a menos que eu seja persuadido por meio das passagens que citei; a menos que assim submetam minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus me ajude. Amém”.

Quais são as bases de uma Igreja Verdadeira?

Baseado na Reforma Protestante¹ e nos cinco fundamentos:

1. SOMENTE A BÍBLIA: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).
A Bíblia estava esquecida, chegando a ser proibida sua leitura pelo povo que só ouvia alguns trechos na missa em latim, de maneira que não compreendessem. Lutero gastou anos de sua vida traduzindo a Bíblia para a língua de seu povo, reuniu recursos possíveis e publicou a Bíblia para todos lerem.
A Bíblia na mão é marca do cristão protestante. A leitura bíblica é o centro do culto de uma Igreja verdadeira. Não existe outra verdade acima da Bíblia. Ela é a Palavra de Deus! A única regra de fé e prática para a vida cristã é a Sagrada Escritura.

Somente a Bíblia é a Palavra de Deus!

2. SOMENTE CRISTO: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Timóteo 2.5).
No tempo de Lutero havia muitos santos e imagens na Igreja e o povo acreditava que para cada coisa devia pedir a um santo especial. De tantos personagens que havia na
Igreja que a pessoa de Jesus Cristo ficava de lado e quase nada se sabia a seu respeito.
Por isso Martinho Lutero protestou por uma Igreja cristocêntrica. Jesus é o centro da Igreja. Foi Cristo quem morreu para dar vida e levantar uma Igreja. Somente Jesus é o nome que salva todos que o invocam (Atos 4.12). A Igreja deve orar somente ao Pai em Nome de Jesus (João 14.1314).
Um cristão verdadeiro acredita que somente Jesus salva e somente Ele é digno de receber nosso louvor e ouvir nossas orações. Não podemos confiar em homens, pois Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!(Jeremias 17.5). Nem mesmo um pastor poderoso ou cantor gospel famoso tem o poder que só Jesus tem ou merece a honra que só Ele merece. Por isso a Igreja Verdadeira deve estar firmada em Jesus e não em homens.

Somente Jesus pode salvar e ouvir sua oração!

3. SOMENTE A GRAÇA: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
As indulgências eram cobranças que a igreja fazia como forma das pessoas pagarem por seus pecados. Lutero se revoltou contra isso ao ver o luxo das igrejas romanas e a pobreza do povo que juntava trocados para pagar em dinheiro pelo perdão de seus pecados e ainda tinham que cumprir penitências acreditando que por suas obras seriam salvos.
Quando Lutero leu na Bíblia que Jesus com seu sangue apagou todos os nossos pecados e por sua graça somente nos perdoava sem necessidade algumas de obras, ele não aceitou e rasgou a bula papal que determinava o perdão para quem pagasse uma indulgência vendendo a salvação para quem tivesse o dinheiro para tirar um parente morto do purgatório.
As obras não podem salvar ninguém. Boas obras são consequência de nossa salvação (Efésios 2.10), pois como servos de Deus somos capacitados pelo Espírito Santo a exercer misericórdia, revelando o Amor de Deus ao próximo.
Um cristão verdadeiro depende da Graça de Deus para tudo (II Coríntios 12.7). Uma Igreja verdadeira proclama o perdão dos pecados gratuitamente por Jesus Cristo sem necessidade de pagar ou cumprir rituais com Jesus ordenou de graça recebestes, de graça dai(Mateus 10.8).

Somente a Graça de Deus pode perdoar pecados!

4. SOMENTE A FÉ: “O justo viverá pela fé” (Romanos 1.17).
Num tempo em que as relíquias e objetos santos eram venerados, carregados em procissões e as multidões caminhavam em romaria em busca de uma experiência religiosa através de um contato com um lugar ou objeto sagrado, Lutero pregou que nada disso era necessário.
A Bíblia define a Fé como a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hebreus 11.1) e que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6). Baseado nisso Lutero determinou que não deveria reverenciar objetos visíveis e nem fazer uma grande caminhada para agradar a Deus. A fé é invisível (II Coríntios 5.7). Somente pela fé podemos receber a resposta a nossas orações.
Um cristão de verdade vive pela fé, não pelo que é palpável e visível aos olhos humanos.  A Igreja verdadeira ensina a exercer a fé sem necessidade de amuletos ou obras. No século XXI em meio ao capitalismo é muito comum as pessoas se apegarem a coisas e lugares. Por isso é um desafio pregar uma vê no que ninguém vê, mas Bem-aventurados os que não viram e creram (João 20.29).
Somente pela Fé recebemos a Salvação e somos abençoados!

