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REFUGIANDO-SE NO ZIMBRO


- "Elias, foi sentar-se embaixo de um pé de zimbro e pediu a morte" I Rs 19:4
É difícil entender como alguém de relacionamento tão íntimo com Deus, cheio do Espírito Santo, chegue a tal situação. Elias, não foi o primeiro, e não será o único. Por todos os dias, desfrutamos de misericórdia e fidelidade Divina, porém, quando as tribulações nos chegam, a falibilidade humana tende a esquecer da infalibilidade de Deus. Elias estava desanimado, angustiado e cheio de dúvidas: Ameaçado de morte, foge da terrível Jezabel e refugia-se no deserto, embaixo de um pé de zimbro, pedindo a morte. 

Porque Elias foi para debaixo do pé de zimbro?
a) Perseguição (Jezabel o ameaçou de morte).
b) Pressão (Jezabel prometeu que em 24 horas Elias estaria morto).
c) Desanimo. (Elias parece ver que todo o seu trabalho foi em vão).
d) Solidão (Elias pensou que estava sozinho).

Ele preferia ser morto por Deus, a ser entregue a uma ímpia. Elias havia presenciado a morte, de muitos profetas, não esperava, contudo, que sua vez chegaria. Afinal, ele era amigo de Deus, com muitas promessas a serem realizadas. Isto já aconteceu com você? Acreditou firmemente nas promessas Divinas e de repente viu tudo conspirar contra? Deus, havia se esquecido de Elias? Haverá Deus, de se esquecer de mim e de você? Dos que O buscam e confiam em Sua providência?

Eu já estive como Elias. Foi quando escrevi o artigo: "Pastores que tem pés de bois". Estive, em um momento de grande angústia, vi uma porção preciosa de minha vida desmoronar. Parecia o fim. Não cheguei a pedir a morte, mas, era como se houvesse morrido. Me refugiei no "zimbro", A Palavra de Deus. (O fruto do Zimbro leva 3 anos para amadurecer, é conservante para carnes e aromatizante, como o é a palavra de Deus) As mensagens, que ministro, passam primeiramente por mim. Deus, me fala, me anima, me conforta, me corrige e me sinto na obrigação de fazer o mesmo. Porque sei, que outras vidas serão edificadas. Embaixo do "zimbro", recebo Água e Pão. Me fortaleço para prosseguir, confiante de que Deus está comigo.

Hoje, ao reler o artigo que escrevi a três anos atrás, vejo como Deus me foi fiel. Converteu o mau começo. Tornou tudo novo e melhor! Maravilhoso É O Senhor! Grande em poder e misericórdia! Elias caminhou solitário por um dia em direção ao deserto, sem comida nem água, em silêncio, sequer tinha forças para falar. Ao encontrar a sombra, contemplou a aridez do solo, o céu, sem nuvens, e erguendo sua voz, orou, a Deus. Não era a oração que Deus, queria ouvir, mas que Deus, sabia ser possível e previsível a todo e qualquer homem limitado e oprimido.

Satanás ataca-nos em nossos momentos de fraqueza. Foi assim com Jesus no deserto. Jesus teve fome, o inimigo lhe ofereceu pão. Ele se apresenta como a solução mais rápida e fácil. Foi assim com Elias: "Pede a morte você não precisa mais viver” essa voz, "martelava" na cabeça do profeta, assim como martelou na de Moisés, Jonas e Jô exatamente quando se acharam em grande aperto, eles, também pediram a morte. Ao nos sentirmos derrotados o inimigo quer tirar vantagens.

Graças a Deus porque estamos debaixo do Zimbro lá o anjo vem e nos alimenta.

Quando você estiver caminhando para o deserto, lembre-se, refugie-se no zimbro: "E deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis então que o anjo o tocou e lhe disse: levanta-te come" I Rs 19:5. Elias estava tão desanimado que comeu bebeu, mas dormiu novamente, isto pode acontecer conosco. Elias recebeu o Rhema de Deus. Deus falando especificamente para Ele. Uma palavra viva, tão viva que moveu o céu, um anjo, visível lhe animando, e Elias tornou a dormir. E pela segunda vez ouviu: "Levanta e come, te será muito longo o caminho" I Rs 19:7. O caminho foi realmente longo, o profeta, caminhou por quarenta dias no deserto, fortalecido por Deus.

Talvez, Elias desejasse comer e dormir para sempre, mas é impossível permanecer inerte quando Deus nos fala fazendo-nos saber que está conosco. Quando Deus fala tudo se transforma. Quando Ele diz: "Não temas, pois Eu estou contigo" Is 43:5, é impossível não se levantar. O profeta seguiu, porém, após os quarenta dias, tornou a se sentir fraco. Se refugiou em uma caverna, e Deus, novamente o falou através de uma brisa "mansa e delicada" Sal. 23. (algas tranquilas e pastos verdejantes). Elias estava obstinado em desistir, Deus, porém, não desistiu de Elias. Ele nunca desiste de nós. Por isso, "saia da caverna". Não se intimide pelas ameaças do inimigo. Coma e beba no "zimbro" e não desista.

"Senhor, mataram todos os profetas e só eu fiquei e buscam minha vida para matar-me" I Rs 19:14. Elias estava certo de que era o único naquela situação. Deus pacientemente o manda retornar, diz para ele ungir Eliseu como profeta para substituí-lo, por fim, revela a Elias que existiam mais sete mil homens (profetas), na mesma situação dele: ameaçados de morte, fugindo de Jezabel. Não somos os únicos a passar por tribulações, existem milhares de vidas em situação igual ou pior que a nossa.

A história de Elias teve um final feliz. Ele venceu em vida até ser arrebatado aos céus. Seus inimigos tiveram um fim trágico. Elias, com todas as suas falhas, foi agradável a Deus. Conosco, não é diferente. Deus nos ama. Mais do que nossa finita mente possa alcançar. Ele, não quer que desistamos, mas que nos refugiemos Nele. No "zimbro", onde Água e Comida nos fortalecerá rumo a vitória. Que as lições de Elias "homem sujeito ás mesmas paixões que nós" Tg 5:17, fale profundamente aos nossos corações, amém.

Lições de quatro leprosos sobre o Evangelho II Rs. 7. 3-11

O texto de II Reis mostra-nos um momento muito difícil. Uma grande fome estava assolando Samaria e para piorar a situação, o Exército Sírio cercou a cidade. A situação era desesperadora.

