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Síndrome do irmão mais velho

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A bacia e a Toalha
O que podemos aprender com esta ceia em que Jesus dar uma mensagem usando a bacia e a toalha para ilustrar algo que estava no seu coração? Quais são as marcas que Jesus deseja imprimir nos seus discípulos de todos os tempos com esta revolução?
A bacia e a toalha nos ensina que… 1. O serviço cristão exige INICIATIVA. (João 13.4,)
Nenhum dos discípulos havia se dado conta de que seus pés estavam sujos e precisavam ser lavados. Havia uma necessidade naquele lugar, mas ninguém era capaz de tomar a iniciativa. 
 Jesus, então, se levanta da mesa. E por que ele toma essa atitude? Porque conseguiu enxergar aquilo que ninguém havia enxergado: pés empoeirados, sujos que precisavam ser lavados. Não há serviço sem iniciativa, pois a iniciativa nos leva a enxergar as necessidades das pessoas que estão ao nosso redor, nos leva a ouvir os gritos dos esquecidos deste mundo.
O serviço cristão é um convite para nos levantarmos da nossa zona de conforto, da inércia espiritual que está sobre os nossos ombros e enxergarmos que há muita gente precisando da nossa ajuda.
A bacia e a toalha nos ensina que… 2. O serviço cristão exige HUMILDADE. (João 13.5,)
Para que isso acontecesse, Jesus precisou se dobrar. A grandeza do discípulo de verdade só se alcança quando ele é capaz de se dobrar. A bacia e a toalha é sempre um convite para descer, nunca para subir. 
 “Porém entre vós é diferente. Todo aquele que quiser ser importante deve ser o servo. Todo aquele que quiser ser o primeiro, deve ser o escravo de todos.” (Marcos 10.43-44,)
A bacia e a toalha nos ensina que… 3. O serviço cristão exige OBEDIÊNCIA. (João 13.13-15,)
Jesus não pediu algo aos seus discípulos que ele mesmo não fosse capaz de fazer. Como Mestre e Senhor, ele não precisava fazer aquilo, mas ele deu o exemplo. Jesus fez primeiro!
  • Jesus nos manda amar, porque ele nos amou primeiro;
  • Jesus nos manda perdoar, porque ele nos perdoou primeiro;
Não há nenhuma chance de ser um discípulo de Jesus aquele que não é capaz de obedecer as suas ordens. Certa vez, Jesus disse o seguinte aos seus discípulos: “Por que me chamam Senhor, Senhor, e não fazem o que eu digo?” (Lucas 6.46,)
 “… Aqueles que me amam, obedecem aos meus mandamentos.” (João 14.15,)
 “OBEDECER É TÃO NOBRE QUANTO COMANDAR”
De fato, a nobreza da nossa vida está no fato de sermos identificados como discípulos de Jesus, porque nossas atitudes e ações são as mesmas do nosso Mestre e Senhor. Jesus, hoje, quer mais do que a sua iniciativa e humildade. Ele quer a sua obediência, pois é pré-requisito para a utilização da bacia e da toalha.
Conclusão: Você foi criado planejado, moldado para servir a Deus, servindo às pessoas. Não há como dizer que você serve a Deus se você é incapaz de servir alguém que está perto de você. 
 A bacia e a toalha nos ensina que…
  1. O serviço cristão exige INICIATIVA
  2. O serviço cristão exige HUMILDADE
  3. O serviço cristão exige OBEDIÊNCIA
Você não quer, também, pegar uma bacia e a toalha, entrar nessa revolução de amor e iniciada por Jesus, o Mestre e Senhor? Aceite agora...


Caídos, Empurrados e Fugitivos.

Atos 20:7-12 Não são poucas as pessoas que encontramos de várias classes sociais e econômicas, de idade variada em que ao conversarmos um logo descobrimos que já passaram por alguma igreja, já foram membros de uma igreja. No texto que lemos encontramos um rapaz que saiu da igreja, e saiu pela janela.

 1º Grupo os furtivos - os rebeldes, são como ladrões e salteadores, traidores, atrevidos. II Timóteo 3:1-9

a) Fogem amarrados por uma Tereza, feita de trapos, trapos usados para conseguir seus objetivos. Feita de gente abatidas e fracas psicologicamente e de argumentos da mesma estirpe que são usados pelos traidores.

b) Há um grande grupo que é usado como farrapos humanos, depois são descartáveis.

c) Quem sai pulando a janela geralmente morre perto da igreja, como é o caso deste rapaz do texto.

d) A maioria das pessoas usadas nessa corda de fuga morrem rapidamente porque descobrem que foram usadas como massa de manobra para outros alcançarem seus objetivos sórdidos. Quer sair, saia mais saia pela porta, comunicando, pedindo a benção de seus líderes, que tirou os carrapichos de sua alma tantas vezes, que orou por você, ensinou, aconselho, renunciou, suportou suas fraquezas em dados momento, pois a honra e o respeito não faz mau a ninguém, só o bem.

2º Grupo os empurrados – os disciplinados pelos coronéis da ditadura e do legalismo pertencente ao partido nazista-xiita gospel. Mat. 23:4 e 13 - Alta repressão,

 a) Regras não embasadas na suficiência da excelência da palavra de Deus, muitos foram jogados para fora da igreja quando erraram uma única vez, foram tratados sem nem uma misericórdia, foram exposto ao ridículo pelo um tribunal superior. Que após sua sentença canta seu hino oficial, aquele composto por Chico Buarque: “joga pedra na geni ! ela feia pra apanha ! ela é feia pra cuspi !”

b) As santidade precisa ser atraente e curadora e não excludente e apodrecedora. Mt. 5:16 - brilhe a vossa luz diante dos homens para que glorifiquem a vosso pai que estar no céu.