5. SOMENTE A DEUS TODA GLÓRIA: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor” (Isaías 42.8).
Muitos idólatras dizem que não estão adorando as imagens e que estas são apenas para lembrar a história da pessoa e suas obras. Engano! Como então conversam, cantam e fazem pedidos para a imagem? Essa é uma forma de adoração.
Lutero não aceitou as centenas de imagens na igreja e os cultos prestados a pessoas que já haviam morrido. A Palavra de Deus declara que somente a Deus pertence a Glória, honra e louvor (Apocalipse 5.12). Jesus é o único digno de receber toda adoração!
Jesus disse que um cristão verdadeiro presta toda glória somente a Deus e não recebe louvor pelos seus feitos (João5.44). Uma Igreja verdadeira não louva a homens, mas somente a Deus. O meio gospel precisa urgentemente se livrar do estrelismo que tem enriquecido cantores e iludido o povo de Deus com a dependência de um personagem famoso ou canções novas para adorar a Deus.

A Deus somente toda a Glória!
Como reconhecer uma igreja verdadeira?

-CONCLUSÃO“Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1.8).
A Igreja ficou muito tempo distanciada da verdade e custou muito para ser restaurada. Hoje existem muitos tipos de igrejas e religiões ao ponto de confundir a cabeça das pessoas. Precisamos de discernimento para entender o que é certo e o que é errado. Por isso o apóstolo Paulo deixou bem claro quem nem mesmo uma manifestação sobrenatural como o aparecimento de um anjo com outro tipo de pregação diferente do evangelho, não deve ser aceita como verdade.

Baseados nestes cinco princípios enumerados por Martinho Lutero podem saber se uma igreja ou cristão é verdadeiro. Também podemos refletir sobre a necessidade de uma nova reforma na Igreja Evangélica e retornar às nossas origens como uma Igreja Verdadeiramente Cristã.

Marcas na História

 - Texto Romanos 16: 1- 16.
A Igreja tem sua história cravada como uma pedra preciosa cravada em uma obra de arte na história da humanidade deste o dia de pentecostes. Não é diferente em nossa localidade, isto é na Igreja de Cristo no Bairro de Boa Esperança na Cidade de Parnamirim.
Não se pode estudar a história da humanidade sem considerar a história da Igreja.
Desde o seu início a história da Igreja é escrita por pessoas comuns que se destacam pela forma da qual deram o seu tempo, seus talentos, seus recursos financeiros, e em milhares de casos deram suas próprias vidas para que esta Igreja permanecesse no enredo da história da humanidade, como o tem sido conosco.

Comemoramos 55 anos de existência, é sem qualquer dúvida um tempo de grande importância, a soma dos anos nos qualifica para termos uma página ou algumas importantes linhas no enredo da história da Igreja e em particular na história da Igreja Evangélica de Parnamirim.

Temos uma história. Fazemos parte da história.

História que está sendo escrita por pessoas que se permitiram desgastar-se por esta querida Igreja. Deram seu tempo, seus talentos, seus recursos financeiros, suas vidas para compor esta história. Alguns já se foram se encontrar com o Senhor, de saudosa memória o Dc. Manuel Soares, Pr. João Gomes, Pr. Antônio Andrade (Pr. Tôzinho), Irmã Brasilina, Irmão Henrique,   e um rol de gigantes que por aqui nos impactaram com suas vidas e histórias como também com a herança que nos legaram, o exemplo de fidelidade ao Senhor desta Obra.
A história da Igreja de Cristo, de nossa Igreja continua a ser escrita, as próximas linhas desta narrativa consta de parágrafos, pontos, virgulas, ponto e virgula, tudo o mais, no entanto ela continua a ser escrita por cada um de nós que temos o dever de honrar a memória dos primórdios e sobretudo as recomendações de nosso Senhor Jesus Cristo para fazermos dos próximos anos um Avivamento Bíblico.

Como podemos pessoalmente deixar um relato positivo e impactante na história que está sendo construída por cada um de nós? São muitas as formas para deixarmos uma boa história.

Uma vez que existem pessoas que entram na história, saem da história e não marcam a história, convido-te nesta oportunidade a ser uma pessoa que venha a fazer parte positiva da história de nossa comunidade.
Proponho três conselhos tirados em um resumo da história bíblica descrita em Romanos 16.
Romanos 16:7. Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim.

Não era tarefa fácil ser membro de uma Comunidade perseguida nos dias do império Romano.

1º É preciso aprofundar raízes: Pedra que muito rola não cria limbo. O exemplo a ser observado é do lendário bambu chinês que durante cinco anos somente finca raízes no solo e depois deste tempo faz conhecida sua estrutura acima da superfície. Um cogumelo surge e se forma em 6 horas de vida. Que importância tem um cogumelo?
Um carvalho se estabelece e se firma contra os temporais depois de cem anos de existência.
- É preciso ver longe em relação ao tempo a ser dedicado ao Senhor no seio de sua igreja.
- É preciso se dispor a pagar o preço em perseverança, paciência e demonstração de amor.
12. Saudai Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor. Romanos 16:6. 6 Saudai Maria, que muito trabalhou por vós.