No meio dessa história, surgem 4 personagens improváveis. Improváveis, pois eram leprosos, e os leprosos nesse tempo eram pessoas que precisavam manter distância, existiam inclusive as cidades de refúgio, lugares afastados onde eles viviam isolados, quando entravam nas cidades vinham amarrados a sinos e gritando: “leproso” para que todos tivessem a oportunidade de manterem-se longe deles. Resumindo, eram excluídos do convívio social.

Mas esses quatro leprosos nos dar lições muito valiosas sobre o Evangelho.

1.     O Evangelho exige de nós uma saída de nosso comodismo.
O texto nos fala que esses homens estavam com fome, mas tranquilos, acomodados na porta das cidades.
Amados, nós temos a tendência de nos acomodarmos a tudo, até a coisas que de princípio nos são repulsivas. Desde um simples mau cheiro até situações de pecado, nos mais cedo ou mais tarde, acabamos nos acostumando e acomodando.
Infelizmente existem pessoas acomodadas com em seus pecados, aponto de não sentirem mais incômodo com tais práticas. Outros acomodados com situações vexatórias, desagradáveis, mas sem expressar nenhuma atitude. Outros ainda conformados com uma vida cristã medíocre, sem unção, sem frutos, sem o novo de Deus a cada dia.
Só que aqueles 4 homens chegaram a uma conclusão que eu e você precisamos chegar também. Eles disseram se nós ficarmos aqui, morreremos (vers. 3b). Essa é uma verdade a ser absorvida! Se continuarmos acomodados, acostumados com as situações que desagradam a Deus, vamos morrer!
Quantos casamentos, chamados, ministérios, sonhos, projetos mortos mediante nossa acomodação...
O Evangelho é para pessoas que decidem sair de suas zonas de conforto.

2.     O Evangelho nos traz riscos -
Outra conclusão que chegaram nossos quatro heróis leprosos é que indo ao encontro da comida poderiam morrer. Eles eram leprosos, não doidos... Consideravam os riscos.

Embora Evangelho signifique boas notícias, dentro delas, das boas notícias não havia o slogan “pare de sofrer” ou ainda “garantimos sombra e água fresca”. Veja a fala de Jesus em Lc. 21.12:
O Evangelho nos expõe sim a riscos, seja de ser visto como um alienado, atrasado, seja por nos impedir de sermos aceitos em alguns meios sociais, seja por nos colocar na alça de mira dos inimigos da cruz!

3.     O Evangelho é poder!
A cena descrita nos versos 6 e 7 é no mínimo hilária. O poderoso exército sírio ouve sons como de um grande exército com carros e cavalos, temem e fogem desesperadamente. No verso 8, o “poderoso exército” composto por quatro leprosos, quem sabe até sem algumas partes do corpo devido a lepra, invade o arraial sírio!

Paulo disse algo tremendo: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.” Rm. 1:16

4.     Evangelho é para ser compartilhado
Depois da entrada triunfal de nossos heróis, algo triste acontece... Por duas vezes o texto bíblico diz que eles escondem o que encontraram naquele local. Enquanto o povo padecia de fome, eles enchiam a barriga e escondiam o resto ignorando o desespero dos demais.

Nesse momento, vizinhos nossos estão famintos. Talvez não de pão, mas de esperança, de paz, de consolo, de força... E nós, domingo após domingo, comemos, comemos e ao sair do culto, escondemos tudo.

Cinco pilares da Igreja -

 Mateus 16.18
-Introdução: No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Catedral em Wittenberg 95 teses contra as os erros da igreja romana. Lutero estabeleceu cinco pontos de fé como base para a Igreja, conhecidos como cinco ‘sós’.
Quando foi pedido que Lutero se retratasse, ele disse: “A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio; a menos que eu seja persuadido por meio das passagens que citei; a menos que assim submetam minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus me ajude. Amém”.

Quais são as bases de uma Igreja Verdadeira?

Baseado na Reforma Protestante¹ e nos cinco fundamentos:

1. SOMENTE A BÍBLIA: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).
A Bíblia estava esquecida, chegando a ser proibida sua leitura pelo povo que só ouvia alguns trechos na missa em latim, de maneira que não compreendessem. Lutero gastou anos de sua vida traduzindo a Bíblia para a língua de seu povo, reuniu recursos possíveis e publicou a Bíblia para todos lerem.
A Bíblia na mão é marca do cristão protestante. A leitura bíblica é o centro do culto de uma Igreja verdadeira. Não existe outra verdade acima da Bíblia. Ela é a Palavra de Deus! A única regra de fé e prática para a vida cristã é a Sagrada Escritura.

Somente a Bíblia é a Palavra de Deus!

2. SOMENTE CRISTO: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Timóteo 2.5).
No tempo de Lutero havia muitos santos e imagens na Igreja e o povo acreditava que para cada coisa devia pedir a um santo especial. De tantos personagens que havia na
Igreja que a pessoa de Jesus Cristo ficava de lado e quase nada se sabia a seu respeito.
Por isso Martinho Lutero protestou por uma Igreja cristocêntrica. Jesus é o centro da Igreja. Foi Cristo quem morreu para dar vida e levantar uma Igreja. Somente Jesus é o nome que salva todos que o invocam (Atos 4.12). A Igreja deve orar somente ao Pai em Nome de Jesus (João 14.1314).
Um cristão verdadeiro acredita que somente Jesus salva e somente Ele é digno de receber nosso louvor e ouvir nossas orações. Não podemos confiar em homens, pois Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!(Jeremias 17.5). Nem mesmo um pastor poderoso ou cantor gospel famoso tem o poder que só Jesus tem ou merece a honra que só Ele merece. Por isso a Igreja Verdadeira deve estar firmada em Jesus e não em homens.

Somente Jesus pode salvar e ouvir sua oração!

3. SOMENTE A GRAÇA: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
As indulgências eram cobranças que a igreja fazia como forma das pessoas pagarem por seus pecados. Lutero se revoltou contra isso ao ver o luxo das igrejas romanas e a pobreza do povo que juntava trocados para pagar em dinheiro pelo perdão de seus pecados e ainda tinham que cumprir penitências acreditando que por suas obras seriam salvos.
Quando Lutero leu na Bíblia que Jesus com seu sangue apagou todos os nossos pecados e por sua graça somente nos perdoava sem necessidade algumas de obras, ele não aceitou e rasgou a bula papal que determinava o perdão para quem pagasse uma indulgência vendendo a salvação para quem tivesse o dinheiro para tirar um parente morto do purgatório.
As obras não podem salvar ninguém. Boas obras são consequência de nossa salvação (Efésios 2.10), pois como servos de Deus somos capacitados pelo Espírito Santo a exercer misericórdia, revelando o Amor de Deus ao próximo.
Um cristão verdadeiro depende da Graça de Deus para tudo (II Coríntios 12.7). Uma Igreja verdadeira proclama o perdão dos pecados gratuitamente por Jesus Cristo sem necessidade de pagar ou cumprir rituais com Jesus ordenou de graça recebestes, de graça dai(Mateus 10.8).