3º Grupo dos caídos – os que fraquejaram, é este o caso do Êutico ele dormiu um sono pesado, é certo que muitos dormem acordados a fé e a empolgação podem adormecer quando Deus parece demorar em responder nossos gritos diante das tragédias. Não é romântico ver o problema aumentar enquanto o tempo passa, as vezas não entendemos nem aceitamos a vontade D’Ele.

a) É o caso de um dizimista fiel que ver o tempo passar e não entende porque Deus ainda não abriu a porta, da mãe que educou o seu filho tão bem e agora ele só dar trabalho, da jovem que tanto orou e já vai pra casa dos quarenta e a benção do casamento não vem, quantos motivos tem levado a muitos a se sentarem longe do altar, a colocarem parte de seu corpo fora da igreja, correndo o riscos. Caso caia sobre eles mais uma grama de dor é possível que não aguente e se arrebentem no chão.

b) Outros foram para a janela por problemas causados dentro da igreja, por eles mesmos ou por terceiros, geraram ódio, isolamento, desgosto, decepção. Se esse grupo não der a mão pra alguém segura é fácil cair, se desequilibrar, arrebentar-se no chão.

c) O cansaço físico como causa do sono, além da vida corrida o ativismo interno da Igreja não nos deixa o prazer do sagrado relacionamento com Deus durante o culto e ai adormecemos e caímos.

d) Ainda a programação da igreja pode causar isso, horários, arrumação, rotina, monotonia, falta de criatividade, a organização interna. Hb. 8:13

e) A igreja precisa ser acolhedora e um local de cura, precisa ter objetivos sem abrir mão dos valores morais, precisa ter espaço para todos servirem a Deus com seus dons e talentos, precisa ter uma programação ungida e ao mesmo tempo relevante, inteligente e atraente. Os líderes precisam ser cheio do Espírito Santo. At. 6:3. O pior é que caídos estão sendo esquecidos, desprezados, deixados para traz mortos do lado de fora, à mercê dos urubu. 

Quer saber como a igreja resolve esse problema, quer saber o que precisa ser feito com urgência pelas nossas igrejas?

CONTINUA NO CULTO DE DOUTRINA QUINTA FEIRA NA ICBE.

2ª PARTE A SOCIEDADE QUE SOFRE A SÍNDROME DO DESCARTE.

Desde a seringa de injeção que antes era reutilizada por várias vezes, passando pelos nossos sapatos que antes passavam do irmão mais velho para o mais novo, até a garrafa de refrigerante, chegando ao ponto de descartar até pessoas, essa doença chegou as relações interpessoais, dentro da própria família cristã, alguém caiu não importa o quanto ele tenha sido correto antes da queda, caiu; “que morra” assim sendo existem 3 grandes problemas maiores que a própria queda:

1º corremos o risco de agir da mesma forma, a indiferença por ter se tornado comum, acabamos achando que o certo é as vezes não fazer nada pelo caído. Ficamos tão decepcionados com os traidores que nos tornamos duros e secos em relação aos que foram usados como tereza, ou com os que foram empurrados. A amargura da alma nos leva ao fechamento de nosso coração ao perdão.

2º fechamos o nosso caixão e nos tornamos hipócritas. Certo que a moda é descartar, quando o problema for conosco, quando acontecer algum vacilo na nossa caminhada, das duas uma: Ou vamos continuar mascarados de super-heróis, procurando demonstrar que não caímos mesmo estando quebrado, hipocrisia. E isso se dar por saber que ninguém se importa, nem socorre. Ou vamos desistir de voltar para Deus e para a família cristã, nos entregando cada vez mais a morte espiritual, voltar para a casa do pai pode gerar o medo da guilhotina, da vergonha ou da cadeira elétrica da inutilidade.

3º conhecemos um Deus que também descarta os feridos, passamos a ver Deus da mesma forma que nos vemos, comparação gerada pela repetição das ações. Na parábola do filho pródigo cp 15 de Lucas, o filho diz “não sou digno de ser filho, trata-me como escravo” ele achou que o pai era incapaz de perdoa-lo. Pergunta: qual igreja aceitaria o nojento pródigo de volta e investiria alto ne dando-lhe uma roupa nova? O que é preciso ser feito com urgência?

 1º A grande valorização de uma alma. Pessoas valem mais do que prédios ou programas, no dia em que Êutico caiu era uma dia importante para a igreja em Trôade, pois o apóstolo Paulo era o pregador da noite, era também um culto de ceia, casa cheia. De repente todo o programa foi interrompido, alguém caiu da Janela. Quem? Um parente de Paulo?, um presbítero?, um filho de uma família influente?, não era um jovem rapaz, porém Paulo parou imediatamente a reunião priorizando a vida do rapaz.

2º A prática da humanidade: é preciso descer, Paulo desceu do terceiro andar, e ainda desceu sobre o rapaz ouvindo o seu coração. Descer não é fácil, pra socorrer os outros então é mais difícil ainda. Filip. 2:5-8, Jesus desceu. Não há como socorrer caídos sem descer.

 3º O poder de abraço associado a um coração apaixonado pelas almas. Não foi um abraço litúrgico, foi um abraço de vida. O abraço é sinônimo de envolvimento, de sentimento.

4º - Correr risco no exercício da compaixão, a lei judaica proibia tocar em cadáver até de animais (Lev. 21:1-12) Paulo sabia deste risco, porém não hesitou. Ele também estava correndo o risco da fofoca da perda da autoridade, gente que não faz nada pra ajudar só atrapalha vive de observar seus vacilos, os descumprimentos da lei com intenção de esconjurarem. Risco de se decepcionar, pois nem sempre pessoas abraçadas correspondem positivamente ao investimento feito, e se Êutico não ressuscitasse?

 5º - Afirmar a possibilidade de completa recuperação. Seu filho de uma égua! Seu possesso! Quem mandou você sentar na janela? Eu já sabia que você ia cair! Quando vi senti na hora, esse ai? É um vagabundo, isso não fica na igreja nem um mês. Não foi nada disso que Paulo falou, não diagnosticou, não chamou a atenção pra não envergonhar o rapaz, apenas declarou: não vos perturbeis que a vida estar nele. Irmão os caídos não precisão mais de diagnósticos, de ponta pés, precisão de uma palavra de cura.

 6º - A difícil arte do disciplinado de um “ex-janeleiro” de um “ex-morto”

 3ª PARTE QUER SABER ? PRÓXIMA QUINTQ FEIRA CULTO DE DOUTRINA NA ICBE.

10° Congresso de mulheres da igreja de Cristo em Boa Esperança

Coral Louvores de Sião Cantando, maravilhoso

O silêncio de Deus também é uma resposta.


 O silêncio incomoda. Por mais paradoxal que pareça. Sim, o silêncio constrange, perturba, inquieta e nos desafia a quebrá-lo. Vivemos em meio a um burburinho. Sirenes, motores, vozes e caixas sonoras com potências desconhecidas pelo decibelímetro. 
Arrisco dizer que isso é só uma projeção dos barulhos internos que povoam a alma de cada um de nós. Num jogo de futebol, um minuto de silêncio, é apenas vinte ou trinta segundos. 
Num culto, a oração silenciosa de alguns minutos, torna-se, para muitos de nós, uma eternidade. 
Em casa, o vozear da televisão ou do rádio, desfaz o medo da solidão e do silêncio.
Para nós crentes, há um silêncio ainda mais perturbador. O silêncio divino. Deus, às vezes, também silencia e o céu se cala. Eu, possivelmente como você, já vivi a experiência do silêncio divino. Davi também: "Deus meu clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego" (Sl. 22:2). A oração mais comum em tempos de quietude celestial é: "Ó Deus não te cales; não te emudeças..." (Sl. 83:1). 