- Entregue-se ao serviço de Deus com seus talentos naturais: Pedreiro, eletricista, capacidade administrativa, sua habilidade em costura etc.
- Use no serviço de Deus os dons que o Espírito Santo tem te dado: “Desperte o dom de Deus que está em você..” Paulo para Timóteo.
- Trabalhe, trabalhe muito, lembre-se que tudo na vida a gente semeia no presente para colher no futuro.
- O trabalho na igreja não é resultado apenas do esforço humano mas sobre tudo da ação da graça de Deus na vida do crente.
Para os trabalhadores Deus tem promessas: I Co 15: 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.

3. Coloque a Igreja acima de seus interesses Pessoais:  Para Priscila e Áquila a igreja era mais importante que suas próprias vidas. Valorize a Igreja de forma geral mas valorize particularmente sua Congregação, seu pastor, seu ministério de louvor seus obreiros eles são o melhor de Deus para sua igreja.

CONCLUSÃO:
1º)- FINQUE PROFUNDAS RAÍZES NO SOLO DA IGREJA ONDE VOCÊ ESTÁ SERVINDO AO SENHOR.  

2º)- TRABALHE, TRABALHE ABUNDANTEMENTE NA IGREJA E PELA IGREJA DE JESUS.


3º)- VALORIZE AO QUE DEUS VALORIZA – VALORIZE SUA IGREJA.

COMO BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO

 Jeremias 18.1-6 - Introdução: Este é um dos textos mais sugestivos da Bíblia. O profeta Jeremias é chamado para descer à casa do oleiro para ver como este molda o barro informe e faz dele um vaso belo, útil e precioso. Nesse importante relato temos grandes lições espirituais.


1. O oleiro dá forma ao vaso - O oleiro apanha o barro sem forma e dá a ele uma forma única e singular. 
Nós somos como esse barro... se ficamos longe das divinas mãos, somos como barro sem vida e sem forma. E Deus é o oleiro que toma esse barro, trabalha nele e o molda segundo o seu querer. 
- Interessante é que o barro é totalmente passivo nas mãos do oleiro... (já viu barro berrar, fazer birra, murmurar?) ...o barro recebe a forma que o oleiro quer – o oleiro é soberano.
- Deus é assim também, Soberano, Ele nos criou... como barro, não podemos nos rebelar contra o oleiro nem fazer nossa própria vontade – nos compete sujeitar humildemente à vontade de Deus.

2. O oleiro dá beleza ao vaso - O oleiro não apenas dá forma ao vaso, mas também dá beleza... 
A peça de barro é modelada, desenhada, pintada, levada ao forno e vitrificada. É um dos itens mais funcionais que existem e, também, um dos mais belos. 
- Nós somos feitos, formados, pelas mãos de Deus... as digitais de Deus e a beleza divina estão estampadas neste vaso... uma parte da Bíblia diz que somos “a menina dos olhos” de Deus... 
- Portanto, Deus não apenas nos criou, Ele também está nos modelando e nos transformando na imagem bela, bonita, perfeita, de Cristo. Deus está trabalhando em nós e nos refinando até que a beleza de Cristo seja vista em nós. (vaso que brilha como espelho)
- A glória do vaso não está no material, mas no que tem dentro: é a presença de Jesus que dá beleza e valor. O apóstolo Paulo escreve: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro...” (2Co 4.7).

3. O oleiro dá utilidade ao vaso - Normalmente, fazemos distinção entre o que é útil e o que é belo; entre o necessário e o elegante.  Um vaso é sempre útil... ele é moldado para ser usado com um propósito. 
- Nós somos salvos para sermos vasos de honra... sermos úteis, para isso precisamos estar limpos e sem rachaduras (pecados quando são cometidos danificam o vaso, sujam, arranham, trincam... quantos estão com a vida espatifada por causa do pecado?). 

- Um vaso é usado para ornamentar e para transportar algum conteúdo.  Como vasos de honra, refletimos a glória do nosso Deus e transportamos essa glória da sua presença...  E Deus não faz vasos em série, cada um é singular, único. (o belo e o útil deve estar em seu devido lugar)

4. O oleiro faz de novo o vaso estragado - O oleiro não jogou fora o vaso que se lhe estragou na mão, mas fez dele um outro vaso, um vaso novo conforme sua vontade. Deus não joga fora o vaso que foi danificado. “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?” (Jr 18.6). 
- O pecado nos estraga, danifica, corrompe... mas Deus não descarta nenhum de nós na lixeira... ao contrário, faz como o oleiro que amassa e pressiona, estica e comprime o barro... 
- Deus não desiste de nós... Ele nos dá uma segunda chance e nos oferece a oportunidade de recomeçar uma nova caminhada. 
 - Deus faz do vaso partido um novo vaso... é um processo doído às vezes, porque Deus amolece o barro, amassa, molda e depois o leva ao fogo. 
 - Aí então, depois desse processo, surge um vaso novo, bonito, útil e precioso... um vaso de honra!