Somente a Graça de Deus pode perdoar pecados!

4. SOMENTE A FÉ: “O justo viverá pela fé” (Romanos 1.17).
Num tempo em que as relíquias e objetos santos eram venerados, carregados em procissões e as multidões caminhavam em romaria em busca de uma experiência religiosa através de um contato com um lugar ou objeto sagrado, Lutero pregou que nada disso era necessário.
A Bíblia define a Fé como a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hebreus 11.1) e que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6). Baseado nisso Lutero determinou que não deveria reverenciar objetos visíveis e nem fazer uma grande caminhada para agradar a Deus. A fé é invisível (II Coríntios 5.7). Somente pela fé podemos receber a resposta a nossas orações.
Um cristão de verdade vive pela fé, não pelo que é palpável e visível aos olhos humanos.  A Igreja verdadeira ensina a exercer a fé sem necessidade de amuletos ou obras. No século XXI em meio ao capitalismo é muito comum as pessoas se apegarem a coisas e lugares. Por isso é um desafio pregar uma vê no que ninguém vê, mas Bem-aventurados os que não viram e creram (João 20.29).
Somente pela Fé recebemos a Salvação e somos abençoados!

5. SOMENTE A DEUS TODA GLÓRIA: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor” (Isaías 42.8).
Muitos idólatras dizem que não estão adorando as imagens e que estas são apenas para lembrar a história da pessoa e suas obras. Engano! Como então conversam, cantam e fazem pedidos para a imagem? Essa é uma forma de adoração.
Lutero não aceitou as centenas de imagens na igreja e os cultos prestados a pessoas que já haviam morrido. A Palavra de Deus declara que somente a Deus pertence a Glória, honra e louvor (Apocalipse 5.12). Jesus é o único digno de receber toda adoração!
Jesus disse que um cristão verdadeiro presta toda glória somente a Deus e não recebe louvor pelos seus feitos (João5.44). Uma Igreja verdadeira não louva a homens, mas somente a Deus. O meio gospel precisa urgentemente se livrar do estrelismo que tem enriquecido cantores e iludido o povo de Deus com a dependência de um personagem famoso ou canções novas para adorar a Deus.

A Deus somente toda a Glória!
Como reconhecer uma igreja verdadeira?

-CONCLUSÃO“Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1.8).
A Igreja ficou muito tempo distanciada da verdade e custou muito para ser restaurada. Hoje existem muitos tipos de igrejas e religiões ao ponto de confundir a cabeça das pessoas. Precisamos de discernimento para entender o que é certo e o que é errado. Por isso o apóstolo Paulo deixou bem claro quem nem mesmo uma manifestação sobrenatural como o aparecimento de um anjo com outro tipo de pregação diferente do evangelho, não deve ser aceita como verdade.

Baseados nestes cinco princípios enumerados por Martinho Lutero podem saber se uma igreja ou cristão é verdadeiro. Também podemos refletir sobre a necessidade de uma nova reforma na Igreja Evangélica e retornar às nossas origens como uma Igreja Verdadeiramente Cristã.

Marcas na História

 - Texto Romanos 16: 1- 16.
A Igreja tem sua história cravada como uma pedra preciosa cravada em uma obra de arte na história da humanidade deste o dia de pentecostes. Não é diferente em nossa localidade, isto é na Igreja de Cristo no Bairro de Boa Esperança na Cidade de Parnamirim.
Não se pode estudar a história da humanidade sem considerar a história da Igreja.
Desde o seu início a história da Igreja é escrita por pessoas comuns que se destacam pela forma da qual deram o seu tempo, seus talentos, seus recursos financeiros, e em milhares de casos deram suas próprias vidas para que esta Igreja permanecesse no enredo da história da humanidade, como o tem sido conosco.

Comemoramos 55 anos de existência, é sem qualquer dúvida um tempo de grande importância, a soma dos anos nos qualifica para termos uma página ou algumas importantes linhas no enredo da história da Igreja e em particular na história da Igreja Evangélica de Parnamirim.

Temos uma história. Fazemos parte da história.

História que está sendo escrita por pessoas que se permitiram desgastar-se por esta querida Igreja. Deram seu tempo, seus talentos, seus recursos financeiros, suas vidas para compor esta história. Alguns já se foram se encontrar com o Senhor, de saudosa memória o Dc. Manuel Soares, Pr. João Gomes, Pr. Antônio Andrade (Pr. Tôzinho), Irmã Brasilina, Irmão Henrique,   e um rol de gigantes que por aqui nos impactaram com suas vidas e histórias como também com a herança que nos legaram, o exemplo de fidelidade ao Senhor desta Obra.
A história da Igreja de Cristo, de nossa Igreja continua a ser escrita, as próximas linhas desta narrativa consta de parágrafos, pontos, virgulas, ponto e virgula, tudo o mais, no entanto ela continua a ser escrita por cada um de nós que temos o dever de honrar a memória dos primórdios e sobretudo as recomendações de nosso Senhor Jesus Cristo para fazermos dos próximos anos um Avivamento Bíblico.

Como podemos pessoalmente deixar um relato positivo e impactante na história que está sendo construída por cada um de nós? São muitas as formas para deixarmos uma boa história.

Uma vez que existem pessoas que entram na história, saem da história e não marcam a história, convido-te nesta oportunidade a ser uma pessoa que venha a fazer parte positiva da história de nossa comunidade.
Proponho três conselhos tirados em um resumo da história bíblica descrita em Romanos 16.
Romanos 16:7. Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim.

Não era tarefa fácil ser membro de uma Comunidade perseguida nos dias do império Romano.