Já orei por uma questão seriamente complicada, que só a intervenção divina parecia possível solucionar, mas me recordo que dias depois o problema persistia de forma ainda mais grave. Foi uma séria crise com o silêncio divino, talvez com a audição divina. Afinal, antes de pensar que Deus não me respondera, inferi que Ele não me ouvira. Mas logo, sobrenaturalmente, minha dúvida quanto a suposta surdez de Deus se dissipou. Então, eu sabia que Deus havia me ouvido, mas ainda não entendia, porque não havia me respondido. 
Foi em meio às circunstâncias e experiências desse tipo que o conceito de fé se tornou mais nítido pra mim. 

Compreendi o significado da crise de Habacuque diante do silêncio divino: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?" (Hc. 1.2), e da resposta de Deus conclamando o homem à fé: "... mas o justo viverá pela sua fé." (2:4). Teceu-se diante de mim o conceito de que fé é muito mais do que poder operador de milagres, é antes descanso num Deus soberano e bondoso. Alguém disse certa vez que "ter fé, quando não há milagres, é um milagre maior do que ter fé para operar milagres". 

Portanto, a fé que agrada a Deus é muito mais do que o poder que opera o impossível, mas a convicção, que diante do soberano silêncio de Deus, não arrefece nem se amargura. 
Já me impressionei muito com testemunhos de milagres, eles ainda me comovem. Mas nada me fortalece mais do que ver crentes que, mesmo diante do silêncio, dores ou tragédias,  e ausência de milagres; continuam a confessar: "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação." (Hc. 3: 17-18) 

Deus Abençoe: Pr. Joel Medeiros

 OS TRÊS PREGOS DA CRUZ NA VIDA CRISTÃ - Marcos 8.34-38
-Introdução: Presume-se que na crucificação foram usados três pregos: um para cada mão e outro nos dois pés apoiados um sobre o outro. Por isso vamos usar estes três pregos como ilustração para falar sobre esta crucificação do eu (Gálatas 2.20).
A doutrina da cruz é o Evangelho. Embora pareça algo vergonhoso (v.38) diante dos homens e uma loucura que só pode ser entendida espiritualmente (I Coríntios 1.18). Precisamos ‘pregar’ mais sobre a cruz, mas para isso estamos expostos a estes ‘pregos’ que nos ferem e nos seguram pendurados na cruz.

Vamos refletir sobre os três ‘pregos’ que nos prendem à cruz:

1º Prego - NEGAÇÃOv.34 “a si mesmo se negue”.
A primeira coisa que nos prende à cruz é a difícil tarefa de negar as vontades da carne. Este negar a si mesmo é dizer não para o próprio querer. Estamos acostumados a dizer não para as pessoas, mas não é fácil dizer não para o eu.
Experimente fazer isso: diante de uma vontade qualquer, diga a você mesmo que não vai fazer. Será uma grande luta entre a carne e o espírito, (Marcos 14.38). Isso dói como uma martelada. Talvez a prática do jejum seja pra ilustrar isso.
 Quando resistimos ao pecado em prol da vontade de Deus estamos crucificando nossa carne com o pecado (Hebreus 12.4).

Diga não às suas vontades pecaminosas!

2º Prego - SEGUIRv.34 “tome a sua cruz e siga-me”.
O segundo prego representa o discipulado. Quando seguimos Jesus estamos indo na mesma direção que Cristo rumo ao calvário. Muitos querem seguir pessoas famosas e bem sucedidas. Mas seguir a um condenado rumo à crucificação é algo que poucos fariam. Contudo Jesus foi à nossa frente levando o peso dos nossos pecados (Isaías 53.3,4).
Seguir significa repetir os mesmos atos. Ir à mesma direção. Ao seguir Jesus estamos deixando de ir para onde queremos para ir onde Jesus está (I João 2.6). Como Simão Cireneu que seguiu Jesus na crucificação e por isso teve que ajudar a levar a cruz (Lucas 23.26).
Quando seguimos a Jesus, estamos com os pés presos à cruz e de lá não podemos sair até sermos ressuscitados para uma nova vida.
Siga o exemplo Cristo em tudo que fizer!

3º Prego - PERDERv.35,36 “quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á”.
A terceira martelada é uma das mais dolorosas. Estamos acostumados a ganhar e receber. Ninguém gosta de perder. Por isso dói tanto quando passamos pela cruz nas perdas da vida. Contudo é preciso perder para ganhar (Filipenses 2.7-9).
A mão perfurada pelo prego da perda não tem forças para segurar suas opiniões e desejos. Este prego nos faz sentir incapazes de pegar qualquer coisa, com a mão vazada tudo se escorre pelas feridas. Assim nos sentimos quando perdemos.
Quando passamos pela crucificação abrindo mão de qualquer coisa em prol de nossa fé em Jesus, ficamos presos à cruz como Cristo estava. Mas é neste momento que nossos braços estão abertos para Deus (Colossenses 2.12). Não importa o que você perdeu e sim o que ganhará na ressurreição (I Coríntios 4.14).

Para ganhar é preciso perder! Não deixe a sua cruz!

-CONCLUSÃO: Os pregos na cruz não seriam suficientes para prender Jesus, nem mesmo para mata-lo. O que o prendeu ali foi o seu amor pelas almas, que o fez morrer voluntariamente por nós (João 10.18).
O que nos prende à cruz são estes ‘pregos’ do negar a si mesmo, do seguir a Cristo e perder as coisas do mundo. Toda vez que passamos por estas coisas ficamos mais presos à nossa cruz. Embora na cruz não conseguimos fazer nada, isso é ótimo, porque então Deus realiza tudo em nós.

Abra as mãos e leve sua cruz!

As quatro propostas de Faraó


- Êxodo 8:25,28, 10:8-11, 24
Quando Deus apareceu a Moisés no Monte Horebe, deu-lhe uma missão quase impossível: “Vem agora, pois, e Eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito”.
E tendo aceitado aquela missão, Moisés enfrentou a astúcia do soberano do Egito, que não tinha nenhuma vontade de deixar o povo ir. 
Por quatro vezes Faraó tentou enganar Moisés, mas não logrou êxito.