1º É preciso aprofundar raízes: Pedra que muito rola não cria limbo. O exemplo a ser observado é do lendário bambu chinês que durante cinco anos somente finca raízes no solo e depois deste tempo faz conhecida sua estrutura acima da superfície. Um cogumelo surge e se forma em 6 horas de vida. Que importância tem um cogumelo?
Um carvalho se estabelece e se firma contra os temporais depois de cem anos de existência.
- É preciso ver longe em relação ao tempo a ser dedicado ao Senhor no seio de sua igreja.
- É preciso se dispor a pagar o preço em perseverança, paciência e demonstração de amor.
12. Saudai Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor. Romanos 16:6. 6 Saudai Maria, que muito trabalhou por vós.

- Entregue-se ao serviço de Deus com seus talentos naturais: Pedreiro, eletricista, capacidade administrativa, sua habilidade em costura etc.
- Use no serviço de Deus os dons que o Espírito Santo tem te dado: “Desperte o dom de Deus que está em você..” Paulo para Timóteo.
- Trabalhe, trabalhe muito, lembre-se que tudo na vida a gente semeia no presente para colher no futuro.
- O trabalho na igreja não é resultado apenas do esforço humano mas sobre tudo da ação da graça de Deus na vida do crente.
Para os trabalhadores Deus tem promessas: I Co 15: 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.

3. Coloque a Igreja acima de seus interesses Pessoais:  Para Priscila e Áquila a igreja era mais importante que suas próprias vidas. Valorize a Igreja de forma geral mas valorize particularmente sua Congregação, seu pastor, seu ministério de louvor seus obreiros eles são o melhor de Deus para sua igreja.

CONCLUSÃO:
1º)- FINQUE PROFUNDAS RAÍZES NO SOLO DA IGREJA ONDE VOCÊ ESTÁ SERVINDO AO SENHOR.  

2º)- TRABALHE, TRABALHE ABUNDANTEMENTE NA IGREJA E PELA IGREJA DE JESUS.


3º)- VALORIZE AO QUE DEUS VALORIZA – VALORIZE SUA IGREJA.

COMO BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO

 Jeremias 18.1-6 - Introdução: Este é um dos textos mais sugestivos da Bíblia. O profeta Jeremias é chamado para descer à casa do oleiro para ver como este molda o barro informe e faz dele um vaso belo, útil e precioso. Nesse importante relato temos grandes lições espirituais.


1. O oleiro dá forma ao vaso - O oleiro apanha o barro sem forma e dá a ele uma forma única e singular. 
Nós somos como esse barro... se ficamos longe das divinas mãos, somos como barro sem vida e sem forma. E Deus é o oleiro que toma esse barro, trabalha nele e o molda segundo o seu querer. 
- Interessante é que o barro é totalmente passivo nas mãos do oleiro... (já viu barro berrar, fazer birra, murmurar?) ...o barro recebe a forma que o oleiro quer – o oleiro é soberano.
- Deus é assim também, Soberano, Ele nos criou... como barro, não podemos nos rebelar contra o oleiro nem fazer nossa própria vontade – nos compete sujeitar humildemente à vontade de Deus.

2. O oleiro dá beleza ao vaso - O oleiro não apenas dá forma ao vaso, mas também dá beleza... 
A peça de barro é modelada, desenhada, pintada, levada ao forno e vitrificada. É um dos itens mais funcionais que existem e, também, um dos mais belos. 
- Nós somos feitos, formados, pelas mãos de Deus... as digitais de Deus e a beleza divina estão estampadas neste vaso... uma parte da Bíblia diz que somos “a menina dos olhos” de Deus... 
- Portanto, Deus não apenas nos criou, Ele também está nos modelando e nos transformando na imagem bela, bonita, perfeita, de Cristo. Deus está trabalhando em nós e nos refinando até que a beleza de Cristo seja vista em nós. (vaso que brilha como espelho)
- A glória do vaso não está no material, mas no que tem dentro: é a presença de Jesus que dá beleza e valor. O apóstolo Paulo escreve: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro...” (2Co 4.7).

3. O oleiro dá utilidade ao vaso - Normalmente, fazemos distinção entre o que é útil e o que é belo; entre o necessário e o elegante.  Um vaso é sempre útil... ele é moldado para ser usado com um propósito. 
- Nós somos salvos para sermos vasos de honra... sermos úteis, para isso precisamos estar limpos e sem rachaduras (pecados quando são cometidos danificam o vaso, sujam, arranham, trincam... quantos estão com a vida espatifada por causa do pecado?). 

- Um vaso é usado para ornamentar e para transportar algum conteúdo.  Como vasos de honra, refletimos a glória do nosso Deus e transportamos essa glória da sua presença...  E Deus não faz vasos em série, cada um é singular, único. (o belo e o útil deve estar em seu devido lugar)

4. O oleiro faz de novo o vaso estragado - O oleiro não jogou fora o vaso que se lhe estragou na mão, mas fez dele um outro vaso, um vaso novo conforme sua vontade. Deus não joga fora o vaso que foi danificado. “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?” (Jr 18.6). 
- O pecado nos estraga, danifica, corrompe... mas Deus não descarta nenhum de nós na lixeira... ao contrário, faz como o oleiro que amassa e pressiona, estica e comprime o barro... 
- Deus não desiste de nós... Ele nos dá uma segunda chance e nos oferece a oportunidade de recomeçar uma nova caminhada. 
 - Deus faz do vaso partido um novo vaso... é um processo doído às vezes, porque Deus amolece o barro, amassa, molda e depois o leva ao fogo. 
 - Aí então, depois desse processo, surge um vaso novo, bonito, útil e precioso... um vaso de honra! 

CONSTRUINDO MUROS


 - Neemias - 6 : 15 -23 - Intro: Após obter autorização do rei Artaxerxes para a reconstrução de Jerusalém, Neemias chega a cidade que estava destruída, imediatamente a obra começa. Porque era tão importante reconstruir os muros?: Sem os muros não se havia separação dos inimigos, com os muros rachados a cidade estava sem proteção, os inimigos entravam e saiam a hora que queriam, seu paganismo, suas idolatrias continuavam dentro dos muros de Jerusalém, Neemias então diz: "edifiquemos os muros e deixemos de ser vergonha. 2:17". 
Com os muros erguidos a cidade se fortalece e os inimigos ficam do lado de fora, 
1. Para reconstruir os muros Neemias enfrentou o escárnio ( Neemias  4:1-3). 
Uma das armadilhas mais usadas por Satanás é o descaso, e foi isso que ele usou contra Neemias.
·  Fracos judeus (v.2). - Vocês são fracos, desqualificados, não são especialistas em muros, Vocês acham que vão mesmo terminar esta obra? Desistam vocês nunca irão terminar isso, seu Deus não liga para vocês.
·  Pedras queimadas (v.2). - Quando as pedras calcarias são queimadas elas se tornam muito moles e perdem a durabilidade, então estavam dizendo este muro vai cair logo não vai durar, até uma Raposa derrubará seu muro, vocês estão perdendo seu tempo, desistam nós somos mais fortes do que vocês. 
·   Provocam a ira (v.5). - Enquanto os homens estavam trabalhando para reconstruir seus muros o inimigo lá estava, provocando, tentando desviar suas atenções da obra, tentando irritá-los. - Muitas vezes em nossas vidas nós estamos querendo levantar os muros, pode ter certeza que Satanás vai tentá-lo a desistir, vai rir de você, vai dizer você é muito fraco para fazer isso, Deus não está se importando com você, você já caiu uma vez vai cair de novo. 