1.       A primeira proposta (Êxodo 8:25)
“Então chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.”
A proposta do rei do Egito pode ser colocada dessa forma: Vocês para adorar ao Deus de vocês, contanto que permaneçam no Egito.
O rei estava propondo que eles adorassem com liberdade, mas que permanecessem aceitando a condição de escravos.
Lembremos que o Egito tem o simbolismo da velha vida. Da vida sem Cristo, no pecado.
Sacrifício no Egito significa querer ter uma vida de adoração sem transformação, sem renúncia e abnegação por amor a Deus.
A proposta é: Adorem a Deus sem mudança de vida. Adorem, porem permaneçam no Egito – “Na velha vida que tinham sem Deus”.
Deus não aceitaria um sacrifício na terra da escravidão. O Egito simboliza o mundo. Deus recebe a adoração daqueles que rompem com o Egito.  
A mensagem de Deus é: Arrependei-vos e convertei-vos dos maus caminhos.
O Egito é a terra da escravidão e o Faraó simboliza satanás, e Moisés, o libertador, uma figura do Cristo. Moisés recusou a proposta de Faraó e não houve acordo. Sai pra fora para adorar!

2.       A segunda proposta (Êxodo 8:28)
“Disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor, vosso Deus, no deserto; somente que indo, não vá longe; orai também por mim”.  – A proposta da filosofia de vida cristã em parceria com o pecado.
Por trás daquela proposta escondia outra armadilha: a de sacrificar perto do Egito, não radicalizar, “crente Raimundo”.
Esta segunda proposta é equivalente a dizer sacrifiquem ao Deus de vocês, mas fiquem por perto, não se afastem da influência do Egito.
Isto significava coxear entre dois caminhos. Morar na divisa do Egito era tão perigoso quanto estar no Egito.
Quem aceita Jesus, mas não rompe com as velhas amizades ou com as antigas influencias que nos afastam tenha dificuldades na caminhada com Cristo. Ficar sob a influência do Egito é como estar na situação da semente entre os espinhos, que não frutificou porque foi sufocada.

3.       A terceira proposta (Êxodo 10: 8-11)
Vocês podem ir adorar o SENHOR, seu Deus. Mas eu quero saber quem é que vai. 9 Moisés respondeu: —Iremos todos nós, com as nossas crianças e os nossos velhos. Levaremos os nossos filhos e filhas, as nossas ovelhas e cabras e o nosso gado, pois temos de dar uma festa em honra de Deus, o SENHOR. 10 Então o rei disse: —Pois que o SENHOR vá com vocês! Mas não vou deixar que vocês levem as suas mulheres e os seus filhos! 11 Não! Somente os homens podem ir adorar ao SENHOR, se é isso o que vocês querem. E Arão e Moisés foram expulsos da presença do rei.
A proposta é: vá mas deixe para trás as suas famílias.
Esta proposta mostra a intenção do adversário em impedir que toda a família sirva ao Senhor, e seja assim usada para dificultar a caminhada daquele que já foi liberto. - Oremos por nossas famílias, especialmente por nossas crianças e não as deixemos para traz. Lembremos da declaração de Josué: “Eu e a milha casa serviremos ao Senhor”

4.       A quarta proposta de Faraó. (Êxodo 10. 24) – E Faraó chamou Moisés e propôs: “Ide e servi ao Senhor, as crianças também podem ir, mas vão ficar as ovelhas e as vacas”.
Esta proposta é estratégica. Faraó está dizendo: adorem ao Deus de vocês, mas deixem, seus bens sob minha influência.
Muitos sofrem deste mal nos dias de hoje. Dizem ser de Deus, mas seus bens estão sob a influência do mal, não servem pra adoração.
Um povo sem vacas, sem ovelhas, sem bens, não teria o que ofertar, o sacrifício ficaria comprometido, afetaria o psicológico e assim a adoração, também ficaria comprometida. Seja os nossos bens pra honra do Senhor! Provérbios 3:9-10

Conclusão

Faraó mandou chamar a Moisés pela última vez, na calada da noite, e disse: Levantai, e saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, e servi ao Senhor, como tendes dito. Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide e abençoai-me também a mim. “E os egípcios apertavam o povo, apressando-se para lançá-los fora da terra com receio de serem todos mortos pelo Deus de Israel. E fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios vasos de prata, vasos de ouro e vestes. E saíram em vitória, livres e prósperos.

QUEM ESTAR NO ALTO DA FIGUEIRA?

Lucas 19: 1-10 - De um lado, há pessoas que se acham tão boas que nem imaginam que precisam de salvação; de outro lado, há pessoas tão assumidamente más que ninguém acredita que podem ser salvas, nem eles mesmas. Nesta história, o amor de Deus em Cristo Jesus alcança o coração de Zaqueu em duas  POSIÇÕES:

1.       QUANDO ELE ESTAVA LÁ NO ALTO - Muitas pessoas têm “subido em árvores” para ver Jesus. Mas, o quê isso significa?  Zaqueu não subiu naquela árvore para ser discípulo de Jesus, não! Os discípulos andavam ao lado de Jesus. Ele pretendia apenas dar uma olhadela "por cima" para matar a curiosidade e poder fazer um juízo (ainda que superficial) do Mestre. É o que muitos têm feito: Vão uma única vez a uma igreja evangélica, geralmente a convite de um amigo ou parente, dão uma "olhadela por cima", matam a curiosidade e, milagrosamente, de uma hora pra outra, se tornam "doutores" no assunto, com uma lista das coisas de que não gostaram "na igreja dos crentes"(como se o culto "dos crentes" devesse ter a preocupação de agradá-los). Não se aprofundam no assunto.
QUEM ESTAR NO ALTO DA FIGUEIRA?

  • a)      O alto da Figueira é o lugar onde estar os que não tem compromisso com a caminhada, com o discipulado.
  • b)      O alto da Figueira é o lugar de quem quer ser apenas espectador, dos que não pisa no chão da igreja.
  • c)       O alto da Figueira é o lugar dos que querem ser alto, porem há realidade os impõe limites, sonhadores.
  • d)      No alto da figueira estar os que pensam que são e não são. (os salto alto, os peito de pombo)


Tornam-se orgulhosos e presunçosos. Mas, o amor de Deus alcançou Zaqueu no alto daquela árvore, e Jesus lhe disse: ZAQUEU, DESÇE DEPRESSA! ANTES QUE O ORGULHO INVADA SEU CORAÇÃO.
Não importa quão alto uma pessoa pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.