2. Para reconstruir os muros Neemias sofreu ataques do inimigo (Neemias 4:7-8). 
O inimigo uniu forças (v.8). 
·       Os arábicos eram liderados por Gesém (Neemias 2:19).
·        Os amonitas eram liderados por Tobias (Neemias 2:19).
·        Os asdoditas (Filisteu) foram incitados por Sambalate.
Como reagiu Neemias aos ataques do inimigo?  (4:11). 
·       Com oração (Neemias 4:9).
·       (Neemias 4:9). - distribuiu o povo (4:13).
·       - armou o povo (4:13). - metade trabalhava a outra metade vigiava (4:16). - os carregadores, uma mão com espada e a outra com a carga (4:17). - os edificadores traziam a espada na cinta (4:18). - todos estavam prontos (4:23).
·       Vigiando (Neemias 4:21). - O vale de Ono ficava a aproximadamente a uns 32 Km de Jerusalém, a intenção de Sambalate e seus amigos era a de afastar Neemias da obra, para que na sua ausência atacassem a cidade e até mesmo com a intenção de matá-lo no vale. Neemias disse: "Estou fazendo grande obra" Satanás vai nos fazer convites para nos desviar da obra do Senhor,
·       ele vai insistir, colocará em nossos caminhos a mulher adúltera,
·       jovens vocês serão convidados aos prazeres da mocidade, se não considerarmos a obra de Deus como prioridade iremos aceitar o convite. MAIS A OBRA QUE DEUS TEM COM VOCÊ É GRANDE E ELE TE MANDA FAZER.

Conclusão: Assim em meio à zombaria, ataques, calúnia e traição a obra foi concluída em 52 dias.
Não se preocupe se ao tentar consertar sua vida você sofrer ataques, lembre-se esses ataques podem vir até de dentro da sua própria casa ou igreja, tenha sempre em mente esta grande verdade: “O Deus dos céus é quem nos dará bom êxito.”




UNIDADE E VISÃO.

Gênesis 11:1 - 9 e Mateus 18:19, 20.
Unidade é Ação coletiva, que tende a um único objetivo; coesão; integração; união. Na unidade não significa que todos se tornam iguais, que as diferenças desapareçam, mas significa que cada um abre mão do seu “pensamento próprio” para caminhar junto numa mesma visão, num mesmo propósito com os demais, para o cumprimento de metas estabelecidas pela liderança ou coletivamente.

Unidade é um assunto muito sério. Unidade é um assunto tão importante para Deus, que Jesus antes de ser crucificado passou um longo tempo ministrando e intercedendo por seus discípulos e por todos nós, para que pudéssemos aprender e receber o espírito da unidade, nos tornando um só com Cristo e um só uns com os outros. Jesus disse que o mundo só o conheceria se visse esse espírito de unidade em nós (João 17:21-23). E também em Gênesis 11:1-9 nós vimos que a unidade atrai a atenção de Deus, que a um povo unido nada se torna impossível.

Podemos identificar alguns motivos ou causas que fazem com que as pessoas deixem de andar em unidade:
– Egocentrismo: porque acham que sua opinião ou seu jeito de fazer é melhor do que o de seu líder ou do coletivo.
– Competição: querem sempre estar “certas” e serem “melhores” que os outros ou que seus líderes.
– Auto-pastoreio: não conseguem se abrir para serem ensinadas, conduzidas, pastoreadas, caminhar em bando como as ovelhas.

Judas versículo 12 fala que essas pessoas que se auto-pastoreiam, ou seja, que são pastores de si próprias e não se submetem a pastores e líderes espirituais, são iguais a “nuvem sem água” e “árvores sem raízes”, são estéreis e não geram frutos que permanecem.
– Opressão maligna: há um espírito maligno atuando em suas vidas. Em alguns casos é um legado de orfandade, quando as pessoas não tiveram a figura paterna presente e acolhedora na sua infância.
Em outros casos trata-se de um “espírito de bode” mesmo, que gera pessoas solitárias, que não sabem viver em bando como as ovelhas. Mas para todos esses casos é possível a cura e a libertação em Cristo Jesus.

A unidade é o propósito de Deus para o seu povo, pois Ele é o General de dois exércitos: um Exército Celestial, formado pelos anjos, arcanjos e querubins; e um Exército Terreno, formado pela Igreja, que é o Corpo de Cristo. E num exército todos os soldados e pelotões marcham uníssimo, como “um só homem”, no mesmo compasso e na mesma direção. 2015 será o ano de aprendermos e praticarmos a unidade, bem como, trabalharmos a nossa visão.

Deus Abençoe: Pr. Joel Medeiros.

OS ANJOS

Ao nosso redor há um mundo de espíritos, muito mais populoso, mais poderoso e de maiores recursos do que o nosso próprio mundo visível de seres humanos. Bons e maus espíritos dirigem os passos em nosso meio. Passam de um lugar para outro com a rapidez de um relâmpago e com movimentos imperceptíveis. Eles habitam os espaços ao redor de nos. Sabemos que alguns deles se interessam pelo nosso bem-estar; outros, porém, estão empenhados em fazer-nos mal.

Os escritores inspirados fazem-nos descortinar uma visão desse mundo invisível a fim de que possamos ser, tanto confortados como admoestados.
I. OS ANJOS
1. Sua natureza.
Os anjos são:
(a)             Criaturas, isto é, seres criados. Foram feitos do nada pelo poder de Deus. Não conhecemos a época exata de sua criação, porém sabemos que antes que aparecesse o homem, já eles existiam havia muito tempo, e que a rebelião daqueles sob Satanás se havia registrado, deixando duas classes — os anjos bons e os anjos maus. Sendo eles criaturas, recusam a adoração (Apoc. 19:10; 22:8, 9) e ao homem, por sua parte, é proibido adorá-los. (Gal. 2:18)
(b)             Espíritos. Os anjos são descritos como espíritos, porque, diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem à vontade, e movimentam-se com uma rapidez inconcebível sem usar meios naturais. Apesar de serem puramente espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem. (Gên. 19:1-3.)
(c)             Imortais, isto é, não estão sujeitos à morte. Em Lucas 20:34-36, Jesus explica aos saduceus que os santos ressuscitados serão como os anjos no sentido de que não podem mais morrer.
(d)             Numerosos. As Escrituras nos ensinam que seu número é muito grande. "Milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões" (Dan. 7:10). "Mais de doze legiões de anjos" (Mat. 26:53). "Multidão dos exércitos celestiais" (Luc. 2:13). "E aos muitos milhares de anjos" (Heb. 12:22). Portanto, seu Criador e Mestre é descrito como o "Senhor dos exércitos".
(e)             Sem sexo. Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não têm sexo; não propagam a sua espécie. (Luc. 20:34, 35.)
2. Sua classificação.
Visto como "a ordem é a primeira das leis do céu", é de esperar que os anjos estejam classificados segundo o seu posto e atividade. Tal classificação é implícita em 1Ped. 3:22, onde lemos: "os anjos, as autoridades, e as potências". (Vide Col. 1:16; Efés. 1:20, 21.)
(a)             Anjo do Senhor. A maneira pela qual o "Anjo do Senhor" é descrito, distingue-o de qualquer outro anjo. É-lhe atribuído o poder de perdoar ou reter pecados, conforme diz o Antigo Testamento. O nome de Deus está nele. (Êxo. 23:20-23.) Em Êxo. 32:34 se diz: "Meu anjo irá adiante de ti"; em Êxo. 33:14 há esta variação: "Minha presença (literalmente, 'meu rosto') irá contigo para te fazer descansar." As duas expressões são combinadas em Isa. 63:9; "Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o anjo da sua face os salvou." Duas coisas importantes são ditas acerca desse anjo: primeiro, que o nome de Jeová, isto é, seu caráter revelado, está nele; segundo, que ele é o rosto de Jeová , ou melhor, o rosto de Jeová pode-se ver nele. Por isso tem o poder de salvar (Isa. 63:9); de recusar o perdão (Êxo. 23:21). Veja-se também a identificação que Jacó fez do anjo com o próprio Deus. (Gên. 32:30; 48:16.) não se pode evitar a conclusão de que este Anjo misterioso não é outro senão o Filho de Deus, o Messias, o Libertador de Israel, e o que seria o Salvador do mundo. Portanto, o Anjo do Senhor é realmente um ser incriado.
(b)             Arcanjo. Miguel é mencionado como o arcanjo, o anjo principal. (Jud. 9; Apoc. 12:7; vide 1 Tess. 4:16.) Ele aparece como o anjo protetor da nação israelita. (Dan. 12:1.) A maneira pela qual Gabriel é mencionado, também indica que ele é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus (Luc. 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relação ao reino de Deus. (Dan. 8:16; 9:21.)
(c)             Anjos eleitos são provavelmente aqueles que permaneceram fiéis a Deus durante a rebelião de Satanás, (1 Tim. 5:21; Mat. 25:41.)
(d)             Anjos das nações. Dan. 10:13, 20 parece ensinar que cada nação tem seu anjo protetor, o qual se interessa pelo bem estar dela. Era tempo de os judeus regressarem do cativeiro (Dan. 9:1, 2), e Daniel se dedicou a orar e a jejuar pela sua volta. Depois de três semanas, um anjo apareceu-lhe e deu como razão da demora o fato de que o príncipe, ou anjo da Pérsia, havia-se oposto ao retorno dos judeus. A razão talvez fosse por não desejar perder a influência deles na Pérsia. O anjo lhe disse que a sua petição para o regresso dos judeus não tinha apoio a não ser o de Miguel, o príncipe da nação hebraica. (Dan. 10:21.) O príncipe dos gregos também não estava inclinado a favorecer a volta dos judeus. (Dan. 10:20.) A palavra do Novo Testamento "principados" pode referir-se a esses príncipes angélicos das nações; e o termo é usado tanto para os anjos bons como para os maus. (Efés. 3:10; Gal. 2:15; Efés. 6:12.)
(e)             Os querubins parecem ser de uma classe elevada de anjos relacionados com os propósitos retribuídos (Gên. 3:24) e redentores (Êxo. 25:22) de Deus, para com o homem. Eles são descritos como tendo rostos de leão, de homem, de boi e de águia, e isto sugere que representam uma perfeição de criaturas — força de leão, inteligência de homem, rapidez de guia, e serviço semelhante ao que o boi presta. Essa composição de formas e sua aproximação de Deus asseguram que "a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção" (Rom. 8:21, V.B.).
(f)              Os serafins são mencionados em Isaías, capítulo 6. Pouco sabemos acerca deles. Certo escritor crê que eles constituem a ordem mais elevada de anjos e que a característica que os distingue é um ardente amor a Deus. A palavra serafins significa literalmente "ardentes".
3. Seu caráter.
(a)             Obedientes. Eles cumprem os seus encargos sem questionar ou vacilar. Por isso oramos: "Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mat. 6:10; vide Sal. 103:20; Jud. 6; 1 Ped. 3:22).
(b)             Reverentes. Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus. (Nee. 9:6; Fil. 2:9-11; Heb. 1:6.)