2. QUANDO ELE ESTAVA POR BAIXO - Lá na árvore Zaqueu estava “por cima”, era “o tal”. Rico, isolado, intocável. Quase um rei.
Mas, na intimidade de sua casa a história era outra. Quando botava a cabeça no travesseiro, Zaqueu sabia que era um ladrãozinho sem-vergonha, odiado e desprezado por seu próprio povo. Um solitário e miserável pecador. 

Quase sempre é assim, em público bancamos o tal, mas, na intimidade do nosso coração sabemos exatamente quem somos.

Mas, o amor de Deus alcançou Zaqueu no mais profundo abismo em que sua alma se encontrava, e Jesus lhe disse: CONVIDE-ME A ENTRAR EM SUA CASA! NÃO HÁ PECADOR TÃO PECADOR QUE MEU AMOR NÃO POSSA ALCANÇAR.
Jesus queria se encontrar com Zaqueu em sua intimidade, trabalhar o vazio do seu coração e a falta de expressão da sua existência.

Quando Jesus entrou em sua casa, acabou-se a farsa, Zaqueu se levantou, admitiu publicamente seus pecados e se propôs a fazer um imenso concerto em sua vida. QUANDO JESUS ENTRA ACABA-SE A FARSA. A verdade vem à tona. Não importa quão por baixo uma pessoa pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.

CONCLUSÃO: Não importa quão ALTO ou quão POR BAIXO uma pessoa está ou pensa estar, o amor de Deus em Cristo Jesus é capaz de alcançá-lo.


REFUGIANDO-SE NO ZIMBRO


- "Elias, foi sentar-se embaixo de um pé de zimbro e pediu a morte" I Rs 19:4
É difícil entender como alguém de relacionamento tão íntimo com Deus, cheio do Espírito Santo, chegue a tal situação. Elias, não foi o primeiro, e não será o único. Por todos os dias, desfrutamos de misericórdia e fidelidade Divina, porém, quando as tribulações nos chegam, a falibilidade humana tende a esquecer da infalibilidade de Deus. Elias estava desanimado, angustiado e cheio de dúvidas: Ameaçado de morte, foge da terrível Jezabel e refugia-se no deserto, embaixo de um pé de zimbro, pedindo a morte. 

Porque Elias foi para debaixo do pé de zimbro?
a) Perseguição (Jezabel o ameaçou de morte).
b) Pressão (Jezabel prometeu que em 24 horas Elias estaria morto).
c) Desanimo. (Elias parece ver que todo o seu trabalho foi em vão).
d) Solidão (Elias pensou que estava sozinho).

Ele preferia ser morto por Deus, a ser entregue a uma ímpia. Elias havia presenciado a morte, de muitos profetas, não esperava, contudo, que sua vez chegaria. Afinal, ele era amigo de Deus, com muitas promessas a serem realizadas. Isto já aconteceu com você? Acreditou firmemente nas promessas Divinas e de repente viu tudo conspirar contra? Deus, havia se esquecido de Elias? Haverá Deus, de se esquecer de mim e de você? Dos que O buscam e confiam em Sua providência?

Eu já estive como Elias. Foi quando escrevi o artigo: "Pastores que tem pés de bois". Estive, em um momento de grande angústia, vi uma porção preciosa de minha vida desmoronar. Parecia o fim. Não cheguei a pedir a morte, mas, era como se houvesse morrido. Me refugiei no "zimbro", A Palavra de Deus. (O fruto do Zimbro leva 3 anos para amadurecer, é conservante para carnes e aromatizante, como o é a palavra de Deus) As mensagens, que ministro, passam primeiramente por mim. Deus, me fala, me anima, me conforta, me corrige e me sinto na obrigação de fazer o mesmo. Porque sei, que outras vidas serão edificadas. Embaixo do "zimbro", recebo Água e Pão. Me fortaleço para prosseguir, confiante de que Deus está comigo.

Hoje, ao reler o artigo que escrevi a três anos atrás, vejo como Deus me foi fiel. Converteu o mau começo. Tornou tudo novo e melhor! Maravilhoso É O Senhor! Grande em poder e misericórdia! Elias caminhou solitário por um dia em direção ao deserto, sem comida nem água, em silêncio, sequer tinha forças para falar. Ao encontrar a sombra, contemplou a aridez do solo, o céu, sem nuvens, e erguendo sua voz, orou, a Deus. Não era a oração que Deus, queria ouvir, mas que Deus, sabia ser possível e previsível a todo e qualquer homem limitado e oprimido.

Satanás ataca-nos em nossos momentos de fraqueza. Foi assim com Jesus no deserto. Jesus teve fome, o inimigo lhe ofereceu pão. Ele se apresenta como a solução mais rápida e fácil. Foi assim com Elias: "Pede a morte você não precisa mais viver” essa voz, "martelava" na cabeça do profeta, assim como martelou na de Moisés, Jonas e Jô exatamente quando se acharam em grande aperto, eles, também pediram a morte. Ao nos sentirmos derrotados o inimigo quer tirar vantagens.

Graças a Deus porque estamos debaixo do Zimbro lá o anjo vem e nos alimenta.

Quando você estiver caminhando para o deserto, lembre-se, refugie-se no zimbro: "E deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis então que o anjo o tocou e lhe disse: levanta-te come" I Rs 19:5. Elias estava tão desanimado que comeu bebeu, mas dormiu novamente, isto pode acontecer conosco. Elias recebeu o Rhema de Deus. Deus falando especificamente para Ele. Uma palavra viva, tão viva que moveu o céu, um anjo, visível lhe animando, e Elias tornou a dormir. E pela segunda vez ouviu: "Levanta e come, te será muito longo o caminho" I Rs 19:7. O caminho foi realmente longo, o profeta, caminhou por quarenta dias no deserto, fortalecido por Deus.

Talvez, Elias desejasse comer e dormir para sempre, mas é impossível permanecer inerte quando Deus nos fala fazendo-nos saber que está conosco. Quando Deus fala tudo se transforma. Quando Ele diz: "Não temas, pois Eu estou contigo" Is 43:5, é impossível não se levantar. O profeta seguiu, porém, após os quarenta dias, tornou a se sentir fraco. Se refugiou em uma caverna, e Deus, novamente o falou através de uma brisa "mansa e delicada" Sal. 23. (algas tranquilas e pastos verdejantes). Elias estava obstinado em desistir, Deus, porém, não desistiu de Elias. Ele nunca desiste de nós. Por isso, "saia da caverna". Não se intimide pelas ameaças do inimigo. Coma e beba no "zimbro" e não desista.