(c)             Sábios. "Como um anjo... para discernir o bem do mal", era uma expressão proverbial em Israel. (2 Sam. 14:17.) A inteligência dos anjos excede a dos homens nesta vida, porém é necessariamente finita. Os anjos não podem diretamente discernir os nossos pensamentos (1 Reis 8:39) e os seus conhecimentos dos mistérios da graça são limitados, (1 Ped. 1:12.) Como diz certo escritor: "Imagina-se que a capacidade intelectual dum anjo tenha uma compreensão mais vasta do que a nossa; que uma só imagem na mente angelical contenha mais detalhes do que uma vida toda de estudos poderia proporcionar aqui."
(d)             Mansos. não abrigam ressentimentos pessoais, nem
injuriam os seus opositores. (2 Ped. 2:11; Jud. 9.)
(e)             Poderosos. São "magníficos em poder" (Sal. 103:20).
(f)              Santos. Sendo separados por Deus e para Deus, são "santos anjos" (Apoc. 14:10).
4. Sua obra.
(a)             Agentes de Deus. São mencionados como os executores dos pronunciamentos de Deus. (Gên. 3:24; Num. 22:22-27; Mat. 13:39,41,49; 16:27; 24:31; Mar. 13:27; Gên. 19:1; 2 Sam. 24:16; 2 Reis 19:35; Atos 12:23.)
(b)             Mensageiros de Deus. (Anjo significa literalmente "mensageiro".) Por meio dos anjos Deus envia: (1) Anunciações (Luc. 1:11-20; Mat. 1:20, 21). (2) Advertências (Mat.
2:13; Heb. 2:2). (3) Instrução (Mat. 28:2-6; Atos 10:3; Dan. 4:1317). (4) Encorajamento (Atos 27:23; Gên. 28:12). (5) Revelação (Atos 7:53; Gál. 3:19; Heb. 2:2; Dan. 9:21-27; Apoc. 1:1).
(c)             Servos de Deus. "não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?" (Heb. 1:14). Os anjos são enviados para sustentar (Mat. 4:11; Luc. 22:43; 1 Reis 19:5); para preservar (Gên. 16:7; 24:7; Êxo. 23:20; Apoc. 7:1); para resgatar (Num. 20:16; Sal. 34:7; 91:11; Isa. 63:9; Dan. 6:22; Gên. 48:16; Mat. 26:53); para interceder (Zac. 1:12; Apoc. 8:3,4); para servir aos justos depois da morte (Luc. 16:22). Lendo os versículos acima citados à luz das palavras de nosso Senhor em Mat. 18:10, alguns formaram a doutrina de "Anjos Protetores", a qual ensina que cada crente tem um anjo especial designado para guardá-lo e protegê-lo durante a vida. Eles afirmam que as palavras em Atos 12:15 implicam que os cristãos primitivos entenderam dessa maneira as palavras do Senhor. Não podemos ser dogmáticos sobre o assunto; entretanto, as promessas de ajuda por parte dos anjos são suficientemente numerosas e claras para proverem uma fonte de ânimo para todos os cristãos.
II. SATANÁS
Alguns afirmam que não existe tal ser, o diabo; mas depois de observar-se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: "Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe? As escrituras nos revelam:
1. Sua origem.
Leia Isa. 14:12-15; Ezeq. 28:12-19.
A concepção popular de um diabo com chifres, pés de cabra, e de aparência horrível teve sua origem na mitologia pagã e não na Bíblia. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer (literalmente, "o que leva luz"), o mais glorioso dos anjos. Mas ele, orgulhosamente, aspirou a ser "como o Altíssimo" e caiu na "condenação do diabo" (1 Tim. 3:6).
Notemos os antecedentes históricos nos capítulos 14 de
Isaias e 28 de Ezequiel. Muitos têm perguntado: "Por que os reis da Babilônia e de Tiro são mencionados primeiramente, antes de relatar-se a queda de Satanás?" A resposta é: o profeta descreveu a queda de Satanás tendo em vista um propósito prático. Alguns dos reis de Babilônia e Tiro reivindicaram adoração como seres divinos, o que é uma blasfêmia (Vide Dan. 3:1-12; Apoc. 13:15; Ezeq. 28:2; Atos 12:20-23), e faziam de seus súditos o jogo de sua ambição cruel.
Para poder admoestar os tais, os inspirados profetas de Deus afastaram o véu do obscuro passado e descreveram a queda do anjo rebelde, que disse: "Eu serei igual a Deus." Esta é a lição prática: Se Deus castigou o blasfemo orgulho desse anjo de tão alta categoria, como deixar de julgar a qualquer rei que se atreva a usurpar o seu lugar? Notemos como Satanás procurou contagiar nossos primeiros pais com o seu orgulho. (Vide Gên 3:5; Isa. 14:14).
Notemos como o frustrado orgulho e ambição ainda o consomem, a ponto de desejar ser adorado (Mat. 4:9) como "deus deste mundo" (2 Cor. 4:4), uma ambição que temporariamente será satisfeita quando ele encarnar o anticristo. (Apo. 13:4.)
Como castigo por sua maldade, Satanás foi lançado fora do céu, juntamente com um grupo de anjos que ele havia alistado em sua rebelião. (Mat. 25:41; Apoc. 12:7; Efés. 2:2; Mat. 12:24.) Ele procurou ganhar Eva como sua aliada; porém, Deus frustrou o plano e disse: "Porei inimizade entre ti e a mulher" (Gên. 3:15).
2. Seu caráter.
As qualificações do caráter de Satanás são indicadas pelos seguintes títulos e nomes pelos quais é conhecido:
(a)             Satanás literalmente significa "adversário" e descreve seus intentos maliciosos e persistentes de obstruir os propósitos de Deus. Essa oposição manifestou-se especialmente nas suas tentativas de impedir o plano de Deus ao procurar destruir a linhagem escolhida, da qual viria o Messias — atividade predita em Gên. 3:15. E desde o princípio ele tem persistido nesta luta. Caim, o primeiro filho de Eva, "era do maligno e matou a seu irmão" (1 João 3:12). Deus deu a Eva outro filho, Sete, que veio a ser a semente escolhida da qual procederia o Libertador do mundo. Mas o veneno da serpente ainda estava surtindo efeito na raça humana, e, no transcurso do tempo a linhagem de Sete cedeu às más influências e se deteriorou. O resultado foi a impiedade universal da qual resultou o Dilúvio. O plano de Deus, não obstante, não foi frustrado porque havia pelo menos uma pessoa justa, Noé, cuja família se tornou origem de uma nova raça. Dessa maneira fracassou o propósito de Satanás de destruir a raça humana e impedir o plano de Deus. De Sem, filho de Noé, descendeu Abraão, o progenitor de um povo escolhido, por meio do qual Deus salvaria o mundo. Naturalmente os esforços do inimigo se dirigiam contra esta família em particular. Certo escritor traça a astuta oposição de Satanás nos seguintes incidentes: A oposição de Ismael a Isaque, a intenção de Esaú de matar Jacó; e a opressão de Faraó aos israelitas. Satanás é descrito como procurando destruir a igreja, de duas maneiras: interiormente, pela introdução de falsos ensinos (1 Tim. 4:1; vide Mat. 13:38,39), e exteriormente pela perseguição (Apoc. 2:10).