"Senhor, mataram todos os profetas e só eu fiquei e buscam minha vida para matar-me" I Rs 19:14. Elias estava certo de que era o único naquela situação. Deus pacientemente o manda retornar, diz para ele ungir Eliseu como profeta para substituí-lo, por fim, revela a Elias que existiam mais sete mil homens (profetas), na mesma situação dele: ameaçados de morte, fugindo de Jezabel. Não somos os únicos a passar por tribulações, existem milhares de vidas em situação igual ou pior que a nossa.

A história de Elias teve um final feliz. Ele venceu em vida até ser arrebatado aos céus. Seus inimigos tiveram um fim trágico. Elias, com todas as suas falhas, foi agradável a Deus. Conosco, não é diferente. Deus nos ama. Mais do que nossa finita mente possa alcançar. Ele, não quer que desistamos, mas que nos refugiemos Nele. No "zimbro", onde Água e Comida nos fortalecerá rumo a vitória. Que as lições de Elias "homem sujeito ás mesmas paixões que nós" Tg 5:17, fale profundamente aos nossos corações, amém.

Lições de quatro leprosos sobre o Evangelho II Rs. 7. 3-11

O texto de II Reis mostra-nos um momento muito difícil. Uma grande fome estava assolando Samaria e para piorar a situação, o Exército Sírio cercou a cidade. A situação era desesperadora.

No meio dessa história, surgem 4 personagens improváveis. Improváveis, pois eram leprosos, e os leprosos nesse tempo eram pessoas que precisavam manter distância, existiam inclusive as cidades de refúgio, lugares afastados onde eles viviam isolados, quando entravam nas cidades vinham amarrados a sinos e gritando: “leproso” para que todos tivessem a oportunidade de manterem-se longe deles. Resumindo, eram excluídos do convívio social.

Mas esses quatro leprosos nos dar lições muito valiosas sobre o Evangelho.

1.     O Evangelho exige de nós uma saída de nosso comodismo.
O texto nos fala que esses homens estavam com fome, mas tranquilos, acomodados na porta das cidades.
Amados, nós temos a tendência de nos acomodarmos a tudo, até a coisas que de princípio nos são repulsivas. Desde um simples mau cheiro até situações de pecado, nos mais cedo ou mais tarde, acabamos nos acostumando e acomodando.
Infelizmente existem pessoas acomodadas com em seus pecados, aponto de não sentirem mais incômodo com tais práticas. Outros acomodados com situações vexatórias, desagradáveis, mas sem expressar nenhuma atitude. Outros ainda conformados com uma vida cristã medíocre, sem unção, sem frutos, sem o novo de Deus a cada dia.
Só que aqueles 4 homens chegaram a uma conclusão que eu e você precisamos chegar também. Eles disseram se nós ficarmos aqui, morreremos (vers. 3b). Essa é uma verdade a ser absorvida! Se continuarmos acomodados, acostumados com as situações que desagradam a Deus, vamos morrer!
Quantos casamentos, chamados, ministérios, sonhos, projetos mortos mediante nossa acomodação...
O Evangelho é para pessoas que decidem sair de suas zonas de conforto.

2.     O Evangelho nos traz riscos -
Outra conclusão que chegaram nossos quatro heróis leprosos é que indo ao encontro da comida poderiam morrer. Eles eram leprosos, não doidos... Consideravam os riscos.

Embora Evangelho signifique boas notícias, dentro delas, das boas notícias não havia o slogan “pare de sofrer” ou ainda “garantimos sombra e água fresca”. Veja a fala de Jesus em Lc. 21.12:
O Evangelho nos expõe sim a riscos, seja de ser visto como um alienado, atrasado, seja por nos impedir de sermos aceitos em alguns meios sociais, seja por nos colocar na alça de mira dos inimigos da cruz!

3.     O Evangelho é poder!
A cena descrita nos versos 6 e 7 é no mínimo hilária. O poderoso exército sírio ouve sons como de um grande exército com carros e cavalos, temem e fogem desesperadamente. No verso 8, o “poderoso exército” composto por quatro leprosos, quem sabe até sem algumas partes do corpo devido a lepra, invade o arraial sírio!

Paulo disse algo tremendo: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.” Rm. 1:16

4.     Evangelho é para ser compartilhado
Depois da entrada triunfal de nossos heróis, algo triste acontece... Por duas vezes o texto bíblico diz que eles escondem o que encontraram naquele local. Enquanto o povo padecia de fome, eles enchiam a barriga e escondiam o resto ignorando o desespero dos demais.

Nesse momento, vizinhos nossos estão famintos. Talvez não de pão, mas de esperança, de paz, de consolo, de força... E nós, domingo após domingo, comemos, comemos e ao sair do culto, escondemos tudo.

Cinco pilares da Igreja -

 Mateus 16.18
-Introdução: No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Catedral em Wittenberg 95 teses contra as os erros da igreja romana. Lutero estabeleceu cinco pontos de fé como base para a Igreja, conhecidos como cinco ‘sós’.
Quando foi pedido que Lutero se retratasse, ele disse: “A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio; a menos que eu seja persuadido por meio das passagens que citei; a menos que assim submetam minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus me ajude. Amém”.

Quais são as bases de uma Igreja Verdadeira?

Baseado na Reforma Protestante¹ e nos cinco fundamentos:

1. SOMENTE A BÍBLIA: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).
A Bíblia estava esquecida, chegando a ser proibida sua leitura pelo povo que só ouvia alguns trechos na missa em latim, de maneira que não compreendessem. Lutero gastou anos de sua vida traduzindo a Bíblia para a língua de seu povo, reuniu recursos possíveis e publicou a Bíblia para todos lerem.
A Bíblia na mão é marca do cristão protestante. A leitura bíblica é o centro do culto de uma Igreja verdadeira. Não existe outra verdade acima da Bíblia. Ela é a Palavra de Deus! A única regra de fé e prática para a vida cristã é a Sagrada Escritura.

Somente a Bíblia é a Palavra de Deus!

2. SOMENTE CRISTO: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Timóteo 2.5).
No tempo de Lutero havia muitos santos e imagens na Igreja e o povo acreditava que para cada coisa devia pedir a um santo especial. De tantos personagens que havia na
Igreja que a pessoa de Jesus Cristo ficava de lado e quase nada se sabia a seu respeito.
Por isso Martinho Lutero protestou por uma Igreja cristocêntrica. Jesus é o centro da Igreja. Foi Cristo quem morreu para dar vida e levantar uma Igreja. Somente Jesus é o nome que salva todos que o invocam (Atos 4.12). A Igreja deve orar somente ao Pai em Nome de Jesus (João 14.1314).
Um cristão verdadeiro acredita que somente Jesus salva e somente Ele é digno de receber nosso louvor e ouvir nossas orações. Não podemos confiar em homens, pois Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!(Jeremias 17.5). Nem mesmo um pastor poderoso ou cantor gospel famoso tem o poder que só Jesus tem ou merece a honra que só Ele merece. Por isso a Igreja Verdadeira deve estar firmada em Jesus e não em homens.

Somente Jesus pode salvar e ouvir sua oração!

3. SOMENTE A GRAÇA: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
As indulgências eram cobranças que a igreja fazia como forma das pessoas pagarem por seus pecados. Lutero se revoltou contra isso ao ver o luxo das igrejas romanas e a pobreza do povo que juntava trocados para pagar em dinheiro pelo perdão de seus pecados e ainda tinham que cumprir penitências acreditando que por suas obras seriam salvos.
Quando Lutero leu na Bíblia que Jesus com seu sangue apagou todos os nossos pecados e por sua graça somente nos perdoava sem necessidade algumas de obras, ele não aceitou e rasgou a bula papal que determinava o perdão para quem pagasse uma indulgência vendendo a salvação para quem tivesse o dinheiro para tirar um parente morto do purgatório.
As obras não podem salvar ninguém. Boas obras são consequência de nossa salvação (Efésios 2.10), pois como servos de Deus somos capacitados pelo Espírito Santo a exercer misericórdia, revelando o Amor de Deus ao próximo.
Um cristão verdadeiro depende da Graça de Deus para tudo (II Coríntios 12.7). Uma Igreja verdadeira proclama o perdão dos pecados gratuitamente por Jesus Cristo sem necessidade de pagar ou cumprir rituais com Jesus ordenou de graça recebestes, de graça dai(Mateus 10.8).

Somente a Graça de Deus pode perdoar pecados!

4. SOMENTE A FÉ: “O justo viverá pela fé” (Romanos 1.17).
Num tempo em que as relíquias e objetos santos eram venerados, carregados em procissões e as multidões caminhavam em romaria em busca de uma experiência religiosa através de um contato com um lugar ou objeto sagrado, Lutero pregou que nada disso era necessário.
A Bíblia define a Fé como a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hebreus 11.1) e que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6). Baseado nisso Lutero determinou que não deveria reverenciar objetos visíveis e nem fazer uma grande caminhada para agradar a Deus. A fé é invisível (II Coríntios 5.7). Somente pela fé podemos receber a resposta a nossas orações.
Um cristão de verdade vive pela fé, não pelo que é palpável e visível aos olhos humanos.  A Igreja verdadeira ensina a exercer a fé sem necessidade de amuletos ou obras. No século XXI em meio ao capitalismo é muito comum as pessoas se apegarem a coisas e lugares. Por isso é um desafio pregar uma vê no que ninguém vê, mas Bem-aventurados os que não viram e creram (João 20.29).
Somente pela Fé recebemos a Salvação e somos abençoados!

5. SOMENTE A DEUS TODA GLÓRIA: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor” (Isaías 42.8).
Muitos idólatras dizem que não estão adorando as imagens e que estas são apenas para lembrar a história da pessoa e suas obras. Engano! Como então conversam, cantam e fazem pedidos para a imagem? Essa é uma forma de adoração.
Lutero não aceitou as centenas de imagens na igreja e os cultos prestados a pessoas que já haviam morrido. A Palavra de Deus declara que somente a Deus pertence a Glória, honra e louvor (Apocalipse 5.12). Jesus é o único digno de receber toda adoração!
Jesus disse que um cristão verdadeiro presta toda glória somente a Deus e não recebe louvor pelos seus feitos (João5.44). Uma Igreja verdadeira não louva a homens, mas somente a Deus. O meio gospel precisa urgentemente se livrar do estrelismo que tem enriquecido cantores e iludido o povo de Deus com a dependência de um personagem famoso ou canções novas para adorar a Deus.

A Deus somente toda a Glória!
Como reconhecer uma igreja verdadeira?

-CONCLUSÃO“Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1.8).
A Igreja ficou muito tempo distanciada da verdade e custou muito para ser restaurada. Hoje existem muitos tipos de igrejas e religiões ao ponto de confundir a cabeça das pessoas. Precisamos de discernimento para entender o que é certo e o que é errado. Por isso o apóstolo Paulo deixou bem claro quem nem mesmo uma manifestação sobrenatural como o aparecimento de um anjo com outro tipo de pregação diferente do evangelho, não deve ser aceita como verdade.

Baseados nestes cinco princípios enumerados por Martinho Lutero podem saber se uma igreja ou cristão é verdadeiro. Também podemos refletir sobre a necessidade de uma nova reforma na Igreja Evangélica e retornar às nossas origens como uma Igreja Verdadeiramente Cristã.

Marcas na História

 - Texto Romanos 16: 1- 16.
A Igreja tem sua história cravada como uma pedra preciosa cravada em uma obra de arte na história da humanidade deste o dia de pentecostes. Não é diferente em nossa localidade, isto é na Igreja de Cristo no Bairro de Boa Esperança na Cidade de Parnamirim.
Não se pode estudar a história da humanidade sem considerar a história da Igreja.
Desde o seu início a história da Igreja é escrita por pessoas comuns que se destacam pela forma da qual deram o seu tempo, seus talentos, seus recursos financeiros, e em milhares de casos deram suas próprias vidas para que esta Igreja permanecesse no enredo da história da humanidade, como o tem sido conosco.

Comemoramos 55 anos de existência, é sem qualquer dúvida um tempo de grande importância, a soma dos anos nos qualifica para termos uma página ou algumas importantes linhas no enredo da história da Igreja e em particular na história da Igreja Evangélica de Parnamirim.

Temos uma história. Fazemos parte da história.

História que está sendo escrita por pessoas que se permitiram desgastar-se por esta querida Igreja. Deram seu tempo, seus talentos, seus recursos financeiros, suas vidas para compor esta história. Alguns já se foram se encontrar com o Senhor, de saudosa memória o Dc. Manuel Soares, Pr. João Gomes, Pr. Antônio Andrade (Pr. Tôzinho), Irmã Brasilina, Irmão Henrique,   e um rol de gigantes que por aqui nos impactaram com suas vidas e histórias como também com a herança que nos legaram, o exemplo de fidelidade ao Senhor desta Obra.
A história da Igreja de Cristo, de nossa Igreja continua a ser escrita, as próximas linhas desta narrativa consta de parágrafos, pontos, virgulas, ponto e virgula, tudo o mais, no entanto ela continua a ser escrita por cada um de nós que temos o dever de honrar a memória dos primórdios e sobretudo as recomendações de nosso Senhor Jesus Cristo para fazermos dos próximos anos um Avivamento Bíblico.

Como podemos pessoalmente deixar um relato positivo e impactante na história que está sendo construída por cada um de nós? São muitas as formas para deixarmos uma boa história.

Uma vez que existem pessoas que entram na história, saem da história e não marcam a história, convido-te nesta oportunidade a ser uma pessoa que venha a fazer parte positiva da história de nossa comunidade.
Proponho três conselhos tirados em um resumo da história bíblica descrita em Romanos 16.
Romanos 16:7. Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim.

Não era tarefa fácil ser membro de uma Comunidade perseguida nos dias do império Romano.

1º É preciso aprofundar raízes: Pedra que muito rola não cria limbo. O exemplo a ser observado é do lendário bambu chinês que durante cinco anos somente finca raízes no solo e depois deste tempo faz conhecida sua estrutura acima da superfície. Um cogumelo surge e se forma em 6 horas de vida. Que importância tem um cogumelo?
Um carvalho se estabelece e se firma contra os temporais depois de cem anos de existência.
- É preciso ver longe em relação ao tempo a ser dedicado ao Senhor no seio de sua igreja.
- É preciso se dispor a pagar o preço em perseverança, paciência e demonstração de amor.
12. Saudai Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor. Romanos 16:6. 6 Saudai Maria, que muito trabalhou por vós.

- Entregue-se ao serviço de Deus com seus talentos naturais: Pedreiro, eletricista, capacidade administrativa, sua habilidade em costura etc.
- Use no serviço de Deus os dons que o Espírito Santo tem te dado: “Desperte o dom de Deus que está em você..” Paulo para Timóteo.
- Trabalhe, trabalhe muito, lembre-se que tudo na vida a gente semeia no presente para colher no futuro.
- O trabalho na igreja não é resultado apenas do esforço humano mas sobre tudo da ação da graça de Deus na vida do crente.
Para os trabalhadores Deus tem promessas: I Co 15: 58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.

3. Coloque a Igreja acima de seus interesses Pessoais:  Para Priscila e Áquila a igreja era mais importante que suas próprias vidas. Valorize a Igreja de forma geral mas valorize particularmente sua Congregação, seu pastor, seu ministério de louvor seus obreiros eles são o melhor de Deus para sua igreja.

CONCLUSÃO:
1º)- FINQUE PROFUNDAS RAÍZES NO SOLO DA IGREJA ONDE VOCÊ ESTÁ SERVINDO AO SENHOR.  

2º)- TRABALHE, TRABALHE ABUNDANTEMENTE NA IGREJA E PELA IGREJA DE JESUS.


3º)- VALORIZE AO QUE DEUS VALORIZA – VALORIZE SUA IGREJA.

COMO BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO

 Jeremias 18.1-6 - Introdução: Este é um dos textos mais sugestivos da Bíblia. O profeta Jeremias é chamado para descer à casa do oleiro para ver como este molda o barro informe e faz dele um vaso belo, útil e precioso. Nesse importante relato temos grandes lições espirituais.


1. O oleiro dá forma ao vaso - O oleiro apanha o barro sem forma e dá a ele uma forma única e singular. 
Nós somos como esse barro... se ficamos longe das divinas mãos, somos como barro sem vida e sem forma. E Deus é o oleiro que toma esse barro, trabalha nele e o molda segundo o seu querer. 
- Interessante é que o barro é totalmente passivo nas mãos do oleiro... (já viu barro berrar, fazer birra, murmurar?) ...o barro recebe a forma que o oleiro quer – o oleiro é soberano.
- Deus é assim também, Soberano, Ele nos criou... como barro, não podemos nos rebelar contra o oleiro nem fazer nossa própria vontade – nos compete sujeitar humildemente à vontade de Deus.

2. O oleiro dá beleza ao vaso - O oleiro não apenas dá forma ao vaso, mas também dá beleza... 
A peça de barro é modelada, desenhada, pintada, levada ao forno e vitrificada. É um dos itens mais funcionais que existem e, também, um dos mais belos. 
- Nós somos feitos, formados, pelas mãos de Deus... as digitais de Deus e a beleza divina estão estampadas neste vaso... uma parte da Bíblia diz que somos “a menina dos olhos” de Deus... 
- Portanto, Deus não apenas nos criou, Ele também está nos modelando e nos transformando na imagem bela, bonita, perfeita, de Cristo. Deus está trabalhando em nós e nos refinando até que a beleza de Cristo seja vista em nós. (vaso que brilha como espelho)
- A glória do vaso não está no material, mas no que tem dentro: é a presença de Jesus que dá beleza e valor. O apóstolo Paulo escreve: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro...” (2Co 4.7).

3. O oleiro dá utilidade ao vaso - Normalmente, fazemos distinção entre o que é útil e o que é belo; entre o necessário e o elegante.  Um vaso é sempre útil... ele é moldado para ser usado com um propósito. 
- Nós somos salvos para sermos vasos de honra... sermos úteis, para isso precisamos estar limpos e sem rachaduras (pecados quando são cometidos danificam o vaso, sujam, arranham, trincam... quantos estão com a vida espatifada por causa do pecado?). 

- Um vaso é usado para ornamentar e para transportar algum conteúdo.  Como vasos de honra, refletimos a glória do nosso Deus e transportamos essa glória da sua presença...  E Deus não faz vasos em série, cada um é singular, único. (o belo e o útil deve estar em seu devido lugar)

4. O oleiro faz de novo o vaso estragado - O oleiro não jogou fora o vaso que se lhe estragou na mão, mas fez dele um outro vaso, um vaso novo conforme sua vontade. Deus não joga fora o vaso que foi danificado. “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?” (Jr 18.6). 
- O pecado nos estraga, danifica, corrompe... mas Deus não descarta nenhum de nós na lixeira... ao contrário, faz como o oleiro que amassa e pressiona, estica e comprime o barro... 
- Deus não desiste de nós... Ele nos dá uma segunda chance e nos oferece a oportunidade de recomeçar uma nova caminhada. 
 - Deus faz do vaso partido um novo vaso... é um processo doído às vezes, porque Deus amolece o barro, amassa, molda e depois o leva ao fogo. 
 - Aí então, depois desse processo, surge um vaso novo, bonito, útil e precioso... um vaso de honra!