Foi o que se verificou com Israel, a igreja de Deus do Antigo Testamento. A adoração do bezerro de ouro no princípio de sua vida nacional é um caso típico que constantemente ocorreu através de toda a sua história; e no livro de Ester temos o exemplo de um esforço feito para destruir o povo escolhido. Mas o povo escolhido de Deus tem sobrevivido tanto à corrupção da idolatria, quanto à fúria do perseguidor, e isso por causa da graça divina que sempre tem preservado um restante fiel.
Quando se cumpriu o tempo, o Redentor veio ao mundo, e o malvado Herodes planejou matá-lo; porém, mais uma vez Deus prevaleceu e o plano de Satanás fracassou. No deserto, Satanás procurou opor-se ao Ungido de Deus e desviá-lo de sua missão salvadora, porém foi derrotado; e seu Conquistador "andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do diabo".
Este conflito secular chegará ao seu clímax quando Satanás se encarnar no anticristo e for destruído na ocasião da vinda de Cristo.
(b)             Diabo significa literalmente "caluniador". Satanás é chamado assim porque calunia tanto a Deus (Gên. 3:2,4,5) como ao homem (Apoc. 12:10; Jo 1:9; Zac. 3:1, 2; Luc. 22:31).
(c)             Destruidor é o sentido da palavra "Apollyon"
(grego), "Abaddon" (hebraico) (Apoc. 9:11). Cheio de ódio contra o Criador e suas obras, o diabo desejava estabelecer-se a si mesmo como o deus da destruição.
(d)             Serpente. "Essa antiga serpente, chamada o diabo" (Apoc. 12:9) nos faz lembrar aquele que, na antiguidade, usou uma serpente como seu agente para ocasionar a queda do homem.
(e)             Tentador. (Mat. 4:3.) "Tentar" significa literalmente provar ou testar, e o termo é usado também com relação aos tratos de Deus (Gên. 22:1). Mas, enquanto Deus põe à prova os homens para seu próprio bem — para purificar e desenvolver o seu caráter — Satanás tenta-os com o propósito malicioso de destruí-los.
(f)              Príncipe e deus deste mundo. (João 12:31; 2 Cor. 4:4.) Esses títulos sugerem sua influência sobre a sociedade organizada fora ou à parte da influência da vontade de Deus. "Todo o mundo está no maligno" (no poder do maligno) (1 João 5:19) e está influenciado por ele. (1 João 2:16.) As Escrituras descrevem o mundo como sendo qual vasto conjunto de atividades humanas, cuja trilogia se resume nestas palavras: fama, prazer e bens. A esses três objetivos tudo está subordinado. Hábeis argumentos em defesa dos mesmos criam a ilusão de serem realmente dignos. Esses objetivos gozam ainda da vantagem de vastíssimo aparato literário, comercial e governamental, o qual constantemente reclama dos cidadãos do mundo o culto a esses objetivos, que, na mente, se associam aos mais elevados valores. Os aplausos do povo se dedicam àqueles que os conseguem. O juízo das coisas é pelo aspecto e o êxito aparentes, fundamentado sobre falsos postulados de honra e mediante falsas idéias de prazer, de valores e da dignidade da riqueza. Ademais, faz-se veemente apelo aos instintos inferiores da nossa natureza, apelo que se reveste da linguagem pretensamente (?)
3. Suas atividades.
(a)             A natureza das atividades. Satanás perturba a obra de Deus (1 Tess. 2:18); opõe-se ao Evangelho (Mat. 13:19; 2 Cor. 4:4); domina, cega, engana e laça os ímpios (Luc. 22:3; 2 Cor. 4:4; Apoc. 20:7, 8; 1 Tim. 3:7). Ele aflige (Jo 1:12) e tenta (1 Tess. 3:5) os santos de Deus. Ele é descrito como presunçoso (Mat. 4:4, 5); orgulhoso (1 Tim. 3:6); poderoso (Efés. 2:2); maligno (Jo 2:4); astuto (Gên. 3:1 e 2 Cor. 11:3); enganador (Efés. 6:11); feroz e cruel (1 Ped. 5:8).
(b)             A esfera das atividades. O diabo não limita as suas operações aos ímpios e depravados. Muitas vezes age nos círculos mais elevados como "um anjo de luz" (2 Cor. 11:14). Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos anjos (Jo capítulo 1), e pelo uso dos termos: "doutrinas de demônios" (1 Tim. 4:1) e "a sinagoga de Satanás" (Apoc. 2:9). Frequentemente seus agentes se fazem passar como "ministros de justiça" (2 Cor. 11:15). A razão que o leva a frequentar as reuniões religiosas é o seu malicioso intento de destruir a igreja, porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor, o homem torna-se vitima nas suas mãos inescrupulosas.
(c)             O motivo das atividades. Por que está Satanás tão interessado em nossa ruína? Responde José Hussiein: "Ele aborrece a imagem de Deus em nós. Odeia até mesmo a natureza humana que possuímos, com a qual se revestiu o Filho de Deus. Odeia a glória externa de Deus, para a promoção da qual temos sido criados e pela qual alcançaremos a nossa própria felicidade eterna. Ele odeia a própria felicidade, para a qual estamos destinados, porque ele mesmo a perdeu para sempre. Ele tem ódio de nós por mil razões e de nós tem inveja." Assim disse um antigo escriba judeu: "Pela inveja do diabo veio a morte ao mundo: e os que o seguem estão a seu lado."
(d)             As restrições das atividades. Ao mesmo tempo que reconhecemos que Satanás é forte, devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que creem em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (João 12:31), e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Apesar de sua fúria rugidora ele é um covarde, pois Tiago disse: "Resisti ao diabo e ele fugirá de vós" (Tia. 4:7). Ele tem poder, porém limitado. Não pode tentar (Mat. 4:1), afligir (Jo 1:16), matar (Jo 2:6; Heb. 2:14), nem tocar no crente sem a permissão de Deus.
4. Seu destino.
Desde o princípio Deus predisse e decretou a derrota daquele poder que havia causado a queda do homem (Gên. 3:15), e o castigo da serpente até o pó da terra foi um vislumbre profético da degradação e derrota final dessa "velha serpente, o diabo". A carreira de Satanás está em dissensão sempre. No princípio foi expulso do céu; durante a Tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Apoc. 12:9); durante o Milênio será aprisionado no abismo, e depois de mil anos, será lançado ao lago de fogo (Apoc. 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal.